Dom Gilson participa de reunião do Conselho Permanente da CNBB e destaca prioridades do Regional Leste 1

A sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu entre os dias 1º a 3 de julho, a segunda reunião ordinária de 2025 do Conselho Permanente, órgão que delibera e orienta a atuação da Igreja Católica no Brasil entre as Assembleias Gerais. Entre os membros com voz ativa no colegiado, esteve Dom Gilson Andrade da Silva, bispo de Nova Iguaçu (RJ) e presidente do Regional Leste 1 da CNBB, que reúne as dioceses do estado do Rio de Janeiro.
Durante os três dias de trabalho, Dom Gilson destacou ações e prioridades pastorais do regional que preside, com ênfase na vivência do Ano Jubilar, na ampliação do diálogo ecumênico e na formação continuada dos presbíteros. Também apresentou iniciativas ligadas à juventude, como as peregrinações jubilares e as atividades vocacionais programadas para o segundo semestre.
Além de Dom Gilson, também participaram do encontro Dom Joel Portella Amado, bispo de Petrópolis e presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, e os assessores Beatriz Leal e dos padres Douglas Alves Fontes, Marcus Barbosa Guimarães e Arnaldo Rodrigues, que colaboram com comissões específicas da CNBB e do Cônego Felipe Lima, Econômo da CNBB.
A reunião tratou de temas estruturantes para a Igreja no Brasil, como as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, a revisão de estatutos de organismos eclesiais — incluindo a Comissão Nacional dos Diáconos, as Edições CNBB e a Comissão Brasileira de Justiça e Paz —, e os preparativos para o 19º Congresso Eucarístico Nacional, que será realizado em 2026, em Goiânia.
A conjuntura social teve como foco a crise migratória, apresentada por Dom Francisco Lima, de Carolina (MA), enquanto os impactos do Censo Demográfico de 2022 sobre o panorama religioso foram analisados por Dom Joel Portella. O levantamento apontou queda percentual na população católica brasileira, acendendo o alerta sobre os rumos da evangelização.

Dom Gilson também acompanhou a apresentação do texto-base das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora, elaborado sob coordenação de Dom Leomar Brustolin. A proposta, construída em espírito sinodal, incorpora elementos do pontificado de Leão XIV e da escuta promovida nas dioceses nos últimos quatro anos.
A próxima reunião do Conselho está prevista para novembro, em preparação à 62ª Assembleia Geral da CNBB, marcada para abril de 2026. Até lá, as dioceses são chamadas a refletir e oferecer sugestões sobre o documento das Diretrizes, que será enviado em formato de Instrumentum Laboris ainda este ano.
Com informações e imagens de Ascom CNBB.

As atividades abordam temas como a missão do bispo na Igreja de hoje, a dimensão litúrgica e catequética do episcopado, o papel na condução pastoral das dioceses, além de aspectos canônicos e administrativos. O encontro também inclui visitas institucionais a organismos ligados à missão da Igreja no Brasil, como o Centro Cultural Missionário (CCM), as Pontifícias Obras Missionárias (POM), a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), a Nunciatura Apostólica e a Edições CNBB.
À frente da organização do evento, Dom Ângelo Mezzari, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, destaca que a formação dos novos bispos é essencial para fortalecer a unidade da Igreja no Brasil. “É um tempo de convivência, oração e aprendizado. Acolher bem os novos membros do episcopado é também um gesto de comunhão e corresponsabilidade pastoral”, afirmou.