Propostas de novos caminhos para a Pastoral Juvenil
Recebemos com muita alegria, no dia 2 de abril, a Exortação Apostólica Christus vivit, Cristo vive, do Papa Francisco. Deixando-se “inspirar pela riqueza das reflexões e diálogos do Sínodo do ano passado” (n. 4), o Papa nos oferece o fruto de uma escuta demorada e ampla sobre um tema que nunca deve sair do coração da Igreja, pois “sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada” (Bento XVI). Este rosto reflete a verdadeira juventude que lhe é dada pelo Cristo, eternamente jovem, como é apresentado no 2º capítulo, e Aquele que pode iluminar com sua vida os jovens do nosso tempo, pois nele “é possível reconhecer muitos traços dos corações jovens” (n. 31).
A Exortação bebe abundantemente do tesouro da Escritura, servindo-se de tantos rostos jovens do Antigo e Novo Testamentos para, a partir do olhar de Deus, dizer uma palavra válida para o hoje da juventude. Os jovens da Bíblia, em sua busca e encontro com Deus, podem inspirar-nos horizontes novos diante das estreitezas de olhares que tentam nos seduzir com respostas simplistas e pessimistas.
A grande alavanca que se oferece aos jovens para levantar um mundo novo está no coração do anúncio evangélico: o querigma (o 1º anúncio). Há anos os últimos Papas têm lembrado a centralidade desse primeiro e primordial anúncio que nunca deve ser dado por já realizado e já acolhido em profundidade. Francisco insiste em que “seria um erro grave pensar que, na pastoral juvenil, ‘o querigma fosse deixado de lado em favor de uma formação supostamente mais “sólida”. Nada há de mais sólido, mais profundo, mais seguro, mais consistente e mais sábio que esse anúncio. Toda a formação cristã é, primariamente, o aprofundamento do querigma que se vai, cada vez mais e melhor, fazendo carne» (n. 214).
O próprio Papa anuncia aos jovens e a todos “o mais importante, as coisas primeiras, aquilo que nunca se deveria silenciar[…], três grandes verdades que todos nós precisamos escutar sempre de novo” (n. 111): Deus te ama! Cristo te salva! Ele vive!
Nessas três afirmações diretas e claras encontram-se as bases da autêntica experiência cristã, marcada pelo encontro com Cristo. Desse modo, se sugere que o aprofundamento do 1º anúncio seja um dos eixos principais do percurso de crescimento pensado para os jovens, como experiência fundante do encontro com Deus através de Cristo morto e ressuscitado e o outro eixo, o crescimento no amor fraterno, na vida comunitária, no serviço (n. 213).
O núcleo do anúncio evangélico traz consigo a força de tocar os corações e transformar a vida. É verdade que junto com o anúncio exige-se também o testemunho coerente com a vida nova recebida de Cristo.
Como lembra o Papa, hoje precisamos encontrar propostas que libertem a pastoral juvenil daqueles “esquemas que já não são eficazes, porque não entram em diálogo com a cultura atual dos jovens” (n. 208). O Santo Padre pede, inclusive, que se tenha a coragem de confrontar as várias experiências nesse campo e recolher o que foi bom, o que deu certo, sem medo nem preconceitos: “metodologias, linguagens, motivações que se revelaram realmente atraentes para aproximar os jovens de Cristo e da Igreja. Não importa a cor delas: se são «conservadoras ou progressistas», se são «de direita ou de esquerda». O importante é recolher tudo aquilo que deu bons resultados e seja eficaz para comunicar a alegria do Evangelho” (n. 105).
Sobre modos concretos, o Papa confia na capacidade dos jovens de se tornarem protagonistas da evangelização dos outros jovens e destaca que “os próprios jovens são agentes da pastoral juvenil, acompanhados e orientados mas livres para encontrar caminhos sempre novos, com criatividade e ousadia[…] Trata-se de colocar em campo a sagacidade, o engenho e o conhecimento que os próprios jovens têm da sensibilidade, linguagem e problemáticas dos outros jovens” (n. 203).
Imagem: POM


Nesta quinta-feira, dia 04, o bispo eleito para a diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda, dom Luiz Henrique da Silva Brito, esteve em visita pela região. Foi recebido para um café da manhã na cúria diocesana com alguns padres, o administrador apostólico, dom Francisco Biasin, que esteve à frente da diocese como bispo diocesano desde 2011 e por dom João Maria Messi, bispo emérito, que atuou na diocese entre 2000 e 2011. Dom Luiz Henrique visitou as dependências da cúria e conversou com os colaboradores.
Dom João Maria Messi relembrou quando chegou à diocese e a alegria de presenciar os sucessores. “Eu tenho a alegria de ter sido recebido há 19 anos por dom Waldyr e depois em 2011 recebi dom Francisco. E agora nós vamos receber com muita alegria, com muita gratidão por ter aceito esta missão, dom Luiz Henrique. E assim todos vamos continuar essa sucessão apostólica que o Senhor nos entrega nas mãos, na consciência, que é muito importante, e precisa do amor e da compreensão do povo. Porque o bispo sozinho não adianta nada. Então é a Igreja, a comunidade eclesial que com o seu pastor, pároco ou bispo, anda e apresenta ao mundo esse dom de Deus, da salvação que é a Igreja de Cristo”, disse.