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Nota doutrinal sobre os títulos marianos: Mãe do povo fiel, não Corredentora

novembro 5, 2025 / no comments

Nota doutrinal sobre os títulos marianos: Mãe do povo fiel, não Corredentora

 

 

O documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, aprovado por Leão XIV, esclarece os títulos a serem usados para Nossa Senhora. Pede-se também atenção especial para o título de “Medianeira de todas as graças”

“Mater populi fidelis” é o título da Nota doutrinária publicada esta terça-feira, 4 de novembro, pelo Dicastério para a Doutrina da Fé. Assinada pelo Prefeito, cardeal Víctor Manuel Fernández, e pelo secretário da seção doutrinária, monsenhor Armando Matteo, a Nota foi aprovada pelo Papa em 7 de outubro passado. É fruto de um longo e articulado trabalho colegiado. Trata-se de um documento doutrinal sobre a devoção mariana, com foco na figura de Maria, associada à obra de Cristo como Mãe dos fiéis. A Nota fornece um importante fundamento bíblico para a devoção a Maria, além de reunir diversas contribuições dos Padres, dos Doutores da Igreja, dos elementos da tradição oriental e do pensamento dos últimos Pontífices.

Dentro desse quadro positivo, o texto doutrinal analisa diversos títulos marianos, valorizando alguns deles e alertando para o uso de outros. Títulos como Mãe dos fiéis, Mãe espiritual e Mãe do povo fiel são particularmente apreciados pela Nota. O título de Corredentora, por sua vez, é considerado inoportuno e incoveniente. O título de Medianeira é considerado inaceitável quando assume um significado que é exclusivo de Jesus Cristo, mas é considerado precioso quando expressa uma mediação inclusiva e participativa que glorifica o poder de Cristo. Os títulos de Mãe da graça e Medianeira de todas as graças são considerados aceitáveis ​​em alguns sentidos muito específicos, mas uma explicação particularmente ampla é oferecida em relação aos significados que podem apresentar riscos.

Essencialmente, a Nota reafirma a doutrina católica, que sempre enfatizou como tudo em Maria é direcionado para a centralidade de Cristo e sua ação salvífica. Portanto, embora alguns títulos marianos possam ser explicados por meio de uma exegese correta, considera-se preferível evitá-los. Em sua apresentação, o cardeal Fernández valoriza a devoção popular, mas adverte contra grupos e publicações que propõem um desenvolvimento dogmático particular e levantam dúvidas entre os fiéis, inclusive por meio das redes sociais. O principal problema, na interpretação desses títulos aplicados à Virgem Maria, diz respeito à forma de compreender a associação de Maria na obra da redenção de Cristo (3).

Corredentora

Em relação ao título “Corredentora”, a Nota recorda que alguns Pontífices “utilizaram este título sem se deterem demasiado em explicá-lo. Geralmente, apresentaram-no de duas maneiras diversas: em relação à maternidade divina e em referência à união de Maria com Cristo junto à Cruz redentora. O Concílio Vaticano II decidiu não usar este título “por razões dogmáticas, pastorais e ecumênicas”. São João Paulo II “utilizou-o, ao menos em sete ocasiões, relacionando-o especialmente com o valor salvífico da nossa dor oferecida junto à de Cristo, ao qual se une Maria sobretudo na Cruz” (18).

O documento cita uma discussão interna na então Congregação para a Doutrina da Fé, que em fevereiro de 1996 discutiu o pedido para proclamar um novo dogma sobre Maria como “Corredentora ou Medianeira de todas as graças”. O parecer de Ratzinger era contrário: “O significado preciso dos títulos não é claro e a doutrina neles contida não está madura… Desta maneira, não se vê em modo claro como a doutrina expressa nos títulos esteja presente na Escritura e na tradição apostólica”. Posteriormente, em 2002, o futuro Bento XVI também se expressou publicamente da mesma forma: “A fórmula ‘Corredentora’ distancia-se em demasia da linguagem da Escritura e da Patrística e, portanto, provoca mal-entendidos… Tudo procede d’Ele, como dizem sobretudo as Cartas aos Efésios e aos Colossenses. Maria é o que é graças a Ele.” A palavra “Corredentora” obscureceria essa origem”. O cardeal Ratzinger, esclarece a Nota, “não negava que houvesse na proposta de uso deste título boas intenções e aspectos válidos, porém sustentava que era um “vocábulo equívoco” (19).

O Papa Francisco expressou sua posição claramente contra o uso do título Corredentora pelo menos três vezes. O documento doutrinal a esse respeito conclui: “É sempre inoportuno o uso do título de Corredentora para definir a cooperação de Maria. Este título corre o risco de obscurecer a mediação salvífica única de Cristo e, portanto, pode gerar confusão e desequilíbrio na harmonia das verdades da fé cristã… Quando uma expressão requer muitas e constantes explicações, para evitar que se desvie do significado correto, não presta um bom serviço à fé do Povo de Deus e torna-se inconveniente” (22).

Medianeira

A Nota enfatiza que a expressão bíblica referente à mediação exclusiva de Cristo “é peremptória”. Cristo é o único Mediador (24). Por outro lado, destaca o “uso muito comum da palavra ‘mediação’ nos mais diversos âmbitos da vida social, onde é entendido simplesmente como cooperação, ajuda, intercessão. Por consequência, é inevitável que se aplique a Maria no sentido subordinado e de nenhum modo pretende acrescentar alguma eficácia, ou potência, à única mediação de Jesus Cristo” (25). Além disso – reconhece o documento –, “é evidente que houve um modo real de mediação de Maria para tornar possível a verdadeira encarnação do Filho de Deus na nossa humanidade” (26).

Mãe dos fiéis e Medianeira de todas as graças

A função materna de Maria “de modo algum ofusca ou diminui” esta única mediação de Cristo, “manifesta antes a sua eficácia”. Assim entendida, “a maternidade de Maria não pretende debilitar a única adoração que se deve somente a Cristo, mas estimulá-la”. Por isso, devem-se evitar, afirma a Nota, os “títulos e expressões referidas a Maria que a apresentem como uma espécie de ‘para-raios’ diante da justiça do Senhor, como se Maria fosse uma alternativa necessária da insuficiente misericórdia de Deus” (37, b). O título de “Mãe dos fiéis” permite falar de “uma ação de Maria também em relação à nossa vida da graça” (45).

Devemos, no entanto, ter cuidado com expressões que possam transmitir “conteúdos menos aceitáveis” (45). O cardeal Ratzinger expressou que o título de Maria medianeira de todas as graças não era claramente fundado na Revelação, e em sintonia com essa convicção – explica o documento – podemos reconhecer as dificuldades que este título implica tanto na reflexão teológica como na espiritualidade” (45). De fato, “Nenhuma pessoa humana, nem sequer os apóstolos ou a Santíssima Virgem, pode atuar como dispensadora universal da graça. Apenas Deus pode conceder a graça e fá-lo por meio da humanidade de Cristo” (53). Títulos como Medianeira de todas as graças têm, portanto, “limites que não facilitam a correta compreensão do lugar único de Maria. Com efeito, ela, a primeira redimida, não pode ter sido a medianeira da graça que ela mesma recebeu” (67). Contudo, reconhece por fim o documento, “a expressão ‘graças’, referida à materna ajuda de Maria, em distintos momentos da vida, pode ter um sentido aceitável”. O plural, de fato, expressa “todos os auxílios, também materiais, que o Senhor pode dar-nos escutando as intercessões da Mãe” (68).

Fonte: Vatican News

7 mil fiéis participam do encerramento do I Congresso Mariano da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda

setembro 23, 2024 / no comments

7 mil fiéis participam do encerramento do I Congresso Mariano da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda

 

“Com Maria, peregrinos de esperança” foi o tema do I Congresso Mariano da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda, que teve sua conclusão no domingo, 8 de setembro, na Co-Catedral Nossa Senhora da Conceição, em Volta Redonda. Mais de 7 mil fiéis participaram do encerramento do evento, que marcou o estudo dos Dogmas Marianos e o Ano da Oração, convocado pelo Papa Francisco.

O Congresso aconteceu entre os dias 2 e 8 de setembro, com programações nos 12 municípios que compõem o território Diocesano. Visitas missionárias nas comunidades, departamentos das esferas pública e privada, orações, catequeses e atividades sociais compuseram a programação do evento.

Dom Luiz Henrique, Bispo Diocesano, comentou a realização do Congresso Mariano: “Louvamos e agradecemos a Deus pela realização do nosso primeiro congresso. Foram dias intensos de ações em nossas comunidades e, sem dúvidas, o evento ficará marcado em nossos corações. Coroamos a data, procurando mais uma vez reavivar a nossa fé e caminhada. Deus abençoe a todos que participaram deste evento”, declarou o Bispo.

“Neste significativo evento para nossa região, fazemos um balanço positivo do Congresso Mariano e das atividades realizadas em toda a Diocese. Foram dias missionários em que levamos a palavra de Deus aos que mais precisam, momentos catequéticos que renovaram nossa fé, e a participação da juventude e catequese nos louvores e orações na noite cultural. Agradecemos a todos os fiéis que abraçaram o congresso”, disse o coordenador do Congresso, Padre Lucas Krauss.

Altamir Nepomuceno, devoto de Nossa Senhora da Comunidade São José Operário, se alegrou ao ver toda a unidade da Diocese no evento: “Para nós é uma graça de Deus. Este ano, que faz parte do Ano da Oração convocado pelo Papa Francisco, trouxe muita alegria e grandes graças com a participação dos fiéis”, concluiu o devoto.

Procissão Luminosa, Coroação e Renovação da Consagração da Diocese 

Após a Santa Missa, os fiéis partiram em Procissão pelas ruas do bairro conforto até a Praça Brasil, na Vila Santa Cecília, onde aconteceu a Coroação de Nossa Senhora e a renovação da Consagração da Diocese.

Arrecadação de alimentos não perecíveis

Uma tonelada de alimentos não perecíveis foi arrecadada para os trabalhos sociais da Sociedade São Vicente de Paulo.

O I Congresso Mariano Diocesano

O Congresso marcou os 170 anos da promulgação do Dogma da Imaculada Conceição, pelo Papa Pio IX, na bula Ineffabilis Deus de 1854, no qual revela que a Mãe de Deus foi concebida sem mancha por um especial privilégio divino. Também na ocasião, foi refletido os 50 anos da Exortação Apostólica, Marialis Cultus, do Papa São Paulo VI, de 1974. No documento, o pontífice apresentou a correta ordem e desenvolvimento da devoção Mariana na Igreja Católica.

Reveja a Santa Missa

Veja imagens do Congresso Mariano:

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Colaboração: Comunicação – Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda

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