Assembleia Eclesial indica caminhos pastorais para a Igreja no Regional Leste 1
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RIO DE JANEIRO – Representantes das (Arqui)Dioceses do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniram entre os dias 4 e 6 de setembro, no Centro de Estudos do Sumaré, na capital fluminense, para a 23ª Assembleia Eclesial.
Com o tema “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil: Contribuições do Regional Leste 1 – À luz das novas Diretrizes da CNBB, discernir caminhos para fortalecer nossas comunidades como espaços de escuta, acolhida e envio missionário”, o encontro resultou na aprovação de seis pistas de ação pastoral que irão orientar os trabalhos das Igrejas particulares no Estado do Rio de Janeiro até 2026.
As pistas aprovadas são:
– Iniciação à Vida Cristã – reforçar a inspiração catecumenal para que cada pessoa encontre-se de modo pessoal e comunitário com Jesus Cristo, refletindo esse caminho no testemunho na sociedade.
– Comunidade de Discípulos Missionários – vivência da fé em saída missionária, valorizando a diversidade carismática e ministerial, com formação contínua e permanente.
– Liturgia – promover a integração da liturgia como celebração viva da fé, com participação plena e consciente de toda a comunidade.
– Piedade Popular – valorizar expressões de fé do povo como instrumentos de evangelização, inserindo-as no caminho pastoral das comunidades.
– Fragilidade Humana – promover o acolhimento, a escuta e a integração, refletindo a misericórdia de Deus no cuidado com as fragilidades da vida humana.
– Casa Comum – incentivar a consciência de que todos são responsáveis pelo cuidado da criação, assumindo a ecologia integral.
De acordo com os organizadores, as orientações pastorais expressam o compromisso de uma Igreja em constante processo de comunhão e unidade, buscando responder de maneira concreta às necessidades do povo fluminense.

O momento, marcado pela peregrinação jubilar ao Corcovado, inseriu-se no espírito do Ano Santo – Jubileu 2025: Peregrinos da Esperança, convocado pelo Papa Francisco. A celebração reuniu bispos, presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos das dioceses fluminenses, em ação de graças pelos 50 anos de caminhada do Regional.
Em sua homilia, Dom Gilson destacou o símbolo do monumento que acolheu a celebração. “Do alto do Corcovado, o Cristo Redentor abre seus braços sobre a cidade, sobre o Estado do Rio de Janeiro, sobre o Brasil, inspirando também a nossa missão episcopal e pastoral que deve refletir o gesto de Cristo: braços abertos para acolher, perdoar e reunir. Sob o olhar e a proteção do Senhor, que é o verdadeiro Pastor da Igreja, queremos renovar o nosso compromisso de ser Igreja que se coloca perto das pessoas, especialmente dos esquecidos, atenta para ouvir os apelos dos homens e mulheres do nosso tempo”, afirmou.