
A Pesquisa Nacional sobre Juventudes e Fé, iniciativa da Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com universidades e centros de pesquisa, já alcançou mais de 9.800 respostas válidas. Com a meta inicial superada, a pesquisa agora pretende intensificar a participação de adolescentes entre 12 e 17 anos.
A recepção da pesquisa, de acordo com a Comissão para a Juventude da CNBB é “uma verdadeira demonstração de que a juventude quer ser ouvida e deseja participar ativamente dos caminhos da Igreja no Brasil”.
O foco da pesquisa, nesta fase, é ampliar a participação dos adolescentes entre 12 e 17 anos, que ainda estão sub-representados na escuta nacional. Até agora, apenas 138 adolescentes responderam — e a nova proposta é alcançar mais 1.000 vozes dessa faixa etária.
A Comissão recorda que a escuta é um gesto de amor e compromisso, e que “está no centro da missão da Igreja com os jovens”. Por esse motivo, essa nova etapa da pesquisa quer garantir representatividade real de todas as juventudes — “inclusive daquelas que ainda não atingiram a maioridade, mas que vivem intensamente sua fé, suas dúvidas, seus sonhos e seus desafios”.
A participação de adolescentes é condicionada à autorização dos pais. Assim, para facilitar, os Jovens Conectados prepararam um vídeo tutorial explicando o passo a passo para que adolescentes possam responder com autonomia e segurança. A participação é simples, voluntária e protegida por critérios éticos.
O formulário pode ser acessado por adolescentes com autorização do responsável legal, e está disponível até o dia 6 de julho.
Veja como responder:
Acesse a pesquisa:
O que a pesquisa quer saber?
A pesquisa busca compreender a realidade, os valores, a espiritualidade e os anseios das juventudes brasileiras. As respostas servirão como base para a atualização do Documento 85 – Evangelização da Juventude, publicado em 2007, e que agora será renovado à luz dos novos tempos.
A Igreja deseja continuar sendo presença viva, atual e próxima dos jovens e isso só é possível escutando com atenção e discernindo com eles os novos caminhos.

No período da tarde, um dos momentos mais significativos foi a partilha do Cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, sobre sua experiência em Roma durante o funeral do Papa Francisco e o conclave que elegeu o Papa Leão XIV. Dom Orani destacou a profundidade espiritual do processo e comentou o conteúdo da constituição apostólica Universi Dominici Gregis, de São João Paulo II, que orienta a vacância da Sé Apostólica e a eleição do novo pontífice. Ele também sublinhou a beleza da convivência entre os cardeais e o clima de oração que envolveu toda a Igreja nesse momento histórico.
A tarde prosseguiu com atualizações sobre as pastorais e os bispos referenciais, além da preparação do Encontro Regional de Seminaristas. Às 17h30, foi celebrada a Santa Missa com Vésperas, presidida por Dom Hiansen Vieira, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, e concelebrada por Dom José Maria Pereira e Dom Joselito Ramalho — os três últimos bispos nomeados por Papa Francisco para a Igreja no estado do Rio de Janeiro e que participavam pela primeira vez como bispos de uma reunião do Regional.