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Em encontro em Brasília (DF), Dom Rino Fisichella compartilha anseios para o Jubileu de 2025

janeiro 31, 2024 / no comments

Em encontro em Brasília (DF), Dom Rino Fisichella compartilha anseios para o Jubileu de 2025

 

Nos dias 29 e 30 de janeiro, a Casa Dom Luciano recebeu um encontro nacional que congregou fiéis católicos das dioceses dos 19 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Destacando-se entre os participantes, esteve presente Dom Rino Fisichella, Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização no Vaticano e uma figura-chave na organização do Jubileu de 2025.

Na qualidade de convidado especial, Dom Rino compartilhou reflexões sobre o significado do Jubileu e discorreu sobre alguns dos anseios do Papa Francisco para o próximo Ano Santo, que terá como tema “Peregrinos de Esperança”.

Representando o Regional Leste 1 no evento estiveram o bispo de Duque de Caxias, Dom Tarcisio Nascentes, e os padres Jovane e Alex (Petrópolis); Márcio João (Nova Iguaçu); Arthur e Cônego Cláudio (Rio de Janeiro); Paulo Sérgio (Barra do Piraí – Volta Redonda), além dos Padres Douglas Fontes e Arnaldo Rodrigues e da Sra. Beatriz Leal, assessores de Comissões Episcopais da CNBB.

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Durante sua palestra, Dom Rino enfatizou que “o Jubileu precisa da participação de todas as pessoas, pois todos somos peregrinos da esperança”. Embora não pudesse revelar detalhes sobre o conteúdo da carta apostólica que o Papa apresentará em maio de 2024 para o ano jubilar, ele destacou alguns pontos cruciais, ressaltando a importância de atender aos desejos do povo, conforme ocorreu no primeiro jubileu da Igreja, em 1300, que surgiu do desejo popular em vez do clero.

Tempo de Esperançar

O tema “Peregrinos de Esperança” foi escolhido pelo Papa Francisco para preparar a Igreja para este evento singular, tanto em Roma quanto em toda a Igreja universal. Dom Rino sublinhou a necessidade de valorizar a esperança em um mundo carente de sinais de esperança. Além disso, enfatizou a importância pastoral do jubileu como uma oportunidade para a evangelização e destacou a distinção entre as “esperanças” cotidianas e a esperança verdadeira, fundamental para a vida cristã.

Ao abordar a necessidade de esperança no mundo contemporâneo, Dom Rino observou a influência da tecnologia em nossa percepção do presente e do futuro. Ressaltou a urgência de construir um futuro sustentado pela esperança e destacou a importância da esperança como parte integrante da fé e da caridade.

A esperança, segundo Dom Rino, está intrinsecamente ligada à fé e à caridade, formando uma tríade inseparável na vida cristã. Ele enfatizou a necessidade de cada crente ser uma testemunha credível dessa esperança e expressar a dimensão comunitária da esperança na Igreja.

Roma a casa do mundo

A Faculdade de Sociologia de Roma projetou a presença de 32 milhões de peregrinos em Roma durante o ano jubilar, com aproximadamente 250 mil sendo brasileiros, segundo Dom Rino. Mais de 35 eventos estão programados na Cidade Eterna para celebrar o Jubileu, envolvendo a diversidade do povo de Deus em peregrinações específicas. A programação detalhada e as orientações para os peregrinos estão disponíveis no site do jubileu, com tradução em 10 idiomas, incluindo o português. Dom Fisichella destacou que, além das atividades religiosas, a programação contempla “um encontro com a cidade de Roma, com momentos em praças e espaços públicos. É uma ação de evangelização na cidade, com eventos puramente culturais, para os peregrinos e turistas de Roma.”

Veja o Calendário Geral do Jubileu 2025

DEZEMBRO DE 2024
– 24 de dezembro: Abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro

JANEIRO DE 2025
– 24 a 26: Jubileu do Mundo das Comunicações

FEVEREIRO DE 2025
– 8 a 9: Jubileu das Forças Armadas, Polícia e Segurança
– 16 a 18: Jubileu dos Artistas
– 21 a 23: Jubileu dos Diáconos

MARÇO DE 2025
– 8 a 9: Jubileu do Mundo do Voluntariado
– 28: 24 horas para o Senhor
– 28 a 30: Jubileu dos Missionários da Misericórdia

ABRIL DE 2025
– 5 a 6: Jubileu dos Enfermos e o Mundo da Saúde
– 25 a 27: Jubileu dos Adolescentes
– 28 a 30: Jubileu das Pessoas com Deficiência

MAIO DE 2025
– 1 a 4: Jubileu dos Trabalhadores
– 4 a 5: Jubileu dos Empresários
– 10 a 11: Jubileu das Bandas Musicais
– 16 a 18: Jubileu das Irmandades
– 24 a 25: Jubileu das Crianças
– 30 de maio a 1 de junho: Jubileu das Famílias, dos Avós e dos Idosos

JUNHO DE 2025
– 7 a 8: Jubileu dos Movimentos, Associações e Novas Comunidades
– 9: Jubileu Santa Sé
– 14 a 15: Jubileu do Desporto
– 20 a 22: Jubileu dos Governantes
– 23 a 24: Jubileu dos Seminaristas
– 25: Jubileu dos Bispos
– 26 a 27: Jubileu dos Sacerdotes
– 28: Jubileu das Igrejas Orientais

JULHO DE 2025
– 28 de julho a 3 de agosto: Jubileu dos Jovens

SETEMBRO DE 2025
– 15: Jubileu da Consolação
– 20: Jubileu dos Operadores de Justiça
– 26 a 28: Jubileu dos Catequistas

OUTUBRO DE 2025
– 5: Jubileu dos Migrantes
– 8 a 9: Jubileu da Vida Consagrada
– 11 a 12: Jubileu da Espiritualidade Mariana
– 18 a 19: Jubileu do Mundo Missionário
– 30 de outubro a 2 de novembro: Jubileu do Mundo Educativo

NOVEMBRO DE 2025
– 16: Jubileu dos Pobres
– 21 a 23: Jubileu dos Coros

DEZEMBRO DE 2025
– 14: Jubileu dos Reclusos

A programação completa pode ser encontrada no site www.iubilaeum2025.va

 

Fonte: CNBB

Um pároco planetário: Francisco reflete sobre a necessidade de unidade em entrevista ao La Stampa

janeiro 30, 2024 / no comments

Um pároco planetário: Francisco reflete sobre a necessidade de unidade em entrevista ao La Stampa

Entrevista de Francisco ao jornal italiano La Stampa: “é urgente um cessar-fogo global, estamos à beira do abismo”. Sobre a declaração Fiducia supplicans: “Confio que todos se tranquilizem, visa incluir, não dividir”. “Sinto-me um pároco. De uma paróquia planetária”

“Havia o acordo de Oslo, muito claro, com a solução de dois Estados. Enquanto esse acordo não for aplicado, a verdadeira paz permanece distante.” Esta é a consideração sobre o que está acontecendo na Terra Santa, depois dos ataques do Hamas e da guerra que destrói as cidades da Faixa de Gaza, que o Papa Francisco confia a Domenico Agasso, vaticanista do jornal La Stampa, na entrevista hoje nas bancas. Francisco, falando dos numerosos conflitos em curso, convida a rezar pela paz, indica o diálogo como único caminho e pede para “parar imediatamente as bombas e os mísseis, pôr fim às atitudes hostis. Em todos os lugares”, um “cessar-fogo global” porque “estamos à beira do abismo”.

Esperanças para a Terra Santa e a Ucrânia

O Papa explica a sua contrariedade em definir uma guerra como “justa”, preferindo dizer que é legítimo defender-se, mas evitando “justificar as guerras, que são sempre erradas”. Afirma temer uma escalada militar mas que cultiva alguma esperança “porque estão sendo realizadas reuniões reservadas para tentar chegar a um acordo. Uma trégua já seria um bom resultado.” Francisco define o cardeal Pizzaballa como “uma figura crucial”, que “se movimenta bem” e procura fazer uma mediação, recorda de diariamente fazer uma videochamada para a paróquia de Gaza e afirma também que “a libertação dos reféns israelenses” é uma prioridade. No que diz respeito à Ucrânia, na entrevista o Sucessor de Pedro recorda a missão ao cardeal Zuppi: “A Santa Sé está tentando mediar a troca de prisioneiros e o retorno dos civis ucranianos. Em particular, estamos trabalhando com a Sra. Maria Lvova-Belova, a comissária russa para os direitos da infância, para o repatriamento de crianças ucranianas levadas à força para a Rússia. Alguma já voltou para sua família”.

Fiducia supplicans deseja incluir

Na entrevista, Francisco recorda que “Cristo chama todos para dentro” e referindo-se à declaração que permite bênçãos para casais irregulares e do mesmo sexo, explica: “O Evangelho é para santificar a todos. Claro, desde que exista boa vontade. E é necessário dar instruções precisas sobre a vida cristã (sublinho que não se abençoa a união, mas as pessoas). Mas pecadores somos todos: por que então fazer uma lista de pecadores que podem entrar na Igreja e uma lista de pecadores que não podem estar na Igreja? Este não é o Evangelho.”

No que diz respeito às críticas ao documento, o Papa observa que ” aqueles que protestam veementemente pertencem a pequenos grupos ideológicos”, enquanto define o dos africanos como “um caso à parte”, dado que “para eles, a homossexualidade é algo ‘ruim’ do ponto de vista cultural, não a toleram”. Mas no geral, “confio que gradualmente todos se tranquilizem em relação ao espírito da declaração” que “visa incluir, não dividir. Convida a acolher e depois confiar as pessoas e confiar-nos a Deus”. Francisco admite que às vezes se sente sozinho, “mas de qualquer forma sigo em frente, dia após dia” e diz não temer cismas: “Na Igreja sempre houve pequenos grupos que manifestavam reflexões de nuances cismáticas… devemos deixá-los fazer e passar… e olhe em frente”.

Inteligência artificial, oportunidades e perigos

O Papa aborda então o tema de sua recente mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, dedicado à inteligência artificial, que ele define como “um belo passo à frente que pode resolver muitos problemas, mas que potencialmente, se administrado sem ética, também pode provocar muitos danos ao homem”. O objetivo é que ela “esteja sempre em harmonia com a dignidade da pessoa”, caso contrário “será um suicídio”.

Próximas viagens

Francisco diz que se sente bem, apesar de algumas dores, e não está pensando neste momento em renunciar. Ele recorda as próximas viagens à Bélgica, Timor Leste, Papua Nova Guiné e Indonésia em agosto. Define “entre parênteses” a hipótese de uma viagem à Argentina, dizendo que não se sentiu ofendido com as palavras de Milei durante a campanha eleitoral e confirma que se encontrará com o novo presidente nos próximos dias, logo após a canonização da santa argentina “Mama Antula”, prevista para 11 de fevereiro. Pronto para dialogar com ele.

A Igreja que virá e o Conclave de 11 anos atrás

Depois de recordar o Dia Mundial das Crianças, que “elas são mestras de vida” e devem ser escutadas, o Papa reitera seu sonho de uma “Igreja em saída” e lembra o que aconteceu depois de suas palavras durante as congregações gerais que precederam o Conclave de 2013: “depois de meu discurso houve aplausos, inéditos em tal contexto. Mas eu absolutamente não havia intuído o que muitos me revelariam mais tarde: aquele discurso foi minha ‘condenação’ (sorri, nda). Quando eu estava saindo da “Sala do Sínodo”, um cardeal que falava inglês me viu e exclamou: “Muito bom o que você disse! Belo. Belo. Precisamos de um Papa como o senhor!” Mas eu não havia percebido a campanha que estava se formando para me eleger. Até o almoço de 13 de março, aqui na Casa Santa Marta, poucas horas antes da votação decisiva. Enquanto comíamos, fizeram-me duas ou três perguntas “suspeitas”… Então, na minha cabeça, comecei a dizer a mim mesmo: “Algo estranho está acontecendo aqui…”. Mas ainda consegui tirar uma soneca. E quando me elegeram, tive uma surpreendente sensação de paz dentro de mim”. Enfim, Francisco confidenciou à “La Stampa” que se sente como “um pároco. De uma paróquia muito grande, planetária, é claro, mas gosto de manter o espírito de um pároco. E estar entre as pessoas. Onde eu sempre encontro Deus”.

Fonte: Vatican News

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