Regional Leste 1 da CNBB celebra 50 anos com Missa Jubilar no Cristo Redentor

setembro 6, 2025 / no comments

Regional Leste 1 da CNBB celebra 50 anos com Missa Jubilar no Cristo Redentor

 

O Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que reúne as dioceses do Estado do Rio de Janeiro, celebrou na última sexta-feira, 5 de setembro, seu jubileu de ouro com uma Missa Jubilar no Santuário do Cristo Redentor. A celebração, realizada às 19h30, integrou a programação da 23ª Assembleia Eclesial do Regional e foi presidida por Dom Gilson Andrade da Silva, bispo de Nova Iguaçu e presidente do Regional.

O momento, marcado pela peregrinação jubilar ao Corcovado, inseriu-se no espírito do Ano Santo – Jubileu 2025: Peregrinos da Esperança, convocado pelo Papa Francisco. A celebração reuniu bispos, presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos das dioceses fluminenses, em ação de graças pelos 50 anos de caminhada do Regional.

Em sua homilia, Dom Gilson destacou o símbolo do monumento que acolheu a celebração. “Do alto do Corcovado, o Cristo Redentor abre seus braços sobre a cidade, sobre o Estado do Rio de Janeiro, sobre o Brasil, inspirando também a nossa missão episcopal e pastoral que deve refletir o gesto de Cristo: braços abertos para acolher, perdoar e reunir. Sob o olhar e a proteção do Senhor, que é o verdadeiro Pastor da Igreja, queremos renovar o nosso compromisso de ser Igreja que se coloca perto das pessoas, especialmente dos esquecidos, atenta para ouvir os apelos dos homens e mulheres do nosso tempo”, afirmou.

Ao final da Missa, os ex-presidentes do Regional foram homenageados com a entrega de um quadro de Nossa Senhora Mãe de Deus. O Cônego Omar Raposo, reitor do Santuário, agradeceu pela presença e anunciou a campanha solidária que arrecadará dez mil brinquedos, iniciativa impulsionada por grupos de fãs do cantor Justin Bieber no Brasil em parceria com o Cristo Redentor. Os itens serão distribuídos pelas dioceses do Regional no Dia das Crianças.

O cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que presidiu o Regional por dois mandatos, também se manifestou. Ele anunciou que, em homenagem ao jubileu áureo, o Cristo Redentor foi iluminado na cor azul, símbolo da CNBB, representando a ação de graças pela trajetória percorrida e o compromisso renovado com a missão evangelizadora.

Em nota conjunta, CNBB e CFM repudiam proposta de legitimação da assistolia fetal no Brasil

agosto 14, 2025 / no comments

Em nota conjunta, CNBB e CFM repudiam proposta de legitimação da assistolia fetal no Brasil

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgaram nota conjunta, nesta quinta-feira, 14 de agosto, na qual manifestam repúdio à proposta de legitimação da assistolia fetal no Brasil. O tema está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1141.

As entidades recordam, no pronunciamento, seus compromissos institucionais com a dignidade da vida humana desde a concepção até seu fim natural, bem como com o exercício técnico e ético da medicina, a garantia da objeção de consciência do médico e o respeito aos limites legais.

“A prática da assistolia fetal é desumana, dolorosa e desproporcional. Trata-se de uma forma de interrupção da gravidez que, ao provocar sofrimento físico no feto, fere frontalmente o princípio da dignidade da pessoa humana, base do nosso Estado Democrático de Direito”, afirmam as entidades.

A assistolia fetal é um procedimento que consiste na injeção de cloreto de potássio diretamente no coração do nascituro, provocando sua morte por parada cardíaca. Segundo o CFM, a prática não é permitida na eutanásia de animais em diversos protocolos legais. O cloreto de potássio é utilizado na execução de condenados à morte nos países que preveem esse tipo de condenação.

A nota recorda a resolução do CFM que proíbe a assistolia fetal como “um avanço ético e um posicionamento técnico responsável”, que “reconhece os limites do exercício da medicina quando esta toca a fronteira da vida humana em sua forma mais vulnerável”. Tal normativa foi suspensa pelo STF ainda em 2024.

Confira na íntegra (baixe aqui):

 

Nota da CNBB e do CFM em Defesa da Vida e Contra a Assistolia Fetal

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante do compromisso da Igreja com a dignidade da vida humana desde a concepção até seu fim natural, e o Conselho Federal de Medicina – CFM, diante do seu compromisso com o exercício técnico e ético da medicina, a garantia da objeção de consciência do médico e o respeito aos limites legais, manifestam repúdio diante da proposta de legitimação da assistolia fetal no Brasil, atualmente em discussão na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1141, promovida por forças político partidárias junto ao Supremo Tribunal Federal.

A Constituição Federal de 1988 consagra no caput do artigo 5º o direito à vida como o primeiro e mais fundamental de todos os direitos. É a partir dele que todos os demais se sustentam. A inviolabilidade da vida é um imperativo ético e jurídico que deve ser respeitado em todas as etapas da existência humana, inclusive no ventre materno. A vida do nascituro é uma vida indefesa, uma vida que não viola os direitos de ninguém e que não cometeu injustiça alguma.

A Constituição também prevê como garantias fundamentais que amparam o direito à vida, a igualdade de direitos, a segurança e plenitude de defesa, que devem ser salvaguardados ao feto. E mais, é proibido a tortura e o tratamento desumano ou degradante.

A prática da assistolia fetal – procedimento que consiste na injeção de cloreto de potássio diretamente no coração do nascituro, provocando sua morte por parada cardíaca – é desumana, dolorosa e desproporcional. Trata-se de uma forma de interrupção da gravidez que, ao provocar sofrimento físico no feto, fere frontalmente o princípio da dignidade da pessoa humana, base do nosso Estado Democrático de Direito. Tal prática, vale lembrar, sequer é permitida na eutanásia de animais em diversos protocolos legais. Vale recordar que o cloreto de potássio é utilizado na execução de condenados à morte.

Nesse sentido, a Resolução nº 2.378/2024 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que proíbe a prática da assistolia fetal, representa um avanço ético e um posicionamento técnico responsável. Ela reconhece os limites do exercício da medicina quando esta toca a fronteira da vida humana em sua forma mais vulnerável.

A CNBB também expressa seu apoio aos profissionais de saúde que, fundamentados na ética e no direito constitucional à objeção de consciência (art. 5º, VI, CF/88), recusam-se a participar de procedimentos abortivos. É inaceitável qualquer tentativa de punição ou constrangimento àqueles que agem em fidelidade aos princípios da bioética e à sua consciência moral, inclusive respaldados pela Constituição.

A defesa da vida exige coerência e compromisso, especialmente quando se trata de seres humanos indefesos e sem voz. Inspirados nas palavras do Papa Leão XIV, reafirmamos que nenhuma sociedade pode se considerar verdadeiramente justa e civilizada se não for capaz de proteger os mais vulneráveis, isto é, desde a concepção. Eles não têm meios de se defender, senão pela voz dos que já nasceram e reconhecem o valor sagrado de toda vida humana.

Por isso, a CNBB e o CFM reiteram o apelo às autoridades públicas, especialmente ao Supremo Tribunal Federal, para que preservem a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até seu fim natural, respeitando os preceitos constitucionais, a ética, a ciência médica e o direito constitucional à objeção de consciência dos profissionais de saúde, bem como os valores fundamentais que sustentam a dignidade da nossa nação.

Brasília-DF, 13 de agosto de 2025

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia – GO
1º Vice- Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF
Secretário-Geral da CNBB

José Hiran da Silva Gallo
Presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM)

 

Fonte: CNBB