Dioceses do Regional Leste 1 encerram o Ano Jubilar 2025 com celebrações marcadas pela esperança e pela missão
Encerramento ocorreu no domingo, 28 de dezembro, Festa da Sagrada Família, em comunhão com toda a Igreja no mundo

“A esperança não decepciona” (Rm 5,5). Com essa inspiração bíblica, as dioceses e arquidioceses do Regional Leste 1 da CNBB concluíram, no domingo 28 de dezembro, o Ano Jubilar 2025 – Peregrinos de Esperança. As celebrações, realizadas nas Províncias Eclesiásticas de São Sebastião do Rio de Janeiro e de Niterói, reuniram bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e grande número de fiéis, em um clima de gratidão, oração e renovado compromisso com a missão da Igreja.
Província Eclesiástica de São Sebastião do Rio de Janeiro

Dom Gilson, presidente do Regional Leste 1, celebrou a santa missa na Catedral de Nova Iguaçu.
Na Arquidiocese do Rio de Janeiro, o encerramento aconteceu na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro da cidade. A Santa Missa foi presidida pelo cardeal Dom Orani João Tempesta e integrou a 13ª Festa da Unidade Arquidiocesana. Durante a celebração, foram entregues os documentos conclusivos do II Sínodo Arquidiocesano, iniciado em 2023, que apontam caminhos para a ação evangelizadora da Igreja no contexto urbano do Rio de Janeiro.
Em Barra do Piraí–Volta Redonda, a Missa Solene na Co-Catedral Nossa Senhora da Conceição, presidida por Dom Luiz Henrique, marcou não apenas o encerramento do Jubileu, mas também a abertura do Ano Diocesano da Família. Após a celebração, os fiéis seguiram em procissão, reforçando a centralidade da família na vida e na missão da Igreja.
Na Diocese de Duque de Caxias, a celebração ocorreu na Catedral de Santo Antônio, sob a presidência de Dom Tarcísio Nascentes. Além de concluir o Ano Jubilar, a Missa deu início ao Ano Missionário Diocesano 2026, destacando que a esperança vivida ao longo do Jubileu se traduz em compromisso concreto com a evangelização e a solidariedade entre as Igrejas.
A Diocese de Itaguaí encerrou o Jubileu com celebrações nos regionais PAR e SIM, presididas por Dom Paulo Celso. O momento foi marcado pelo descerramento da placa jubilar e pela mensagem clara deixada pelo bispo: “O Ano Santo termina, mas a missão continua”.
Em Nova Iguaçu, mesmo diante do forte calor, a Catedral ficou repleta de fiéis na Missa presidida por Dom Gilson Andrade, com a presença de Dom Luciano Bergamin, bispo emérito. A celebração destacou os frutos do Jubileu: uma Igreja mais próxima das pessoas, acolhedora e comprometida com a vida.
Já na Diocese de Valença, a Santa Missa Solene foi celebrada na Sé Catedral de Nossa Senhora da Glória, presidida por Dom Nelson Francelino Ferreira. Em clima de profunda gratidão, a Igreja diocesana confiou à Sagrada Família os caminhos futuros de sua missão pastoral.
Província Eclesiástica de Niterói

Dom José Francisco celebrou a santa missa em Niterói.
Também no domingo, 28 de dezembro, as Igrejas particulares da Província Eclesiástica de Niterói celebraram o encerramento do Ano Jubilar.
Na Arquidiocese de Niterói, a programação aconteceu na Catedral Metropolitana São João Batista. Fiéis, clero e pastorais participaram de uma tarde intensa de oração, com recitação do Terço, procissão e Santa Missa presidida por Dom José Francisco Rezende Dias, em ação de graças por um ano marcado pela conversão e pela renovação da esperança.
Na Diocese de Campos, a Missa de encerramento foi presidida por Dom Roberto Francisco, na Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador. Com a participação de todo o clero, diáconos, religiosos e seminaristas, a celebração ressaltou a esperança cristã que nasce da fé, se fortalece no amor e sustenta o compromisso com Cristo e com o próximo.
Em Petrópolis, o encerramento do Jubileu da Esperança, celebrado na Catedral de São Pedro de Alcântara, coincidiu com a abertura do Jubileu Diocesano pelos 80 anos de criação da Diocese. O momento uniu memória agradecida, fé renovada e esperança no futuro da missão evangelizadora.
Um legado que permanece
Com o encerramento do Ano Jubilar 2025, as dioceses do Regional Leste 1 concluem um tempo intenso de espiritualidade, peregrinação e conversão. Permanece, como legado comum, o chamado a seguir adiante como peregrinos da esperança, fortalecidos para a missão e unidos na diversidade de caminhos que formam a única Igreja de Cristo.

A programação teve início com a acolhida fraterna conduzida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, no espaço ao lado da Capelinha do Santuário, onde os bispos foram recebidos com um café da manhã e gestos de comunhão. A motivação do encontro, como expressou Dom Orani, está em viver localmente os frutos do Jubileu da Esperança, reforçando a unidade do episcopado sob o olhar de Maria, Mãe da Igreja.
Na sequência, os prelados participaram de um momento de reflexão conduzido por Dom Hiansen Vieira, bispo auxiliar do Rio de Janeiro. Inspirado na meditação do Papa Leão XIV dirigida aos bispos por ocasião do Jubileu, Dom Hiansen destacou que “antes de ser pastor, o bispo é ovelha”, e que o ministério episcopal só pode ser frutuoso quando está profundamente enraizado em Cristo. Reforçou ainda o chamado a serem “testemunhas de esperança” diante das realidades difíceis, reconhecendo que a esperança cristã “não engana” e é sustentada por Deus, especialmente quando os pastores estão próximos do povo sofredor.