Papa Leão inicia novo ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II

janeiro 8, 2026 / no comments

Papa Leão inicia novo ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II

 

 

“Iniciamos um novo ciclo de catequeses dedicado ao Concílio Vaticano II e à releitura dos seus Documentos. Esta é uma preciosa oportunidade para redescobrir a beleza e a importância deste evento eclesial.”

Com estas palavras, o Papa Leão XIV iniciou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 7 de janeiro, realizada na Sala Paulo VI em razão das baixas temperaturas no hemisfério norte. Após as reflexões do Ano Jubilar dedicado aos mistérios da vida de Jesus, o Santo Padre propôs à Igreja um novo itinerário de reflexão, centrado no Concílio Vaticano II, definido por São João Paulo II como “a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX”.

Um Concílio que permanece atual

O Pontífice recordou que, em 2025, a Igreja celebra, juntamente com o aniversário do Concílio de Niceia, o sexagésimo aniversário do Concílio Vaticano II. Embora não esteja distante no tempo, observou que a geração de bispos, teólogos e fiéis que participou diretamente daquele acontecimento já não está entre nós. Por isso, torna-se ainda mais necessário redescobrir o Concílio de maneira autêntica, não a partir de “boatos” ou leituras parciais, mas por meio da releitura atenta dos seus Documentos.

Segundo Leão XIV, é precisamente nesses textos que se encontra um Magistério vivo, capaz de orientar ainda hoje o caminho da Igreja. Citando Bento XVI, o Papa recordou que os Documentos conciliares não perderam a sua atualidade; ao contrário, “os seus ensinamentos revelam-se particularmente pertinentes” diante das novas situações da Igreja e da sociedade globalizada.

O alvorecer de uma nova etapa eclesial

Ao evocar a abertura do Concílio por São João XXIII, em 11 de outubro de 1962, o Papa lembrou a imagem do “alvorecer de um dia de luz” para toda a Igreja. O trabalho dos Padres conciliares, provenientes de Igrejas de todos os continentes, abriu caminho para uma nova etapa da vida eclesial, amadurecida a partir de uma rica reflexão bíblica, teológica e litúrgica desenvolvida ao longo do século XX.

O Concílio Vaticano II, explicou o Santo Padre, redescobriu o rosto de Deus como Pai que, em Cristo, chama todos a serem seus filhos; contemplou a Igreja à luz de Cristo, como mistério de comunhão e sacramento de unidade; e promoveu uma profunda reforma litúrgica, colocando no centro o mistério da salvação e a participação ativa e consciente de todo o Povo de Deus. Ao mesmo tempo, ajudou a Igreja a abrir-se ao mundo contemporâneo, dialogando com os seus desafios e mudanças.

Uma Igreja chamada ao diálogo

O Papa recordou ainda a afirmação de São Paulo VI segundo a qual, graças ao Concílio, “a Igreja faz-se palavra, faz-se mensagem, faz-se colóquio”. Esse impulso levou a Igreja a comprometer-se com o ecumenismo, o diálogo inter-religioso e o diálogo com todas as pessoas de boa vontade, na busca sincera da verdade. Esse mesmo espírito, sublinhou Leão XIV, deve continuar a caracterizar a vida espiritual e a ação pastoral da Igreja hoje:

“Devemos implementar ainda mais plenamente a reforma eclesial de modo ministerial e, perante os desafios de hoje, somos chamados a permanecer atentos intérpretes dos sinais dos tempos, alegres anunciadores do Evangelho, corajosas testemunhas da justiça e da paz.”

Santidade, esperança e missão

Citando Dom Albino Luciani, futuro Papa João Paulo I, o Santo Padre recordou que os frutos de um Concílio não dependem apenas de estruturas ou métodos, mas de “uma santidade mais profunda e mais extensa”, capaz de amadurecer ao longo do tempo, inclusive em meio a dificuldades e conflitos. Redescobrir o Concílio, acrescentou, significa devolver a primazia a Deus e ao essencial: uma Igreja apaixonada pelo Senhor e pela humanidade por Ele amada. Na parte final da catequese, o Papa retomou as palavras de São Paulo VI dirigidas aos Padres conciliares no encerramento do Vaticano II, recordando que chegou o tempo de partir ao encontro da humanidade para lhe anunciar o Evangelho. Um tempo que reúne passado, presente e futuro, marcado pelo desejo dos povos por justiça, paz e uma vida mais plena.

“Ao aproximarmo-nos dos Documentos do Concílio Vaticano II e redescobrirmos a sua profecia e atualidade, acolhemos a rica tradição da vida da Igreja e, ao mesmo tempo, questionamos o presente e renovamos a alegria de correr ao encontro do mundo para levar o Evangelho do Reino de Deus, um reino de amor, de justiça e de paz”, concluiu Leão XIV.

 

Fonte: Vatican News
Foto: Vatican Media

Dia do Catequista: Comissão Bíblico-Catequética propõe celebração orante inspirada no Coração de Jesus

agosto 7, 2025 / no comments

Dia do Catequista: Comissão Bíblico-Catequética propõe celebração orante inspirada no Coração de Jesus

Para celebrar com fé e gratidão a missão dos catequistas no Brasil, a Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou dois subsídios especialmente preparados para o Dia do Catequista, que será celebrado no último domingo de agosto, 31. As celebrações deste ano trazem como inspiração a Encíclica Dilexit Nos, do Papa Francisco, e tem como tema: “A vocação do catequista nasce do Coração de Jesus”.

O primeiro subsídio é um roteiro completo, pensado para a equipe que irá organizar a celebração. Ele traz orientações detalhadas sobre ambientação, materiais a serem utilizados, divisão de tarefas e sugestões litúrgicas. Entre os símbolos propostos estão dez corações de diferentes materiais, como pedra, pano, madeira, vidro e algodão, que representam dimensões da vocação e da vivência catequética. Cada um é acompanhado de uma breve reflexão e oração.

Já o segundo material é uma versão simplificada da celebração, voltada para todos os participantes. Com linguagem acessível e estrutura enxuta, ele permite que a proposta seja vivida por grupos de catequistas em diferentes realidades paroquiais e comunitárias, sem perder a profundidade do gesto orante.

Segundo o assessor da Comissão, padre Wagner Francisco, a data é um convite a reconhecer, em espírito de oração, a beleza da vocação catequética:

“Agosto é o mês das vocações na Igreja do Brasil — tempo de reconhecer, com gratidão, os muitos chamados que Deus faz ressoar no coração de seu povo. No último domingo do mês, celebramos com especial carinho o Dia do Catequista: homens e mulheres que, com generosidade, oferecem sua vida ao serviço da fé. São corações que se deixam tocar e transformar pela Palavra de Deus, para depois semeá-la com ternura e coragem”.

Padre Wagner destaca ainda que a missão do catequista nasce da intimidade com o Coração de Jesus:

“O Papa Francisco, na Encíclica Dilexit Nos, afirma que o Coração de Cristo é o núcleo vivo do primeiro anúncio. Quanto mais próximos desse Coração, mais nossos próprios corações se tornam semelhantes ao d’Ele. Sabemos que a oração é o alicerce da nossa caminhada de conversão e fidelidade. Quando entramos em diálogo com o Senhor, a esperança se reacende e o chamado se renova”.

Ao final, ele agradece aos catequistas por sua presença viva nas comunidades:

“Rendo graças a Deus por cada catequista espalhado por nosso imenso Brasil. Em silêncio e com amor, vocês anunciam o Evangelho como quem semeia esperança no coração da comunidade. Onde há um catequista, a Igreja pulsa viva. Ali, a fé ganha raízes, e novos discípulos e discípulas de Jesus vão nascendo, crescendo e florescendo. Que o Coração de Jesus, Mestre e Catequista, siga sendo a fonte que sustenta e inspira sua missão!”

Os subsídios estão disponíveis para download (aqui) e (aqui) e podem ser adaptados conforme a realidade pastoral de cada comunidade.

Fonte: CNBB