Presidente do Regional celebra Missa na Capelania da Alerj e exorta agentes públicos à justiça e ao serviço

Rio de Janeiro, 8 de agosto de 2025 — Atendendo ao convite do deputado estadual Fred Pacheco, o bispo de Nova Iguaçu e presidente do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Gilson Andrade da Silva, presidiu a Santa Missa nesta quinta-feira (7) na capelania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Durante a homilia, Dom Gilson lançou um olhar atento sobre o papel dos cristãos na vida pública. A partir do Evangelho de Mateus — “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15) —, o bispo destacou a força vocacional da política e a responsabilidade daqueles que, por mandato popular, exercem autoridade legislativa:
“Reconhecer Cristo como Senhor tem consequências concretas: é lembrar que nenhum poder é absoluto, que toda autoridade é serviço, que toda lei deve buscar o bem comum”, afirmou.
“Nesta Casa do Povo, Casa legislativa, se abrem ou se fecham caminhos. As decisões tomadas aqui moldam o presente e o futuro de milhões”, acrescentou, dirigindo-se diretamente aos servidores públicos e parlamentares presentes.
Dom Gilson também recordou que o exercício do poder exige discernimento, humildade e fidelidade aos princípios do Evangelho. Ao comentar a atitude de Pedro no Evangelho — que, após professar a fé, tenta dissuadir Jesus da cruz — o bispo chamou atenção para a tentação recorrente de moldar Deus aos próprios interesses.
“Pedro quer impor sua lógica a Deus e, quando deixa de seguir para querer conduzir, torna-se obstáculo. Também hoje, quem exerce função pública precisa vigiar o coração para não cair na tentação do autoritarismo, da vaidade ou do abandono da verdade em nome de conveniências”, afirmou.
A celebração, marcada por um espírito de fé e escuta, foi encerrada com uma exortação clara:
“A vocação de quem serve ao povo é, também, uma missão. O mundo precisa de políticos retos e de coração livre, que não tenham medo de pagar um preço pessoal para defender a justiça, a paz, a dignidade humana e a vida”, concluiu Dom Gilson, convidando todos a renovarem sua fé e a responderem à pergunta de Jesus com a coragem de Pedro e a disposição do discipulado.
A celebração contou com a participação de fiéis, padres — entre eles o padre Manoel, capelão da Alerj, e o padre Jovane Carmo, secretário-executivo do Regional —, servidores da Casa, parlamentares e representantes do poder público. Entre as autoridades presentes, destacaram-se o procurador do Estado do Rio de Janeiro, Renan Saad, e o deputado Fred Pacheco, que ao final da celebração entregou ao bispo uma moção de aplausos em reconhecimento pelo seu trabalho pastoral na Baixada Fluminense e pela dedicação ao serviço episcopal no Regional.


Ao receber a distinção, Dom Gilson Andrade que é presidente do Regional Leste 1 – CNBB, agradeceu e fez um apelo às autoridades presentes para que se sensibilizem com as necessidades da região da Baixada Fluminense – “com esta homenagem se põe em destaque a relevância, em relação ao bem comum, da presença da Igreja católica na região da Baixada Fluminense, marcada pelo estigma da desigualdade social e da violência. A Igreja Católica na Baixada sempre procurou os meios para ser presença atuante ao lado dos marginalizados e pobres. Inúmeras iniciativas de cunho socioeducativo são promovidas pelos católicos para o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo e do seu Reino, na linha da garantia dos direitos humanos fundamentais e da transformação social. Com a nossa presença neste Plenário, o olhar desta casa se volta mais uma vez para a realidade da Baixada Fluminense e o clamor por reconhecimento e mais empenho da parte do poder público pela dignidade das pessoas que lá vivem, especialmente os mais pobres” disse, Dom Gilson.
Em consonância com essas questões, Dom Luiz Henrique, secretário do Regional Leste 1 – CNBB, também agradeceu pela homenagem e dedicou-a ao povo do sul fluminense e do Vale do Aço. Em seu discurso, o bispo fez um apelo corajoso aos deputados – “a população voltarredondense e da região pede socorro. Senhores Deputados sejam corajosos! Há 6 anos, a obrigatoriedade do Estado na medição dos poluentes particulares foi retirada da fiscalização. Todos os outros estados possuem esta aferição. Faço este apelo em nome do querido povo do Sul Fluminense, precisamos de vocês. Nos apoiem nesta luta por mais qualidade de vida. Essa Medalha Tiradentes representa o apelo dos cidadãos do Sul Fluminense para a ampliação da fiscalização dos poluentes. Na região, destaca-se o Rio Paraíba do Sul, o mais importante para a capital e o estado do Rio de Janeiro” finalizou, Dom Luiz Henrique.