Madre Teresa inscrita no Calendário Romano Geral: 5 de setembro, dia de sua festa

fevereiro 14, 2025 / no comments

Madre Teresa inscrita no Calendário Romano Geral: 5 de setembro, dia de sua festa

 

“Quem quiser ser grande entre vós, será vosso servo” (Mc 10,43). Vivendo radicalmente e proclamando corajosamente o Evangelho, Santa Teresa de Calcutá é uma testemunha da dignidade e do privilégio do serviço humilde. Escolhendo ser não apenas a menor, mas a serva dos mais humildes, ela tornou-se um modelo de misericórdia e um autêntico ícone do Bom Samaritano. A misericórdia, de fato, foi para ela o “sal” que deu sabor a todas as suas obras e a “luz” que iluminou as trevas daqueles que já nem sequer tinham lágrimas para chorar a sua pobreza e os seus sofrimentos.

Com essas palavras, introduz-se o decreto, publicado esta terça-feira, 11 de fevereiro, pelo Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, com o qual o Santo Padre dispõe que a memória facultativa da Santa seja celebrada no dia 5 de setembro, ou seja, dia da sua morte, ocorrida em 1997.

O grito de Jesus na cruz, “Tenho sede” (Jo 19, 28), penetrou no mais profundo da alma de Teresa. “Por isso, durante toda a sua vida, dedicou-se completamente a saciar a sede de Jesus Cristo de amor e de almas, servindo-o entre os mais pobres dos pobres. Cheia do amor de Deus, ela irradiava o mesmo amor aos outros em igual medida”, lê-se ainda no decreto.

Canonizada em 2016 pelo Sumo Pontífice Francisco, o nome de Santa Teresa de Calcutá nunca deixa de brilhar como fonte de esperança para tantas pessoas que procuram consolo para as tribulações do corpo e do espírito.

Textos litúrgicos

“Por isso, o Sumo Pontífice Francisco, acolhendo as solicitações e os desejos dos Pastores, das religiosas e dos religiosos, bem como das associações de fiéis, considerando a influência exercida pela espiritualidade de Santa Teresa de Calcutá nas diversas regiões do mundo, decretou que o nome de Santa Teresa de Calcutá, virgem, seja inscrito no Calendário Romano Geral” e que a sua memória facultativa seja, de fato, “celebrada por todos no dia 5 de setembro”.

O decreto conclui-se acrescentando que “esta nova memória deverá ser inserida em todos os Calendários e Livros Litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas. Os textos litúrgicos a adotar, em anexo ao presente decreto, devem ser traduzidos, aprovados e, depois da confirmação deste Dicastério, publicados sob a autoridade da Conferência Episcopal.

Canonização em 2016

Nascida em 26 de agosto de 1910, em Skopje, na antiga Iugoslávia, foi em 1929 que Madre Teresa iniciou sua missão em Calcutá, mas somente depois de deixar as Irmãs de Loreto. Em 1950, ela fundou a Congregação das Missionárias da Caridade, que hoje conta com mais de seis mil irmãs em todo o mundo, atuando em 130 países, começando pelos mais pobres e subdesenvolvidos.

Em 1979, a religiosa recebeu o Prêmio Nobel da Paz, cuja renda ela pediu que fosse doada aos pobres da Índia. Ela morreu em 1997 em “sua” Calcutá. São João Paulo II, com quem ela tinha uma amizade fraterna, colocou-a no álbum dos bem-aventurados em 19 de outubro de 2003.

Outro Papa, Francisco, que nunca escondeu sua admiração e devoção pela santa, canonizou-a em uma Praça São Pedro repleta de religiosas, padres e fiéis dos cinco continentes em 4 de setembro de 2016. Não em um ano aleatório, mas em pleno Jubileu da Misericórdia. Aquele de quem, como disse o Papa em sua homilia, Madre Teresa, ao longo de sua vida, foi uma “generosa dispensadora”, tornando-se “disponível através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos não nascidos e dos abandonados e descartados”, inclinando-se “sobre os exaustos, deixados a morrer na beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes havia dado”, fazendo “sua voz ser ouvida pelos poderosos da terra, para que pudessem reconhecer suas faltas diante dos crimes de pobreza criados por eles mesmos”.

Fonte: Vatican News

Papa Francisco: Deus continua hoje chamando aos jovens, às vezes de maneiras que não imaginamos

fevereiro 7, 2025 / no comments

Papa Francisco: Deus continua hoje chamando aos jovens, às vezes de maneiras que não imaginamos

 

“Pelas vocações à vida sacerdotal e religiosa” é o tema da intenção de oração do Papa para o mês de fevereiro de 2025: uma questão que leva o Papa a falar dos jovens e da necessidade de acompanhá-los em seus sonhos e inquietações, ao mesmo tempo que recorda um momento crucial de sua vida na juventude.

O jovem Jorge e os jovens de hoje

“Quando eu tinha 17 anos, revela o Papa Francisco no vídeomensagem elaborado pela Rede Mundial de Oração do Papa com a colaboração da Arquidiocese de Los Ángeles, era estudante e trabalhava, tinha meus projetos. Nunca pensei em ser sacerdote. Mas um dia entrei na paróquia… e lá estava Deus, esperando-me!”. Na abertura do Vídeo do Papa vemos precisamente as fotos do Papa quando era jovem – na escola, na família, na igreja – para logo ceder lugar a cenas da vida cotidiana dos jovens de hoje: mudam os tempos, mas não muda a capacidade do Senhor de falar ao coração de quem o busca.

De fato, o Papa afirma que “Deus continua chamando aos jovens também hoje, em ocasiões e modos que não imaginamos”, e faz “coisas novas com eles”. Daí a importância de criar um ambiente de escuta no qual possam manifestar suas inquietações e sentirem-se “amados como são e pelo que são”; um ambiente em que possam ouvir e responder livremente ao chamado do Senhor, acompanhados por uma comunidade acolhedora. “É necessário caminhar com eles, escutá-los… levá-los a Jesus, sempre favorecendo a liberdade”, afirma o Papa Francisco.

O Papa Francisco convida, portanto, a escutar o Espírito Santo quando “fala através das inquietações que sentem os jovens”; assim será possível acolher o chamado de Deus “nos modos e maneiras que melhor sirvam à Igreja e ao mundo de hoje”. Por isso, nos exorta a rezar para que “a comunidade eclesial acolha os desejos e as dúvidas dos jovens que sentem o chamado para servir à missão de Cristo na vida sacerdotal e religiosa”.

O desafio da confiança

O desafio é, portanto, o de confiar nos jovens, em sua capacidade de contribuir significativamente à Igreja e ao mundo. De fato, no vídeo de fevereiro, o Papa Francisco convida a confiar nos jovens e, principalmente, em Deus, “porque Ele chama a cada um”.

“Nosso Deus é um Deus que leva a sério a vida e os dons dos jovens”, comenta dom José H. Gómez, arcebispo de Los Ángeles. “A missão da Igreja – continua o bispo da maior arquidiocese estadounidense, que colaborou com a produção deste vídeo através dos profissionais de sua equipe digital – é caminhar com os jovens para ajudá-los a crescer na fé e a trabalhar para transformar este mundo no Reino que Deus quer para seu povo”.

O Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, Pe. Cristóbal Fones, S.J., recorda que “a confiança nos jovens é essencial para animá-los a examinar com liberdade sua própia vocação e a responder à mesma com coragem. Uma pastoral vocacional que realmente valorize o diálogo e o acompanhamento, também aceita e acolhe as inquietações, interrogações e aspirações concretas do jovem como parte importante do processo vocacional. Além disso, o Papa nos diz que, diante da palavra dos jovens, às vezes até desafiante e questionadora, Deus também pode oferecer caminhos novos para a Igreja de hoje, e inclusive oferecer-nos uma oportunidade para nossa própria conversão”.

“Na vida cotidiana, prossegue Pe. Fones, todos podemos acompanhar o discernimento com quatro atitudes fundamentais: a abertura, a escuta gratuita, a proximidade e o interesse. Em primeiro lugar, temos que abrir-nos à missão de animar as vocações, e não fechar os caminhos que o mesmo Deus abre. Isto é particularmente importante dentro das famílias. Depois, é importante criar nas comunidades um ambiente de escuta da voz de Deus, de acolhida, de respeito pelos que sentem desejos de seguir a Cristo na vida consagrada ou sacerdotal. Assim mesmo, temos de estar próximo, com discreção e coerência, oferecendo nosso testemunho. Finalmente, interessar-se sinceramente por cada jovem ajuda a abrir o coração. Ou seja, nossas atitudes podem ser decisivas para os jovens que querem responder ao Senhor neste caminho e não sabem como fazê-lo”.

Assista o “Vídeo do Papa” de fevereiro de 2025: