Hino do Jubileu de 2025 em língua portuguesa é entoado pela primeira vez em Aparecida

abril 18, 2024 / no comments

Hino do Jubileu de 2025 em língua portuguesa é entoado pela primeira vez em Aparecida

Ao som de “Chama vida da minha esperança, este canto suba para Ti! Seio eterno de infinita vida, no caminho eu confio em Ti!”, o episcopado do país reunido na 61ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP), cantou pela primeira vez a versão brasileira do Hino para o Ano Jubilar que a Igreja no mundo viverá a partir do Natal de 2024. O Jubileu 2025 tem o lema: “Peregrinos da Esperança”.

“Será uma grande festa do povo de Deus que celebra sua fé e o mistério da redenção”, afirmou o arcebispo de Goiânia (GO) e primeiro vice-presidente da CNBB, dom João Justino de Medeiros Silva, ao explicar que, a cada 25 anos, de modo ordinário, a Igreja anima os fiéis a recordarem a salvação de Jesus Cristo em favor da humanidade.

 Hino oficial brasileiro

Em Missa, no Santuário Nacional, com a presença dos diretores musicais do Hino, o maestro Delphim Porto e padre José Weber, SVD, da São Paulo Schola Cantorum, assessores e colaborados da conferência episcopal, do coro, entoaram o Hino Oficial brasileiro do Ano Jubilar que se estende durante 2025 e terá “Peregrinos da Esperança” como tema escolhido pelo Papa Francisco. A execução do hino também se repetiu na 16ª sessão da AG CNBB quando os bispos aprofundaram o tema do Jubileu 2025.

À luz da temática, indicou o maestro, que o arranjo musical do Brasil tem como peculiaridade a introdução que, na partitura original é realizada pelo órgão, na versão cantada hoje pela primeira vez em Aparecida, é feita por uma criança: trata-se de Gustavo Abdalla, de 10 anos, “cujo canto quer convidar todo o povo a entoar um hino novo de paz e esperança”.

Num processo de gravação que envolveu crianças, adolescentes, jovens e adultos, “desde o Gustavo com 10 anos e o  padre Weber, de 91”, destacou Delphim ao dizer que o hino dialoga com a hermenêutica da música sacra cristã “com renovada atitude pastoral, abarcando toda assembleia litúrgica com o coro e os instrumentos”.

Também com a direção de Regiane Martinez, segundo o maestro, o Hino do Jubileu da Esperança expressa a alegria e a festividade do povo brasileiro, tornando-se “um registro solene, mas muito vibrante, que deseja congregar as diferentes assembleias litúrgicas do país”, concluiu.

Confira a letra:

Chama viva da minha esperança,
este canto suba para Ti!
Seio eterno de infinita vida,
no caminho eu confio em Ti!

Toda a língua, povo e nação
tua luz encontra na Palavra.
Os teus filhos, frágeis e dispersos
se reúnem no teu Filho amado.

Chama viva da minha esperança,
este canto suba para Ti!
Seio eterno de infinita vida,
no caminho eu confio em Ti!

Deus nos olha, terno e paciente:
nasce a aurora de um futuro novo.
Novos Céus, Terra feita nova:
passa os muros, ‘Spirito de vida.

Chama viva da minha esperança,
este canto suba para Ti!
Seio eterno de infinita vida,
no caminho eu confio em Ti!

Ergue os olhos, move-te com o vento,
não te atrases: chega Deus, no tempo.
Jesus Cristo por ti se fez Homem:
aos milhares seguem o Caminho.

Confira a letra do versão portuguesa do hino:

Fonte: CNBB

Vaticano divulga materiais para o Ano da Oração

janeiro 31, 2024 / no comments

Vaticano divulga materiais para o Ano da Oração

 

São mais de 700 pessoas da Santa Sé envolvidas em várias funções, 200 reuniões e visitas realizadas, o trabalho dos vários grupos de trabalho, as negociações com o governo italiano e com o município de Roma; 208 referentes das dioceses italianas reunidos e 90 referentes das Conferências Episcopais de todo o mundo: estes são apenas alguns dos números que falam dos esforços em andamento para organizar os grandes eventos do Jubileu 2025, cuja preparação é confiada ao Dicastério para a Evangelização. Além disso, de acordo com um estudo recente, 32 milhões de pessoas, incluindo um milhão e meio de jovens, possivelmente virão a Roma para essa ocasião.

Esses números foram apresentados na terça-feira, 23 de janeiro, na Sala de Imprensa da Santa Sé, quando foi apresentado o Ano de Oração em preparação ao Jubileu de 2025 e os subsídios disponíveis às Igrejas locais para a sua celebração. Na coletiva de imprensa, o pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, dom Rino Fisichella, e o subsecretário, dom Graham Bell, enfatizaram a dimensão espiritual do evento jubilar, da qual a oração é uma condição essencial.

Dom Fisichella, pró-prefeito do próprio Dicastério, enfatizou no início da coletiva de imprensa que o Jubileu não é apenas os grandes canteiros de obras que afetam a cidade, não é apenas a organização de uma série de eventos, mas é um momento que deve enriquecer espiritualmente “a vida da Igreja e de todo o Povo de Deus, tornando-se um sinal concreto de esperança” e, para isso, deve ser preparado e vivido “nas próprias comunidades com aquele espírito de expectativa típico da esperança cristã” e o Ano de Oração 2024 “vem corresponder plenamente a essa necessidade”.

Um Ano para evidenciar o aspecto espiritual do Jubileu

O Papa Francisco abriu oficialmente o Ano de Oração no último domingo, durante o Angelus, mas, relata o pró-prefeito, “já na Carta de 11 de fevereiro de 2022, dirigida a mim para encarregar o Dicastério para o Jubileu”, o Papa Francisco havia escrito: “me alegra pensar que o ano anterior ao evento do Jubileu, 2024, pode ser dedicado a uma grande sinfonia de oração. Em primeiro lugar, para recuperar o desejo de estar na presença do Senhor, de ouvi-Lo e de adorá-Lo”.

Um ano, escreveu o Papa, “em que os corações se abram para receber a abundância da graça, fazendo do ‘Pai Nosso’, a oração que Jesus nos ensinou, o programa de vida de cada um de seus discípulos”. Fisichella enfatiza: “2024 será, portanto, um ano de preparação para o Jubileu que está prestes a começar e um ano durante o qual o aspecto espiritual do evento do Jubileu, que vai muito além de qualquer forma necessária e urgente de organização estrutural, deverá ser mais claramente evidenciado”.

Redescobrir o valor da oração

“Não se trata de um Ano com iniciativas particulares”, ressalta Fisichella, “mas sim de um momento privilegiado para redescobrir o valor da oração, a necessidade da oração cotidiana na vida cristã; como rezar e, sobretudo, como educar para a oração hoje, na era da cultura digital”. O pró-prefeito sublinha a importância de uma verdadeira espiritualidade na vida dos homens e mulheres de hoje. “Há muitas pessoas”, diz dom Rino, “que rezam todos os dias; talvez eu ousaria dizer que todo mundo reza. Nenhuma estatística seria capaz de responder com números e porcentagens corretas sobre esse momento tão íntimo das pessoas que vivem a pluriformidade da oração como um momento muito pessoal”.

O Ano de Oração se insere nesse contexto e sua celebração é confiada a cada Igreja local. O papel do Dicastério para a Evangelização será o de apoiar o que for planejado pelas dioceses “para que a oração da Igreja possa novamente revigorar e animar a vida de cada pessoa batizada”, colocando à disposição de todos alguns subsídios, “instrumentos simples que, em sua maioria, já são implementados diariamente pelas nossas comunidades”.

As catequeses do Papa e a coleção da LEV

Entre os auxílios oferecidos, em primeiro lugar, estão as 38 catequeses que o Papa Francisco proferiu de 6 de maio de 2020 a 16 de junho de 2021, considerando os vários momentos de oração, e também a coleção “Notas sobre a oração”, sobre a qual dom Graham Bell falou na coletiva de imprensa. Trata-se de uma iniciativa da LEV, a Livraria Editora do Vaticano, que, a partir de hoje (23/01), publicará uma coleção de 8 pequenos textos “que aprofundam as várias dimensões do ato cristão de rezar, escritos por autores de renome internacional, e editados pelo Dicastério para a Evangelização”.

O primeiro volume disponível nas livrarias é intitulado: “Orar hoje. Um desafio a ser superado”, foi escrito pelo cardeal Angelo Comastri e conta com o prefácio do Papa Francisco. “O livro propõe”, explica dom Bell, “referências sobre a necessidade de oração e ensinamentos para ter ‘um olhar diferente e um coração diferente’, com destaque para figuras que testemunharam a fecundidade da oração, como Santa Teresa de Lisieux, São Francisco de Assis e Madre Teresa de Calcutá”. A divulgação dos outros sete textos seguirá até abril. Em 6 de maio, o Papa Francisco tornará pública a Bula de Proclamação do Jubileu de 2025 e, a partir dessa data, especifica-se, será a Carta Apostólica do Papa que estará no centro da preparação para o Ano Santo.

Uma “Escola de Oração” com o Papa Francisco

Ao retomar a palavra, o pró-prefeito anuncia que o próprio Papa, durante este ano, lançará uma “Escola de Oração”, momentos de encontro com comunidades e categorias de pessoas, segundo o modelo das sextas-feiras da Misericórdia vividas durante o Ano Santo Extraordinário de 2015/2016, “para rezar juntos e compreender algumas formas de oração: da ação de graças à intercessão; da contemplativa à consolação; da adoração à súplica…”. E Fisichella conclui citando novamente o Papa Francisco, que disse estar certo de que “os bispos, sacerdotes, diáconos e catequistas encontrarão neste Ano as formas mais adequadas para colocar a oração na base da proclamação de esperança que o Jubileu 2025 pretende fazer ressoar em um tempo conturbado”.

Com informações e imagens VaticanNews