Dom Alano celebra 50 anos de episcopado em missa solene na Igreja São Judas Tadeu, em Niterói
Celebração reuniu bispos, clero, autoridades civis e fiéis em homenagem ao arcebispo emérito de Niterói
No último dia 26 de maio, a Igreja São Judas Tadeu, na Praia de Icaraí, em Niterói (RJ), acolheu uma solene celebração em ação de graças pelos 50 anos de episcopado de Dom Alano Maria Pena, OP, arcebispo emérito de Niterói. A missa, realizada especialmente para reunir o clero da arquidiocese, bispos convidados e familiares, foi marcada por momentos de oração, gratidão e reconhecimento pela vida e missão de Dom Alano.
O momento de fé reuniu os bispos do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre eles Dom Gilson Andrade da Silva, bispo de Nova Iguaçu e presidente do regional, que, ao final da celebração, dirigiu uma saudação especial ao jubilar. “Este jubileu é um sinal eloquente da fidelidade de Deus e da sua generosa resposta à vocação recebida”, afirmou Dom Gilson. Ele também destacou a importância de Dom Alano na formação espiritual do clero em todo o Brasil, ressaltando sua dedicação à pregação de retiros e seu testemunho como “pastor, mestre e pai”.
Entre os presentes, também estavam Dom Frei Diamantino Prata, bispo emérito de Campanha (MG), Dom Gorgônio, bispo emérito de Itapetininga (SP), e Dom Luiz Ricci, atual bispo de Itapetininga, além de outros bispos do regional. A celebração contou ainda com a presença do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, acompanhado da primeira-dama, Sra. Fernanda Sixel.
A missa foi presidida por Dom José Francisco, arcebispo de Niterói, que, durante a homilia, fez questão de destacar a disposição missionária e a generosidade paternal de Dom Alano ao longo de sua caminhada episcopal. “Sua vida é um testemunho de amor à Igreja, de cuidado com as comunidades e de dedicação incansável ao anúncio do Evangelho”, afirmou.
Além da presença dos membros da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), congregação religiosa à qual Dom Alano pertence, a celebração teve um tom familiar e afetuoso. Parentes do arcebispo emérito, que carinhosamente o chamam de “Tio Frei”, estiveram reunidos para celebrar este marco significativo em sua vida e missão.
Uma grata surpresa: mensagem do Papa
Ao final da celebração, uma grata e emocionante surpresa foi anunciada. Dom José Francisco comunicou aos presentes que o Papa Francisco enviara uma mensagem especial felicitando Dom Alano pelo Jubileu Áureo de seu episcopado. A mensagem foi lida pelo vigário-geral da Arquidiocese de Niterói, Monsenhor Carmine Pascale, e entregue solenemente a Dom Alano.
Visivelmente emocionado, Dom Alano recebeu o documento, beijou-o com carinho, em sinal de comunhão e amor à Igreja e ao Santo Padre, e mostrou-o ao povo reunido, que respondeu com calorosos aplausos e manifesta alegria.
Uma vida a serviço da Igreja
Dom Alano Maria Pena nasceu no Rio de Janeiro em 7 de outubro de 1935. Ingressou na Ordem dos Pregadores (Dominicanos) e foi ordenado presbítero em 28 de outubro de 1961, em São Paulo. Em 25 de maio de 1975, foi ordenado bispo pela imposição das mãos de Dom Alberto Gaudêncio Ramos, então arcebispo de Belém (PA), após ser nomeado por São Paulo VI.
Ao longo dessas cinco décadas, Dom Alano exerceu seu ministério episcopal em diversas dioceses do país: como bispo auxiliar de Belém (PA), depois como bispo de Marabá (PA), Itapeva (SP) e Nova Friburgo (RJ), até ser nomeado arcebispo de Niterói, missão que desempenhou até 2011, quando se tornou arcebispo emérito.
Seu lema episcopal, “Ut unum sint” – “Que todos sejam um” (Jo 17,21) –, norteou sua atuação pastoral, sempre focada na unidade da Igreja, na formação dos leigos e no fortalecimento das comunidades.
Gratidão e reconhecimento
Ao final da celebração, ficou evidente o carinho e o respeito de toda a Igreja pela trajetória de Dom Alano. “Louvamos a Deus pela sua vocação e pelo dom precioso que o senhor é para a Igreja no Brasil”, destacou Dom Gilson em sua mensagem.

A celebração foi, sobretudo, um momento de gratidão pela vida de um pastor que, com simplicidade, sabedoria e profunda espiritualidade, ajudou a moldar gerações de fiéis e de sacerdotes.



A homilia foi proferida por Dom Joel Amado, bispo de Petrópolis e colaborador de longa data de Dom Orani. Ele destacou a centralidade da graça divina no ministério do cardeal e seu compromisso com a unidade, o diálogo inter-religioso e a busca pela paz. O bispo citou São Bernardo para ilustrar a espiritualidade de Dom Orani: “Amo porque amo, amo para amar. Grande coisa é o amor, contanto que vá ao seu princípio, volte à sua origem, mergulhe na sua fonte”. Dom Joel também elogiou a dedicação incansável de Dom Orani, refletindo: “Cientes de que o Pai do céu trabalha sempre, nós nos perguntamos a que horas D. Orani dorme, se ele está sempre atento a nos responder às mensagens […] seja na alegria, seja na dor”.
O Papa Francisco também enviou uma mensagem especial, lida por Dom Antônio Augusto Dias Duarte, que destacou a disponibilidade pastoral de Dom Orani ao longo de seu serviço à Igreja no Brasil e no Vaticano. Dom Jaime Spengler, presidente da CNBB, exaltou a simplicidade e generosidade do cardeal, relembrando suas peregrinações pelas ruas do Rio de Janeiro: