PUC-Rio realiza lançamento online de série de Teologia

outubro 25, 2020 / no comments

PUC-Rio realiza lançamento online de série de Teologia

 

A Série Teologia PUC-Rio tem o escopo de publicar os melhores trabalhos do Programa de Pós-Graduação em Teologia PUC-Rio, de suas duas áreas de concentração: Sistemático-Pastoral e Bíblica. Ela oferecerá alguns textos de teses e dissertações que são publicados e disponibilizados a todos, no formato impresso, apoiando e promovendo ainda mais a qualidade da pesquisa de seus discentes.

Veja abaixo os critérios para seleção de textos para publicação na Série Teologia

1. A seleção de teses e dissertações para a Série Teologia PUC-Rio ocorrerá anualmente, cabendo ao Diretor estabelecer o número de teses e dissertações que serão publicadas naquele ano.
2. A Coordenação do Programa deverá estabelecer o processo e o prazo final de indicação e apresentação de teses e dissertações (Sistemático-Pastoral e Bíblica).
3. Cada docente orientador, que queira participar desse processo de seleção, será o responsável por indicar, no máximo, uma tese e uma dissertação por ano.
4. As teses e dissertações aprovadas pela banca examinadora com condicionamentos ou sugestões de alterações registradas na Ata de Defesa não poderão ser indicadas.
5. Após o prazo final das indicações das teses e dissertações, a Comissão Especial do Departamento de Teologia deverá instituir uma Comissão de Avaliação, composta por, no mínimo, três docentes.
6. A Comissão de Avaliação terá as seguintes atribuições:
a) Verificar a adequação das teses e dissertações inscritas aos critérios e ao elevado patamar de qualidade exigido para a Série.
b) Decidir pela desclassificação das teses e dissertações inscritas, se não atenderem aos critérios de seleção definidos.
c) Selecionar para indicação a(s) tese(s) e dissertação(ões) e a serem publicadas.
7. Preferencialmente, os orientadores das teses e dissertações concorrentes não participem da comissão de avaliação. Casos particulares serão julgados pela Comissão Especial, no ato da instituição da referida comissão.

Dessa forma, Prof. Dr. Pe. Waldecir Gonzaga , diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, convida a todos/as para o lançamento da Série Teologia PUC-Rio, com seus três primeiros números.

O evento que contará com a presença dos autores, orientadores e editoras, será transmitido pelo Zoom, YouTube, Facebook e Instagram do Departamento Teologia da universidade.

Data : 30 de outubro de 2020
Horário : 18h

Link do Zoom: https://puc-rio.zoom.us/j/97846200383?pwd=Z2gvSnlQMXN3SEhlU3VjR3MzN2hiUT09
ID da reunião: 978 4620 0383
Senha de acesso: 959156

Youtube: Teologia a Distância PUC-Rio
Facebook: @TeologiaPucRio
Instagram: @teologia_puc_rio

Ouvir e caminhar com os jovens

outubro 19, 2020 / no comments

Ouvir e caminhar com os jovens

 

Os jovens costumam ser apresentados como referência futura nas reflexões e falas de muitas pessoas. Há sempre quem os apresente como esperança do amanhã e certeza futurística.

Gostei de ouvir da boca do Papa emérito, Bento XVI, a afirmação de que os jovens são o presente da Igreja, pois se não forem o presente, também não haverá futuro para ela. Mais recentemente, o Papa Francisco, na sua Exortação Apostólica Cristo vive, dirigida aos jovens, disse algo semelhante ao afirmar que “depois de repassar a Palavra de Deus, não podemos dizer apenas que os jovens são o futuro do mundo. São o presente, pois o estão enriquecendo com sua contribuição” (n. 64).

De fato, de muitas formas, e em vários setores da vida humana encontramos muitos jovens sendo protagonistas de realidades novas nos diversos âmbitos da sociedade. É impossível ignorar de que eles são construtores de um presente que influenciará o que se viverá futuramente. No entanto, para muitos jovens o presente é inibidor de sonhos e projetos, pois se encontram do lado daqueles que não tiveram oportunidades nem referências que os ajudasse a assumir o protagonismo que lhes é próprio.

Ter clara essa relação determinante dos jovens com o presente é de importância capital uma vez que nos pode servir para refletir acerca de como consideramos seu papel na Igreja e no mundo. Desde a relação mais elementar que é a familiar até à mais complexa, por exemplo, com as diversas instituições sociais, os jovens requerem uma atenção privilegiada, uma vez que este presente é condição do seu futuro e de toda a humanidade.

A celebração do Dia Nacional da Juventude (DNJ), neste domingo,deve nos provocar uma profunda revisão sobre o lugar que estamos dando aos jovens em nossas diversas realidades eclesiais: diocese, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, associações, etc. A ocasião nos obriga a uma reflexão e a um olhar para os jovens que estão próximos de nós, sem esquecer, é claro, os mais distantes.

Desde o Sínodo da Juventude, em outubro de 2018, repetidas vezes se recorda um pedido de dispor de meios mais eficientes para escutar pessoalmente os jovens. O Papa Francisco adverte que “essa empatia enriquece, porque permite aos jovens dar a sua contribuição à comunidade, ajudando-a a abrir-se a novas sensibilidades e a fazer-se perguntas inéditas” (Cristo vive, n. 65).

Este ano o DNJ se inspira na atitude de Jesus com os discípulos de Emaús: “Ouviu e junto com eles caminhou” (Lc 24, 15-17). A escuta e o acompanhamento descrevem os desafios importantes a enfrentar para realizar uma pastoral juvenil capaz de dialogar com o nosso tempo e com as necessidades dos jovens de hoje.

Preocupa-nos a ausência dos jovens nas nossas estruturas sobretudo paroquiais. Às vezes é mais fácil encontrá-los em outras realidades eclesiais. Talvez nelas eles encontrem mais acolhimento, valorização pessoal, acompanhamento personalizado, envolvimento missionário. O tempo tem nos feito compreender que se deve superar aquela tendência a oferecer caminhos aos jovens sem que estes caminhos tenham sido trilhados também por outros jovens. Nada do que se oferece pastoralmente para os jovens deve ser feito sem eles. Como recorda Francisco, “os próprios jovens são agentes da pastoral juvenil, acompanhados e orientados, porém livres para encontrar caminhos sempre novos, com criatividade e audácia.” (Cristo vive, n. 203)

A celebração anual do DNJ acenda em nós o desejo persistente de abrir espaço e encontrar caminhos para ouvir e seguir mais de perto os jovens de dentro e de fora da Igreja, afinal “todos os jovens, sem exclusão, estão no coração de Deus e, portanto, no coração da Igreja”(Cristo vive, 235).

 

Artigo de Dom Gilson Andrade da Silva, bispo de Nova Iguaçu e Vice-presidente do Regional Leste 1 – CNBB.