Papa acolhe renúncia de Dom Orani, mas pede que permaneça mais dois anos à frente da Arquidiocese do Rio

Leia, na íntegra, o comunicado oficial da Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro comunicou oficialmente, nesta quinta-feira (7), que o Papa Leão XIV acolheu a renúncia apresentada por Dom Orani João Tempesta, O.Cist., ao governo pastoral da Igreja Particular do Rio. A decisão foi tomada conforme as normas do Direito Canônico, utilizando a fórmula nunc pro tunc, que significa que a renúncia é aceita agora, mas seus efeitos só se concretizarão futuramente.
Segundo o comunicado, o Santo Padre determinou que o cardeal permaneça no cargo por mais dois anos, até a nomeação e posse de seu sucessor. Nesse período, Dom Orani seguirá conduzindo a Arquidiocese com plenos poderes e responsabilidades.
Em sua decisão, o Papa expressou “reconhecimento e gratidão pelo serviço prestado por Dom Orani ao longo destes anos” e pediu que ele continue guiando o povo de Deus “com serenidade, generosidade e zelo pastoral”.
O cardeal, que está à frente da Arquidiocese desde 2009, acolheu a decisão pontifícia com espírito de comunhão e renovado compromisso. Em mensagem dirigida ao clero, aos religiosos e às religiosas, bem como aos fiéis leigos, Dom Orani convidou todos a se unirem “em oração e renovado ardor missionário”, especialmente neste tempo em que a Arquidiocese celebra os 450 anos de sua criação.
Confira abaixo o comunicado oficial divulgado pela assessoria de comunicação do Arcebispo do Rio de Janeiro e a Circular do Cardeal Orani Tempesta ao Clero e aos Fiéis:



A celebração contou com a participação de fiéis, padres — entre eles o padre Manoel, capelão da Alerj, e o padre Jovane Carmo, secretário-executivo do Regional —, servidores da Casa, parlamentares e representantes do poder público. Entre as autoridades presentes, destacaram-se o procurador do Estado do Rio de Janeiro, Renan Saad, e o deputado Fred Pacheco, que ao final da celebração entregou ao bispo uma moção de aplausos em reconhecimento pelo seu trabalho pastoral na Baixada Fluminense e pela dedicação ao serviço episcopal no Regional.
Dom Gilson também recordou que o exercício do poder exige discernimento, humildade e fidelidade aos princípios do Evangelho. Ao comentar a atitude de Pedro no Evangelho — que, após professar a fé, tenta dissuadir Jesus da cruz — o bispo chamou atenção para a tentação recorrente de moldar Deus aos próprios interesses.