Conclave para eleger o novo Papa começa em 7 de maio

abril 30, 2025 / no comments

Conclave para eleger o novo Papa começa em 7 de maio

“Extra omnes”. A histórica fórmula em latim que marca o início do fechamento à chave da Capela Sistina será pronunciada pelo mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias na próxima quarta-feira, 7 de maio. Esse é o dia de início do Conclave. A data foi definida na manhã desta segunda-feira (28/04) pelos cerca de 180 cardeais presentes (pouco mais de 100 eleitores) reunidos na quinta Congregação Geral no Vaticano.

“Extra omnes”, portanto. “Fora todos” aqueles que não são admitidos na reunião dos cardeais convocados para eleger o próximo Pontífice da Igreja universal. Os purpurados eleitores, com menos de 80 anos de idade, ficarão isolados do resto do mundo dentro da Capela Sistina até a fumaça branca e o “Habemus Papam”, a outra famosa fórmula latina pronunciada da Loggia delle Benedizioni pelo cardeal protodiácono para anunciar ao mundo a escolha do novo Papa.

Não há previsão de conclusão, naturalmente, e entre os próprios cardeais eleitores há aqueles que esperam um Conclave curto, considerando também o Jubileu em andamento, e aqueles que, ao contrário, preveem tempos mais longos para permitir que os cardeais “se conheçam melhor”, tendo Francisco, em seus 10 Consistórios, agregado ao Colégio Cardinalício purpurados de todos os cantos do globo.

As normas da Universi Dominici Gregis

O cronograma para o início do Conclave é estabelecido pelas normas da constituição apostólica de João Paulo II, Universi Dominici Gregis, atualizada por Bento XVI com o Motu Proprio de 11 de junho de 2007 e com a mais recente de 22 de fevereiro de 2013. De acordo com a Constituição, o Conclave – do latim cum clave, que significa fechado à chave – começa entre o 15º e o 20º dia após a morte do Papa, depois dos Novendiali, os 9 dias de celebrações em sufrágio do Pontífice falecido. Mais detalhadamente, a partir do momento em que a Sé Apostólica é legitimamente vacante, os cardeais eleitores presentes devem esperar 15 dias completos pelos ausentes, até um máximo de 20 dias, se houver motivos sérios. O Motu Proprio Normas nonnullas, além disso, dá ao Colégio de Cardeais a faculdade de antecipar o início do Conclave se todos os eleitores estiverem presentes.

Cardeais das partes mais distantes do mundo ainda são esperados em Roma nestes dias. Na Cidade Eterna, eles serão hospedados na Casa Santa Marta, a Domus do Vaticano onde Francisco decidiu morar, renunciando ao apartamento papal.

A missa “pro eligendo Pontifice” e a procissão para a Sistina

Na manhã da quarta-feira, 7 de maio, todos concelebrarão a solene missa “pro eligendo Pontifice”, a celebração eucarística presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, que convidará os irmãos a se dirigirem à Sistina à tarde com estas palavras: “toda a Igreja, unida a nós na oração, invoca constantemente a graça do Espírito Santo, para que seja eleito por nós um digno Pastor de todo o rebanho de Cristo”.

Dali, então, a evocativa procissão até a Capela Sistina, dentro da qual os cardeais entoarão o hino Veni, creator Spiritus e farão o juramento. Será necessária uma maioria qualificada de dois terços para eleger o Papa. Haverá quatro votações por dia, duas pela manhã e duas à tarde, e após a 33ª ou 34ª votação, no entanto, haverá um segundo turno direto e obrigatório entre os dois cardeais que receberam mais votos na última votação. Mesmo nesse caso, no entanto, sempre será necessária uma maioria de dois terços. Os dois cardeais restantes não poderão participar ativamente da votação. Se os votos para um candidato atingirem dois terços dos eleitores, a eleição do Papa será canonicamente válida.

A eleição do novo Papa

Nesse momento, o último da ordem dos Cardeais diáconos convoca o mestre das Celebrações Litúrgicas e o secretário do Colégio Cardinalício. Ao recém-eleito será questionado: Acceptasne electionem de te canonice factam in Summum Pontificem? (Aceita a sua eleição canônica como Sumo Pontífice?) e, em caso afirmativo, será perguntado: Quo nomine vis vocari? (Como quer ser chamado?), pergunta à qual responderá com seu nome pontifício. Após a aceitação, as cédulas são queimadas, de modo que a clássica fumaça branca poderá ser vista da Praça de São Pedro. No final do Conclave, o novo Pontífice se retira para a “Sala das Lágrimas”, ou seja, a sacristia da Capela Sistina, onde vestirá pela primeira vez os paramentos papais – preparados em três tamanhos – com os quais se apresentará à multidão de fiéis na Praça São Pedro.

Após a oração pelo novo Pontífice e a homenagem dos cardeais, o Te Deum é entoado, marcando o fim do Conclave. Em seguida, o anúncio da eleição, o Habemus papam e a aparição do Papa que dará a solene bênção Urbi et Orbi.

 

 

Fonte: Vatican News

Vídeo do Papa: O melhor remédio para curar a dor de uma família ferida é o perdão

março 7, 2025 / no comments

Vídeo do Papa: O melhor remédio para curar a dor de uma família ferida é o perdão

 

 

O Papa Francisco dedica a sua intenção de oração para o mês de março às famílias em crise: um tema cada vez mais importante na sociedade atual, na qual, em muitos países, o número de separações e divórcios ultrapassa o de casamentos. Na videomensagem que a divulga, realizada pela sua Rede Mundial de Oração, o Pontífice pede que se reze “para que as famílias divididas encontrem no perdão a cura das suas feridas, redescobrindo até nas suas diferenças as riquezas de cada um”.

A família perfeita não existe

Portas a bater, gritos em casa diante dos filhos, discussões agrestes entre pais e filhos, conflitos entre irmãos e irmãs: O Vídeo do Papa, que acompanha as palavras de Francisco, mostra cenas da vida quotidiana que quase todos nós conhecemos de perto. De facto, todas as famílias têm as suas tristezas e alegrias, os seus momentos de crise: “Todos sonhamos com uma família linda, perfeita. Mas não existem famílias perfeitas”, afirma o Pontífice.

Com frequência, os conflitos têm a sua origem nas diferenças entre os membros da família. Por isso, importa saber respeitar e valorizar cada um, com a certeza de que todos têm algum contributo a dar para a união da família.

Francisco afirma também que, quando os conflitos provocam feridas profundas, “o melhor remédio para curar a dor de uma família ferida é o perdão”. Ao dar aos outros uma nova oportunidade, como Deus faz connosco, “o perdão renova a família, permite olhar para o futuro com esperança”. Mesmo nos casos em que não é possível recuperar a união familiar, quando – nas palavras do Papa – “não é possível o ‘final feliz’ que gostaríamos”, o perdão liberta da tristeza e do ressentimento.

No entanto, como explica o Papa Francisco na sua Exortação Apostólica Amoris laetitia, “a experiência mostra que, com uma ajuda adequada e com a ação de reconciliação da graça, uma grande percentagem de crises matrimoniais é superada de forma satisfatória. Saber perdoar e sentir-se perdoado é uma experiência fundamental na vida familiar”. Quando se ultrapassa uma crise aprende-se “a ser feliz de maneira nova, a partir das possibilidades que abre uma nova etapa”.

Cinco conselhos para viver em família

Comentando o vídeo deste mês, o Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, P. Cristóbal Fones, SJ, apresenta algumas atitudes que podem ajudar na vida quotidiana das famílias: “Em primeiro lugar, temos de aceitar as diferenças entre as pessoas, considerando-as como uma oportunidade para enriquecer a relação familiar. A família unida é formada por pessoas diferentes que se amam, se respeitam e procuram aprender umas com as outras. Em segundo lugar, e em relação estreita com o anterior, outra atitude fundamental é valorizar o outro, reconhecendo a sua riqueza e os seus dons”.

Neste sentido, importa tentar não julgar as pessoas: “Não podemos esperar que sejam perfeitas, ou que o seu amor seja perfeito, para as valorizar. Como diz o Papa Francisco, a outra pessoa ama-me como é e como pode, com os seus limites e os seus defeitos; no entanto, isso não significa que o seu amor não seja verdadeiro”.

Compreender a própria debilidade e a dos outros leva à atitude mais importante na família: pedir perdão e perdoar quando é necessário. “Podemos aprender com a humildade e a misericórdia do Senhor – continua o P. Fones. Quando um membro da família nos causa uma ferida profunda, pode ser difícil perdoar-lhe, porque as feridas familiares costumam ser as mais dolorosas. Por isso é bom ter sempre presente que Jesus nos perdoou primeiro, como nos recorda com frequência o Papa Francisco”.

O Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa termina esta reflexão sobre as atitudes para a vida quotidiana referindo-se ao acompanhamento: “A comunidade cristã pode e deve ser um lugar de acolhimento, diálogo, oração e acompanhamento, onde as famílias encontrem esperança e ajuda para a reconciliação num momento de necessidade, sem se sentirem julgadas. O modelo que devemos seguir é sempre a misericórdia que o Senhor tem para conosco”.

A indulgência do Jubileu 2025

No contexto do Ano Santo de 2025, vale a pena recordar que uma das condições necessárias para obter as indulgências concedidas por ocasião do Jubileu é rezar pelas intenções do Sumo Pontífice. O Vídeo do Papa apresenta e difunde, precisamente, estas intenções.

Assista “O Vídeo do Papa” de março na íntegra: