21ª Assembleia do Regional Leste 1 – CNBB abordou desafios pastorais e fenômenos religiosos atuais

A 21ª Assembleia do Regional Leste 1, que ocorreu entre os dias 16 e 18 de novembro, no Centro de Estudos do Sumaré, foi um momento de reflexão, esperança e união para líderes religiosos e representantes leigos da Igreja Católica no Estado do Rio de Janeiro. Sob o tema “Peregrinos da Esperança: Os desafios pastorais diante dos atuais fenômenos religiosos”, o evento visou analisar e abordar importantes questões que impactam a Igreja e a sociedade nos dias de hoje.
O evento teve início com uma missa presidida por Dom Gilson Andrade, bispo de Nova Iguaçu e presidente do Regional Leste 1 – CNBB e concelebrada pelos membros da presidência do Regional, Dom Gregório Paixão, bispo de Petrópolis e Vice-presidente, e Dom Luiz Henrique, bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda e Secretário do organismo, seguida pela cerimônia de abertura, que aconteceu às 20h do dia 16 de novembro. A programação abrangeu uma série de palestras e atividades centradas nos principais desafios pastorais, incluindo discussões sobre o Sínodo e reflexões sobre as Campanhas da Fraternidade, Evangelização e Missionária, bem como o Ano da Oração em 2024.
No segundo dia da Assembleia, o destaque foi para a apresentação de dados do Censo 2023 por Felipe Feijó, Coordenador de Área do IBGE, seguido por uma palestra de Dom Antônio Luiz Catelan sobre os desafios para a evangelização diante dos atuais fenômenos religiosos. O período da manhã foi encerrado com um diálogo envolvendo os participantes e uma avaliação das Pistas de Ação 2023 e desafios, conduzida pelo Pe. Alcindo Martins Milena, coordenador de pastoral da Diocese de Duque de Caxias.
Na parte da tarde, a Assembleia contou com um momento de adoração e vésperas, celebrando o Jubileu 2025 sob o tema “Peregrinos da Esperança”. O evento teve o privilégio de contar com o testemunho de Dom Joel Portella, delegado do Brasil no Sínodo dos Bispos, sobre a etapa universal, realizado em outubro de 2023 em Roma.
O encerramento da Assembleia, que ocorreu no dia 18 de novembro, foi marcado por uma exploração profunda da Campanha da Fraternidade 2024, apresentada pelo Padre Adriano Cézar e pelo assessor das Pastorais Sociais do Regional, Tobias Faria. A manhã também incluiu uma síntese do trabalho de grupo e propostas de ação para o futuro e a posse dos novos membros da Presidência do Regional; Dom Luiz Henrique da Silva Brito, bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda como vice-presidente e Dom Antônio Catelan, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, como Secretário-Geral do organismo.
Além dos bispos do Regional Leste 1, a Assembleia contou com a participação dos Coordenadores Diocesanos de Pastoral, dos Vigários Gerais e de representações leigas das Dioceses do Estado do Rio de Janeiro, bem como das pastorais, movimento e organismos organizados a nível regional. Outra presença marcante em nossa Assembleia foi a de Dom George Khoury, eparca da Igreja Católica Greco-Melquita que teve sua sede transferida para o Rio de Janeiro.

Nova presidência do Regional: Dom Gilson (centro), Presidente; Dom Luiz Henrique (Esq.), Vice-presidente; e Dom Antônio Catelan (Dir.), Secretário-Geral.

Durante a sua homilia, o bispo de Nova Iguaçu refletiu sobre a liturgia celebrada e também acerca dos dias de trabalho na Assembleia – “Após as perseguições aos primeiros cristãos, a Escritura diz que um sopro de vida os colocou de pé. Ao ser confrontado pela lógica de morte. Jesus apresenta a lógica da vida. Que é a lógica de Deus. Por vezes não contamos com a única coisa que deveríamos contar que é justamente a graça de Deus”. Dom Gilson seguiu sua reflexão sobre o modelo de pastoral que devemos adotar, tendo como base a Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte do Papa São João Paulo II – “O Primado da Graça escrito pelo Papa João Paulo II e retomado por Francisco na Evangelli Gaudium deve ser a base de nossa atitude como cristãos e cristãs. Nela o Santo Papa nos diz que incide em nós uma tentação de “pensar que os resultados dependem da nossa capacidade de agir e programar”, porém devemos cada vez mais optar por uma pastoral que tenha espaço para a oração e o agir de Deus. Devemos, portanto, “apostar com a maior confiança numa pastoral que contemple o devido espaço para a oração pessoal e comunitária significa respeitar um princípio essencial da visão cristã da vida: o primado da graça”. Finalizando a homilia, o Vice-presidente do Regional enfatizou a importância da oração na vida pastoral da Igreja e, para isso, mais uma vez recorreu ao Magistério. “Francisco tem nos interpelado que “sem adoração não haverá Sínodo”, e eu insisto: ‘sem oração onde vamos parar?’ Aqui recorro outra vez a Carta de São João Paulo II, pois, devemos “fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera”. Uma comunhão alicerçada na misericórdia e na verdade, que são duas necessidades dos nossos tempos”, concluiu o bispo.
doutoranda em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), fez uma explanação sobre o Texto-Base da Campanha da Fraternidade 2023 que terá como tema “Fraternidade e fome”, juntamente com o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16).