“Pelos peregrinos da esperança” é a intenção de oração do Papa para o mês de dezembro, no contexto do Jubileu 2025

dezembro 6, 2024 / no comments

“Pelos peregrinos da esperança” é a intenção de oração do Papa para o mês de dezembro, no contexto do Jubileu 2025

 

 

“Pelos peregrinos da esperança” é a intenção de oração escolhida pelo Papa Francisco para o mês de dezembro, um chamado especial no contexto do próximo Jubileu 2025. Por este motivo, o Papa nos pede que “rezemos para que este Jubileu nos reforce na fé, ajudando-nos a reconhecer Cristo ressuscitado no meio das nossas vidas, e nos transforme em peregrinos da esperança cristã”.

O tema de O Vídeo do Papa de dezembro, peregrinos e esperança, reflete um dos pilares fundamentais deste pontificado. Por esse motivo, o Papa Francisco convida aos fiéis a serem testemunhas da “esperança cristã” num mundo onde predominam a desesperança e a desconfiança.

“A esperança cristã é um presente de Deus que enche de alegria nossa vida. E hoje, necessitamos tanto dela. O mundo a necessita tanto!”, afirma no vídeo elaborado pela Rede Mundial de Oração do Papa e produzido em parceria com a Fondazione Pro Rete Mondiale di Preghiera del Papa e com o Dicastério para la Evangelización.

O barco e a âncora

Durante o período da pandemia, durante a Statio Orbis na praça de São Pedro totalmente vazia, o Papa Francisco havia utilizado a metáfora evangélica do barco em meio da tempestade, para recordar la fragilidade e o desconcerto da humanidade diante das grandes provações. Num certo sentido, na intenção de oração deste mês, o Santo Padre volta a nos colocar nesse barco, porém para destacar a importância da âncora: “A esperança – diz, acompanhando suas palavras com gestos eloquentes – é um âncora que se joga com a corda e afunda na areia. E nós temos que estar agarrados à corda da esperança”.

Seguindo os passos de Abraão

“A virtude da esperança dá-nos tanta força para caminhar na vida”, disse o Papa Francisco na Audiência Geral de 28 de dezembro de 2016 dedicada à figura de Abraão, que, por um lado, não tem “receio de ver a realidade por aquilo que ela é” e, por outro lado, é capaz de “ir além dos raciocínios humanos, da sabedoria e da prudência do mundo, além daquilo que normalmente é considerado sensatez, para acreditar no impossível”. Como Abraão, os protagonistas do Vídeo do Papa deste mês também se põe a caminho, partindo de suas próprias dificuldades: as preocupações de uma mulher diante de sua despensa vazia, as dúvidas de uma estudante a respeito de seu futuro.

“Vamos encher nosso dia a dia com o dom da esperança que Deus nos dá e permitamos que através de nós ela chegue a todos que a procuram”, diz o Papa na mensagem que acompanha sua intenção de oração. E às duas protagonistas do vídeo acontece precisamente isto: ambas encontram, em seu caminho, a uns “peregrinos da esperança” que as acolhem e as consolam, convidando-as a se unirem a seu caminho metafórico para a Porta Santa, que permanecerá aberta durante todo o Jubileu.

O Jubileu 2025, um chamado a caminhar com esperança

O Jubileu 2025, cujo tema é “Peregrinos da esperança”, será um tempo de celebração e de profunda reflexão. O também chamado “Ano Santo” não é somente uma etapa no caminho da fé, mas é um chamado a reconhecer a Cristo no dia a dia. Em sua carta ao pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, dom Rino Fisichella, o Papa Francisco recordou que a pandemia debilitou a esperança na sociedade e que “devemos manter acesa a chama da esperança que nos foi dada”. Nesse sentido, o Jubileu se apresenta como uma oportunidade para fortalecer esta esperança e partilha-la a um mundo que urgentemente a necessita tanto.

O mesmo Dicastério colaborou com a Rede Mundial de Oração do Papa na realização do vídeo deste mês, que – como explica dom Rino Fisichella – quer transmitir uma mensagem fundamental também aos jovens: “Estamos agradecidos pela oportunidade de apoiar ao Santo Padre e a iniciativa do Vídeo do Papa sobre a Esperança em vista do Jubileu 2025. A poucos dias da abertura do primeiro Jubileu Ordinário do século XXI, recordamos o versículo do Salmo 27 que o Papa Francisco colocou no final da Carta de convocação do Ano Santo: Spes non confundit: «Confia no Senhor! Sê forte e corajoso, e confia no Senhor» (Sal 27,14). Estas palavras são um convite a não deixar que nunca nos arranquem a esperança, em nenhuma controvérsia nem em nenhuma dificuldade particular da vida, nem sequer na situação em que se encontra nosso mundo hoje, ferido por guerras, violências e sofrimentos. Rezemos para que, através deste vídeo, um meio de comunicação pensado para os jovens, chegue a todos a mensagem de que a esperança nunca decepciona porque está fundada no amor de Deus”.

O mundo necessita esperança

“Esperar contra toda esperança”, como fez Abraão não é racionalmente possível. “Porém a razão não tem todas as soluções, ainda mais no mundo atual, tão cheio de contradições, e a esperança é um desafio inevitável”, destaca Stefano Simontacchi, membro fundador e do conselho administrativo da Fondazione Pro Rete Mondiale di Preghiera del Papa, que contribuiu para a realização do vídeo do Papa deste mês: “Por muito tempo, os jovens viveram e pensaram o futuro como uma ameaça que provoca infelicidade. Ao entregarem-se ao medo, correm o risco de perder o sentido mesmo da existência. E como nos ensina Jesus nos Evangelhos, a fé é o antídoto contra o medo. A esperança é a manifestação em nossas vidas da dimensão da fé. Creio que a espiral positiva que desencadeia uma vida vivida com consciência e com um propósito está composta por um estado inicial de esperança (confiança), por uma disposição de gratidão e por uma energia que tudo move e que transforma tudo em ação, que é o amor. Então, aceitemos o convite do Papa Francisco e vamos viver nossas vidas como peregrinos da esperança”.

Um chamado a caminhar juntos

O Padre Cristóbal Fones S.J., diretor Internacional interino da Rede Mundial de Oração do Papa, reflete: “Com a abertura da Porta Santa no início do Jubileu 2025, o Papa nos apresenta simbolicamente as muitas portas que é necessário abrir, portas para sair ao encontro dos demais e para deixar que outros entrem em nossas vidas; portas de liberdade, fundamentadas em nossa esperança cristã. Como discípulos de Jesus Ressuscitado, não vamos à deriva em nossa viagem de peregrinos, mas ancorados firmemente a Ele. Este Jubileu é uma grande oportunidade para abrirmo-nos com audácia para espalhar a luz da esperança que nos traz a fé, especialmente com todos aqueles que, em meio da imediatez e da incerteza em que vivemos, perderam a capacidade de sonhar”.

Confira o vídeo abaixo:

“Todos são corresponsáveis na missão da Igreja”, é a intenção de oração do Papa Francisco para o mês de outubro

outubro 4, 2024 / no comments

“Todos são corresponsáveis na missão da Igreja”, é a intenção de oração do Papa Francisco para o mês de outubro

 

“Por uma missão comum” é a intenção de oração do Papa Francisco para o mês de outubro. O Santo Padre diz na mensagem de vídeo que “todos os cristãos somos responsáveis pela missão da Igreja. Todos os sacerdotes. Todos”.

Em seu discurso pelo 50º aniversário do Sínodo dos Bispos, o Papa Francisco afirmou que “a sinodalidade é o caminho que Deus espera da Igreja do Terceiro Milênio”. Este enfoque requer uma escuta mútua e uma colaboração estreita entre todos os membros da Igreja.

Os sacerdotes não somos os chefes dos leigos, somos seus pastores. Jesus nos chamou a uns e a outros. Não a uns acima dos outros, nem a uns de um lado e a outros de outro, mas sim em complementaridade. Somos comunidade. Por isso, devemos caminhar juntos percorrendo o caminho da sinodalidade.

Como sinal de sinodalidade está também a realização do vídeo que acompanha suas palavras: as imagens foram produzidas pela diocese de Brooklyn, com a ajuda de DeSales Media, a colaboração da Secretaria Geral do Sínodo, e com o apoio da Fundação da Rede Mundial de Oração do Papa.

Não importa se alguém é “condutor de ônibus” ou “camponesa” ou “pescador”, destaca o Papa Francisco na videomensagem, a missão é a mesma: “dar testemunho com nossas vidas. E sermos corresponsáveis na missão da Igreja”.

Assista ao vídeo:

Corresponsáveis na missão da Igreja

Os leigos, os batizados, são Igreja em sua própria casa, e devem cuidar dela. O mesmo que nós, os sacerdotes, os consagrados. Cada um oferecendo o melhor que sabe fazer. Somos corresponsáveis na missão, participamos e vivemos na comunhão da Igreja.

As imagens que acompanham a mensagem do Papa Francisco contam precisamente a riqueza do povo santo de Deus: os diversos ministros dentro e fora das paróquias, os distintos carismas, os momentos de vida em comum. A própria realização deste vídeo pela Diocese de Brooklyn, com a participação de um grupo de profissionais leigos da comunicação religiosa, é um exemplo de missão comum e solidária.

Rezemos para que a Igreja continue a apoiar de todas as formas um estilo de vida sinodal, como sinal de corresponsabilidade, promovendo a participação, a comunhão e a missão partilhada entre sacerdotes, religiosos e leigos.