Regional Leste 1 presente na 99ª reunião do Conselho Permanente da CNBB

junho 28, 2019 / no comments

Durante os dias 25 a 27 de junho aconteceu em Brasília (DF) a 99ª reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Foi a primeira reunião do Conselho Permanente sob o mandato da nova presidência eleita na 57ª Assembleia Geral da CNBB realizada em Aparecida (SP), em maio deste ano.

Quarenta bispos participaram da reunião, entre os quais a presidência da CNBB, os bispos que presidem as comissões episcopais pastorais, os bispos que presidem os 18 regionais da CNBB e representantes de organismos eclesiais da Igreja no Brasil. Representando o Regional Leste 1 esteve presente Dom José Francisco Rezende Dias, presidente do organismo.

Dom Walmor ressaltou o caminho bonito vivenciado na reunião que, segundo ele, contou com a fecundidade da comunhão entre os bispos e com o trabalho de muitos assessores e colaboradores tendo em vista a realização da grande missão da Igreja: “anunciar o Evangelho de Jesus Cristo e ajudar o mundo a abrir-se ao amor de Deus”.

O bispo de Valença (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Nelson Francelino, destacou os pontos abordados na reunião “inicialmente nos debruçamos sobre o tema “Homofobia e Legislação”. Depois iniciamos as eleições de bispos para compor as 12 comissões episcopais pastorais, as partilhas dos 18 Regionais e a avaliação da 57ª Assembleia Geral da CNBB. Tivemos ainda como pauta o Sínodo para a Amazônia.

bispos dos leste 1 nas comissões pastorais

Dom José Francisco destacou a presença e comunhão do Regional Leste 1 com a CNBB e saudou dom Gregório Paixão, bispo de Petrópolis, dom Roberto Ferrería Paz, bispo de Campos dos Goytacazes e dom Luiz Antônio Lopes Ricci, bispo auxiliar de Niterói que, respectivamente foram eleitos para as comissões episcopais pastorais para a Cultura e a Educação, Laicato e Doutrina da Fé. “Para nós é uma alegria poder contribuir dessa forma com a Igreja no Brasil. Foi no Rio de Janeiro que nasceu a CNBB e ter a presença destes irmãos bispos nas comissões, bem como na Secretaria-geral e na presidência da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude é sinal da nossa unidade e da nossa disponibilidade pastoral”, disse o presidente do regional.

próximo conselho permanente

Segundo o Estatuto e Regimento da CNBB, o Conselho Permanente, é responsável pela orientação e acompanhamento da entidade e dos organismos a ela vinculados. O órgão, constituído pela presidência, presidentes das comissões episcopais e membros eleitos dos 18 conselhos episcopais regionais, também tem caráter eletivo e deliberativo. Sua próxima reunião está marcada para 26 a 28 de novembro deste ano.

 

Imagem e colaboração: CNBB Nacional

 

Uma igreja em saída: Sair como? Para Onde? Quando? Para que?

junho 26, 2019 / no comments

Nesta nossa abordagem sobre o verbo sair, tentaremos fazer um aprofundamento sobre a exigência e o comprometimento que este verbo provoca. A vida, com todas as suas implicações, evoca uma constante saída com critérios seguros exigidos pelo dinamismo de nossa existência. Sair é parte integrante e essencial para se chegar a alguém, começando em nós mesmos, a algum lugar e na busca de alguma coisa. Sair evoca múltiplas exigências: sair para onde, para que, com quem, quando carecendo sempre de objetivos. è sensato que saiamos alimentados por nossa própria vontade, alicerçados de maturidade com sólidos fundamentos. a vida é um constante e imprescindível sair: saímos da mente amorosa de Deus para o útero materno e, depois de algum tempo, saímos da vida intra-uterina para participarmos de uma história em curso. Sair exige sempre um complemento porque quem sai almeja necessariamente, alcançar um objetivo.

Contudo, é necessário se agigantar diante das desafiadoras determinações que o sair requer. Antes de mais nada, cada pessoa precisa cultivar os necessários esforços e desafios que a abalizem para a necessária saída de seu prioritário eu para se chegar a nós. se os nossos bens, nossa história, nossos conceitos, nossos postos e nossas verdades forem sempre superiores às necessidades e desafios do bem comum, fica difícil conjugarmos o verbo sair. Falarmos da necessidade de uma Igreja em saída sem admitirmos que precisamos sair do nosso espaço centralizador para uma abertura laboriosa em função do crescimento do ambiente e das pessoas é teoria vazia e improdutiva. Quem não tem ânimo e abertura para entender a metodologia, a mística, a pedagogia e o apelo da mãe igreja, hoje, não terá condições de ser um agente missionário e ministro sagrado se prendendo mais a uma visão apenas unilateral nociva por ser estreita sem a devida preocupação de se abrir ao conhecimento e a vivência com as pessoas e realidades diferentes que trazem desafios. Maria santíssima e Abraão poderão e deverão ser nossos protótipos.

Talvez, para se compreender e assumir a necessidade de uma igreja em Saída há uma urgente preocupação da reflexão para se descobrir o alcance do sair de nós mesmos como primeiro e prioritário desafio servindo-nos dos pilares chamados diálogo, comunhão, serviço e testemunho. É de uma constante abertura para as múltiplas diversidades. Aqui esta o verdadeiro sentido de inculturação que não é tanto receber a diversidade das culturas, mas as pessoas com suas várias diferenças.

A descoberta e a abertura para uma Igreja em saída nunca serão utópicas quando enfrentarmos maduramente o desafio da partilha, com as mãos que se abrem, da crescida noção de sermos servidores e não proprietários da missão, seja ela qual for, recebida desta nossa Igreja, não perdendo de vista o sentire cum ecclesia numa perene conjugação daquilo que pregamos com aquilo que vivemos.

E, por fim, sairmos para abraçarmos a nossa cruz que, conforme canta Pe. Zezinho, é feita de dois riscos e sem estes dois riscos não se tem Jesus; um horizontal e outro vertical; o vertical eleva e o horizonte abraça tendo o Mistério Pascal como nossa referência máxima e já sentindo e cultivando uma subjacente espiritualidade num clima de eternidade.

 

Monsenhor João Alves Guedes