CNBB pede à Igreja no Brasil uma prece em favor da vida: não à ADPF 442

A Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma carta dirigida ao episcopado brasileiro no dia 8 de agosto. O objetivo da carta é solicitar uma prece em favor da vida de “milhares de pequeninos inocentes”. O pedido é para que paróquias e dioceses em todo o país realizem uma rogativa a Deus pela não aprovação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n. 442, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF), que busca a descriminalização do aborto no Brasil até a 12ª semana de gestação.
“Pedimos encarecidamente que nas missas do segundo domingo do mês de agosto, que marca a abertura da Semana Nacional da Família, seja feita uma prece em favor da vida de milhares de pequeninos inocentes, rogando pela não aprovação da ADPF 442. Para enfatizar ainda mais a relevância desse momento, solicitamos também que seja rezada, antes da benção final, a Oração do Nascituro“, solicita a Comissão.
No teor da prece proposta, os bispos propõem direcionar suas preces àqueles que estão empenhados na promoção e defesa da vida, “para que não se deixem intimidar pelo poder da morte e por ideologias de exploração dos mais vulneráveis”.
Os bispos da Comissão fundamentam sua iniciativa recordando as diversas ameaças à vida dos mais vulneráveis, “Porém, é na escuridão que a luz mais brilha. Deus, em seu olhar dirigido a Jeremias ainda in útero materno, é inspiração para que olhemos na direção dos mais vulneráveis dentre os vulneráveis, o nascituro”, destacam, citando a passagem de Jeremias 1, 5.
“Em fidelidade ao Evangelho, cabe-nos defender a vida humana, opondo-se à toda discriminação e preconceito, em especial dos mais fortes sobre os mais fracos, dos maiores sobre os menores, dos grandes sobre os pequenos. Não o fazer é associar-se à cultura de morte, que tudo relativiza e mercantiliza, inclusive a vida humana inocente. Somos do Evangelho da vida e da vida em abundância, desde a concepção até à morte natural”, declararam os bispos.
Além do apelo à oração, a solicitação também engloba a criação de uma Comissão de Serviço à Vida em cada Diocese, e se possível, em cada paróquia. O objetivo é que essas comissões trabalhem de forma coordenada para promover, defender e cuidar da vida humana em todas as suas etapas de desenvolvimento, desde a concepção até a velhice.
Sobre a ADPF
Leia a carta na íntegra
Oração do Nascituro e sugestão de prece


Ao receber a distinção, Dom Gilson Andrade que é presidente do Regional Leste 1 – CNBB, agradeceu e fez um apelo às autoridades presentes para que se sensibilizem com as necessidades da região da Baixada Fluminense – “com esta homenagem se põe em destaque a relevância, em relação ao bem comum, da presença da Igreja católica na região da Baixada Fluminense, marcada pelo estigma da desigualdade social e da violência. A Igreja Católica na Baixada sempre procurou os meios para ser presença atuante ao lado dos marginalizados e pobres. Inúmeras iniciativas de cunho socioeducativo são promovidas pelos católicos para o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo e do seu Reino, na linha da garantia dos direitos humanos fundamentais e da transformação social. Com a nossa presença neste Plenário, o olhar desta casa se volta mais uma vez para a realidade da Baixada Fluminense e o clamor por reconhecimento e mais empenho da parte do poder público pela dignidade das pessoas que lá vivem, especialmente os mais pobres” disse, Dom Gilson.
Em consonância com essas questões, Dom Luiz Henrique, secretário do Regional Leste 1 – CNBB, também agradeceu pela homenagem e dedicou-a ao povo do sul fluminense e do Vale do Aço. Em seu discurso, o bispo fez um apelo corajoso aos deputados – “a população voltarredondense e da região pede socorro. Senhores Deputados sejam corajosos! Há 6 anos, a obrigatoriedade do Estado na medição dos poluentes particulares foi retirada da fiscalização. Todos os outros estados possuem esta aferição. Faço este apelo em nome do querido povo do Sul Fluminense, precisamos de vocês. Nos apoiem nesta luta por mais qualidade de vida. Essa Medalha Tiradentes representa o apelo dos cidadãos do Sul Fluminense para a ampliação da fiscalização dos poluentes. Na região, destaca-se o Rio Paraíba do Sul, o mais importante para a capital e o estado do Rio de Janeiro” finalizou, Dom Luiz Henrique.