E a Páscoa?

junho 7, 2019 / no comments

A Páscoa está aí revigorando nossas forças, iluminando nosso peregrinar e lembrando que somos passageiros da terra para o céu, caminhantes do Reino e inquilinos de moradas terrenas possuindo já aqui o endereço certo da glória futura.

A Páscoa é a saída para uma vida nova com toda a pujança de Jesus Ressuscitado. Nossa vida triunfa e nos impulsiona para fora dos recalques, azedumes, raivas, murmurações, preconceitos, preguiças, vaidades, prepotências, desamores e tantas misérias tristes do passado. É hora do adeus ao pessimismo e aos tumultos interiores que são receitas negativas, portadores de sérias complicações em todas as vertentes do nosso caminhar terreno.

A Páscoa é a ausência da cultura da morte e a presença da perpetuação da vida em nosso coração e, a exemplo do túmulo vazio, transmite sinais vitais de alegria, coragem, otimismo, esperança, como também de lutas. Afinal, a presença do túmulo vazio era a certeza de que o corpo sem vida do Senhor não estava ali. O coração humano, fechado e abastecido de misérias, jamais comunica vida e a morte, dessa forma, haveria de continuar no pódio.

A Páscoa hoje é, exatamente, a derrota da morte, sinalizada pelo pecado e o fortalecimento da vida com Deus e com os irmãos.

A Páscoa é vida constante em que se dispensa o muito falar e proclama o reinado da ação com um testemunho diário de novos cristãos, novas pessoas, nova Igreja, novos hábitos, nova mentalidade, deixando emergir a obrigação que todos temos de ser discípulos e missionários em busca da missão continental, exigência do Cristo ressuscitado. Se assim não acontecer não é Páscoa/passagem; mas, apenas, representação de atos festivos de passadas e saudosas lembranças de séculos antigos e proclamação memorial de fatos longínquos.

É preciso que corramos e anunciemos, principalmente, que a grande novidade da Páscoa está em sermos novos e corajosos portadores da destruição da barreira do mal merecida pela paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo na suavidade do Mistério Pascal.

A certeza de que a vítima é a grande vencedora leva-nos a um perene “aleluia” que deve brotar de nossos festivos corações.

 

 

Monsenhor João Alves Guedes
Assessor da Comissão Regional Pastoral para a Liturgia

 

SEMINÁRIO PAULO VI CELEBRA PELA PRIMEIRA VEZ SOLENIDADE DO SEU PATRONO

maio 29, 2019 / no comments

SEMINÁRIO PAULO VI CELEBRA PELA PRIMEIRA VEZ SOLENIDADE DO SEU PATRONO

 

Oito anos após a morte do Papa Paulo VI era fundado em Nova Iguaçu, por dom Adriano Hipólito, o Seminário Paulo VI. O papa que concluiu o Concílio Vaticano II e que dera ao mundo preciosos ensinamentos como as encíclicas Humanae Vitae e Populorum Progressio e a exortação apostólica Evangelii Nutiandi, foi escolhido para ser o patrono da sementeira vocacional da Diocese de Nova Iguaçu.

A CASA DA ESPERANÇA

Idas e vindas transformaram o Seminário Paulo VI em a Casa da Esperança – e da Missão – como sempre diz dom Luciano Bergamin, bispo emérito da diocese iguaçuana. Em alguns períodos o local abrigou e formou não somente os futuros presbíteros daquela diocese, mas, também, das Igrejas Particulares de Barra do Piraí – Volta Redonda, Duque de Caxias, Itaguaí e Valença. Bem como de algumas congregações religiosas. Um verdadeiro projeto de comunhão e cooperação.

DOIS BISPOS

Um estudante e um reitor do Seminário Paulo VI tornaram-se bispos. Em 2010, o então padre Paulo Cézar Costa era reitor do seminário quando foi nomeado bispo pelo Papa Emérito Bento XVI, sendo ordenado em 2011. E em 2014, foi a vez do ex-aluno, estudante de filosofia do instituto, Dom Antônio Carlos Cruz Santos, carinhosamente chamado de Maristelo, ser ordenado bispo.

SEMINÁRIO: ÚTERO MATERNO.

Em 2018, o Papa Francisco elevou a dignidade de santo seu predecessor, o Papa Paulo VI. Com isso o Seminário Paulo VI ganhou sua segunda comemoração litúrgica, pois sua capela principal é dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Para celebrar a primeira solenidade do seu patrono, a Casa da Esperança recebeu padres de diversas gerações que lá foram formados ou que foram formadores, além dos seminaristas residentes. Para o atual reitor, padre Paulo Pires, formado no seminário, a ocasião “foi um momento muito fraterno e feliz de reencontro” e, continuou, “dom Gilson deseja que se torne uma forma de tradição para nos reencontrarmos”.

O sexto bispo de Nova Iguaçu, nomeado pelo Papa Francisco no último dia 15 de maio, celebrou a santa missa da solenidade de São Paulo VI, que teve ainda como concelebrantes os bispos eméritos de Nova Iguaçu e Valença, dom Luciano Bergamin e dom Elias James Manning. Em sua homilia, dom Gilson Andrade, disse aos presentes que “voltar ao seminário é como voltar ao útero da mãe que nos gerou para a missão”.