CNBB lança pesquisa nacional sobre evangelização da juventude

maio 27, 2025 / no comments

CNBB lança pesquisa nacional sobre evangelização da juventude

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal para a Juventude, deu início a uma ampla pesquisa voltada aos jovens de todo o país. Em parceria com a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade e o Observatório Juventudes PUCRS/Rede Marista, a iniciativa tem como objetivo compreender mais profundamente as características, realidades e opiniões da juventude brasileira.

A proposta é ouvir jovens de diferentes regiões e contextos, com foco especial na faixa etária entre 18 e 29 anos. Adolescentes de 12 a 17 anos também podem participar, desde que autorizados por seus responsáveis legais. O acesso à pesquisa, liberado após o envio do consentimento, é totalmente voluntário e garantido por protocolos de segurança e confidencialidade.

Os dados coletados servirão como subsídio para a revisão do Documento 85 da CNBB, referência pastoral sobre a evangelização da juventude no Brasil. A atualização do texto busca refletir com fidelidade os desafios e esperanças das novas gerações, fortalecendo a presença da Igreja no cotidiano dos jovens.

Com caráter pastoral e acadêmico, o levantamento respeita o anonimato dos participantes e pode ser interrompido a qualquer momento, sem necessidade de justificativa. O formulário está disponível online e representa uma oportunidade de protagonismo juvenil no processo de escuta e discernimento eclesial.

Ao lançar esta pesquisa, a CNBB reafirma o compromisso com uma Igreja em saída, que valoriza a escuta atenta e constrói pontes com os jovens, em suas múltiplas realidades. O estudo é mais uma etapa no caminho sinodal da evangelização, que se abre ao diálogo e à construção de novas respostas para os tempos atuais.

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Dom Alano celebra 50 anos de episcopado em missa solene na Igreja São Judas Tadeu, em Niterói

maio 27, 2025 / no comments

Dom Alano celebra 50 anos de episcopado em missa solene na Igreja São Judas Tadeu, em Niterói

Celebração reuniu bispos, clero, autoridades civis e fiéis em homenagem ao arcebispo emérito de Niterói

No último dia 26 de maio, a Igreja São Judas Tadeu, na Praia de Icaraí, em Niterói (RJ), acolheu uma solene celebração em ação de graças pelos 50 anos de episcopado de Dom Alano Maria Pena, OP, arcebispo emérito de Niterói. A missa, realizada especialmente para reunir o clero da arquidiocese, bispos convidados e familiares, foi marcada por momentos de oração, gratidão e reconhecimento pela vida e missão de Dom Alano.

O momento de fé reuniu os bispos do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre eles Dom Gilson Andrade da Silva, bispo de Nova Iguaçu e presidente do regional, que, ao final da celebração, dirigiu uma saudação especial ao jubilar. “Este jubileu é um sinal eloquente da fidelidade de Deus e da sua generosa resposta à vocação recebida”, afirmou Dom Gilson. Ele também destacou a importância de Dom Alano na formação espiritual do clero em todo o Brasil, ressaltando sua dedicação à pregação de retiros e seu testemunho como “pastor, mestre e pai”.

Entre os presentes, também estavam Dom Frei Diamantino Prata, bispo emérito de Campanha (MG), Dom Gorgônio, bispo emérito de Itapetininga (SP), e Dom Luiz Ricci, atual bispo de Itapetininga, além de outros bispos do regional. A celebração contou ainda com a presença do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, acompanhado da primeira-dama, Sra. Fernanda Sixel.

A missa foi presidida por Dom José Francisco, arcebispo de Niterói, que, durante a homilia, fez questão de destacar a disposição missionária e a generosidade paternal de Dom Alano ao longo de sua caminhada episcopal. “Sua vida é um testemunho de amor à Igreja, de cuidado com as comunidades e de dedicação incansável ao anúncio do Evangelho”, afirmou.

Além da presença dos membros da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), congregação religiosa à qual Dom Alano pertence, a celebração teve um tom familiar e afetuoso. Parentes do arcebispo emérito, que carinhosamente o chamam de “Tio Frei”, estiveram reunidos para celebrar este marco significativo em sua vida e missão.

Uma grata surpresa: mensagem do Papa

Ao final da celebração, uma grata e emocionante surpresa foi anunciada. Dom José Francisco comunicou aos presentes que o Papa Francisco enviara uma mensagem especial felicitando Dom Alano pelo Jubileu Áureo de seu episcopado. A mensagem foi lida pelo vigário-geral da Arquidiocese de Niterói, Monsenhor Carmine Pascale, e entregue solenemente a Dom Alano.

Visivelmente emocionado, Dom Alano recebeu o documento, beijou-o com carinho, em sinal de comunhão e amor à Igreja e ao Santo Padre, e mostrou-o ao povo reunido, que respondeu com calorosos aplausos e manifesta alegria.

Uma vida a serviço da Igreja

Dom Alano Maria Pena nasceu no Rio de Janeiro em 7 de outubro de 1935. Ingressou na Ordem dos Pregadores (Dominicanos) e foi ordenado presbítero em 28 de outubro de 1961, em São Paulo. Em 25 de maio de 1975, foi ordenado bispo pela imposição das mãos de Dom Alberto Gaudêncio Ramos, então arcebispo de Belém (PA), após ser nomeado por São Paulo VI.

Ao longo dessas cinco décadas, Dom Alano exerceu seu ministério episcopal em diversas dioceses do país: como bispo auxiliar de Belém (PA), depois como bispo de Marabá (PA), Itapeva (SP) e Nova Friburgo (RJ), até ser nomeado arcebispo de Niterói, missão que desempenhou até 2011, quando se tornou arcebispo emérito.

Seu lema episcopal, “Ut unum sint” – “Que todos sejam um” (Jo 17,21) –, norteou sua atuação pastoral, sempre focada na unidade da Igreja, na formação dos leigos e no fortalecimento das comunidades.

Gratidão e reconhecimento

Ao final da celebração, ficou evidente o carinho e o respeito de toda a Igreja pela trajetória de Dom Alano. “Louvamos a Deus pela sua vocação e pelo dom precioso que o senhor é para a Igreja no Brasil”, destacou Dom Gilson em sua mensagem.

A celebração foi, sobretudo, um momento de gratidão pela vida de um pastor que, com simplicidade, sabedoria e profunda espiritualidade, ajudou a moldar gerações de fiéis e de sacerdotes.