Conselho Permanente da CNBB encerra reunião com momento de devoção a Nossa Senhora de Nazaré

O bispo de Nova Iguaçu e presidente do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Gilson Andrade, participou da reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada na manhã de quinta-feira, 06 de novembro, em Brasília. O encontro, que reúne o episcopado brasileiro para avaliar e encaminhar temas de relevância pastoral e administrativa, foi marcado por um momento especial de oração e devoção a Nossa Senhora de Nazaré, Rainha e Padroeira da Amazônia.
Durante a reunião, os bispos foram surpreendidos com a presença da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, que visitou a capital federal nesta semana. O momento de oração aconteceu no auditório Dom Hélder Câmara, na sede da CNBB, e foi conduzido pelo arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães, que levou a imagem antes de seu retorno à arquidiocese. A visita, segundo os participantes, trouxe um clima de fé e comunhão mariana entre os bispos.
Além da vivência espiritual, o Conselho Permanente aprovou os tópicos da pauta da 62ª Assembleia Geral da CNBB, marcada para ocorrer entre os dias 15 e 24 de abril de 2026, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). O tema central da assembleia será as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que orientam o trabalho pastoral em todo o país.
Outro ponto abordado durante o encontro foi a apresentação da proposta de criação de um Fundo Patrimonial para o Patrimônio Cultural da Igreja Católica, elaborada pela Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação. A iniciativa, resultado de um seminário realizado na PUC-Rio, visa garantir recursos permanentes para a conservação e o restauro dos bens culturais da Igreja no Brasil.
Também foi apresentado o relatório econômico-financeiro dos últimos meses, pelo ecônomo da CNBB, padre Felipe Lima, membro do clero da Arquidiocese do Rio de Janeiro, com informações sobre a destinação dos recursos da Conferência, manutenção da sede e aplicação das verbas das Campanhas da Fraternidade e para a Evangelização, além do Projeto Comunhão e Partilha.

O Regional Leste 1 esteve representado no encontro por seu presidente, Dom Gilson Andrade, e por Dom Joel Portella Amado, bispo de Petrópolis e presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, que também integra o Conselho Permanente como um dos membros do Regional. A presença dos dois bispos reforça a contribuição ativa do Leste 1 nos processos de discernimento e nas decisões que orientam a caminhada da Igreja no Brasil, especialmente no diálogo sobre os rumos pastorais e evangelizadores dos próximos anos.
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Fotos: CNBB

Na manhã de abertura, após o momento de oração e acolhida, Dom Maurício Silva Jardim, bispo de Rondonópolis-Guiratinga (MT) e presidente da Comissão Episcopal para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, apresentou a nova edição do Programa Missionário Nacional (PMN). Atualizado a partir da caminhada vivida entre 2019 e 2023, o documento reúne experiências e reflexões que consolidam a missão como expressão concreta da comunhão e da participação eclesial. “O PMN é um horizonte que convida as Igrejas locais a fazer da missão o eixo central de toda a ação evangelizadora”, afirmou Dom Maurício, destacando que o texto propõe uma vivência mais sinodal, comprometida e fiel ao mandato de Cristo de anunciar o Evangelho.
O bispo também apresentou o subsídio “Conselhos Missionários a Serviço da Ação Missionária da Igreja no Brasil”, elaborado pela Comissão Missionária da CNBB. A obra, inspirada no Estudo CNBB 108, oferece orientações práticas para a criação e fortalecimento dos Conselhos Missionários em suas diversas instâncias, em sintonia com as Pontifícias Obras Missionárias (POM). O material aborda a identidade, os objetivos e o funcionamento desses organismos, reafirmando sua importância como instrumentos de comunhão, formação e corresponsabilidade na missão.
Encerrando a manhã, a Irmã Regina da Costa Pedro, das Pontifícias Obras Missionárias, apresentou a missão e a estrutura das POM, vinculadas ao Dicastério para a Evangelização e presididas pelo Papa. Destacou que as POM são expressão do dinamismo missionário da Igreja, atuando para animar e sustentar a missão universal por meio da oração, da solidariedade e da cooperação. “As Pontifícias Obras Missionárias existem para intensificar a consciência missionária e apoiar o compromisso de todas as Igrejas com a evangelização além-fronteiras”, explicou a religiosa. Em sua exposição, ela também recordou as quatro obras que compõem as POM — Propagação da Fé, Infância e Adolescência Missionária, São Pedro Apóstolo e União Missionária —, que juntas formam uma rede mundial de apoio à missão e à formação cristã.
