Rio de Janeiro sediará o 15º Mutirão Brasileiro de Comunicação em 2028

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro foi escolhida, por unanimidade, como sede do 15º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), que será realizado em 2028, com data a ser definida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A decisão foi tomada durante reunião ordinária da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, que contou com a presença dos bispos referenciais dos regionais da CNBB.
A candidatura foi apresentada pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e o Regional Leste 1 da CNBB, e recebeu o apoio integral dos bispos fluminenses. A proposta foi encaminhada à Comissão para a Comunicação Social em carta assinada por Dom Orani João Tempesta, arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, Dom Gilson Andrade, bispo de Nova Iguaçu e presidente do Regional Leste 1, além de outros bispos e representantes eclesiais do Estado.
O documento expressa o desejo de que o Rio de Janeiro seja o próximo cenário desse grande encontro de comunicadores, agentes pastorais e profissionais da área, destacando o caráter de acolhida, diversidade cultural e tradição acadêmica da cidade. “Desejamos colocar o Rio de Janeiro a serviço desta missão, oferecendo sua infraestrutura, tradição cultural e experiência de acolhida”, afirma a carta de candidatura.
Promovido pela Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, o Muticom se consolidou, desde 1998, como um dos principais fóruns de reflexão sobre comunicação e Igreja no Brasil. Mais do que um evento técnico, é um espaço de encontro e partilha, reunindo comunicadores, pesquisadores e agentes pastorais em torno de palestras, painéis, oficinas e atividades culturais. Seu propósito é fazer da comunicação um instrumento de evangelização, diálogo e construção de esperança, em sintonia com o Evangelho e com o compromisso da Igreja com a fraternidade e a justiça social.
A 14ª edição, realizada em Manaus, em setembro de 2025, aprofundou debates sobre escuta, sustentabilidade e presença digital, temas centrais para a comunicação eclesial contemporânea. No Rio de Janeiro, o Muticom pretende dar continuidade a esse legado, “renovando o compromisso com o Evangelho e com a escuta das vozes do nosso tempo”, como expressa a proposta aprovada pela CNBB.
A organização prática do evento ficará a cargo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, com o apoio da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB, cabendo à diocese local coordenar a recepção e a logística. Nos próximos meses, serão definidos o calendário definitivo, o programa temático e as equipes organizadoras.
A escolha da cidade representa uma oportunidade pastoral e cultural significativa: o Rio de Janeiro reúne patrimônio histórico, universidades com tradição em comunicação e uma cena cultural diversa, capaz de enriquecer o diálogo sobre comunicação, fé e sociedade. Com o apoio das dioceses do Regional Leste 1, o 15º Muticom reafirma o espírito de comunhão que inspira cada edição desse encontro nacional de comunicadores a serviço da missão evangelizadora da Igreja.
Colaboração: Padre Tiago Síbula – CNBB

Entre os dias 25 e 28 de setembro, a cidade de Manaus (AM) sediou o 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), reunindo quase 400 comunicadores católicos de todas as regiões do país. A Diocese de Duque de Caxias esteve presente com a participação de Adielson Agrelos, assessor de comunicação e membro da Comissão Nacional da Pascom Brasil, que acompanhou de perto as reflexões, oficinas e experiências propostas pelo evento.
A programação contou com conferências, painéis, oficinas práticas, mesas-redondas e apresentações culturais, unindo teoria, testemunhos e vivências comunitárias. Foram debatidos temas como o papel da comunicação na promoção da justiça social, os impactos da desinformação, a cultura digital e o cuidado socioambiental, sempre com o olhar voltado para a missão da Igreja.
Um dos diferenciais desta edição foi a forte imersão cultural e ambiental na realidade amazônica. Os organizadores buscaram integrar à vivência do encontro gestos concretos de sustentabilidade, como o uso de cuias e copos reutilizáveis, a valorização de materiais reciclados e a redução de resíduos.
A beleza da região amazônica também esteve presente nos momentos culturais, que destacaram a identidade e a resistência dos povos locais. Um dos momentos mais marcantes aconteceu no encerramento do encontro, realizado no encontro dos rios Negro e Solimões, a bordo de uma balsa. Ali, os participantes foram convidados a contemplar tanto a riqueza da natureza quanto os desafios impostos pela degradação ambiental.
