Igreja acompanha com oração e solidariedade a situação na Venezuela

janeiro 7, 2026 / no comments

Igreja acompanha com oração e solidariedade a situação na Venezuela

 

A Igreja Católica manifestou preocupação e solidariedade diante dos recentes acontecimentos na Venezuela, reafirmando seu compromisso com a defesa da vida, da dignidade humana e da paz. Em carta enviada à Conferência Episcopal da Venezuela, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) expressou proximidade fraterna, comunhão e apoio espiritual à Igreja e ao povo venezuelano, que enfrentam um cenário marcado por graves desafios sociais, políticos e humanitários.

CNBB envia mensagem a Igreja na Venezuela

No documento, a CNBB destaca a missão da Igreja como sinal de esperança, especialmente junto aos mais pobres e vulneráveis, e reconhece o papel profético exercido pelos bispos venezuelanos no anúncio do Evangelho e no cuidado pastoral do povo. A mensagem encoraja a perseverança na busca por caminhos de justiça, reconciliação e paz, sublinhando a importância da atuação eclesial em contextos de sofrimento e instabilidade.

A carta também recorda os laços históricos e eclesiais que unem as Igrejas da América Latina e do Caribe, ressaltando a colegialidade episcopal e a comunhão continental. Nesse sentido, a CNBB reafirma sua disposição de caminhar junto à Igreja na Venezuela, fortalecendo vínculos de fraternidade, colaboração e oração. Ao final, os bispos brasileiros confiam o país à proteção de Nossa Senhora, pedindo a ação do Espírito Santo na construção de uma sociedade mais justa e solidária. Leia (aqui) a carta na íntegra.

Bispos venezuelanos agradecem à CNBB

Em resposta, a Conferência Episcopal da Venezuela agradeceu o gesto de atenção e solidariedade do episcopado brasileiro, destacando que o apoio e as orações fortalecem a missão pastoral da Igreja diante da complexa realidade vivida no país. Os bispos venezuelanos afirmaram que os acontecimentos recentes exigem discernimento à luz da fé e da Doutrina Social da Igreja, além de um compromisso renovado com a proximidade pastoral e o acompanhamento do povo confiado aos seus cuidados.

A nota da Conferência Episcopal da Venezuela ressalta ainda a importância de caminhar de forma unida, aprofundando a comunhão eclesial e renovando o compromisso com a evangelização e a promoção da dignidade humana. Ao concluir a mensagem, os bispos confiaram o país e seu povo à intercessão da Virgem Maria, modelo de discipulado missionário e companheira constante do povo venezuelano. Acesse (aqui) a carta da Conferência Episcopal da Venezuela.

Papa Leão reforça respeito à soberania e a Constituição

O posicionamento da Igreja foi reforçado também pelo Papa Leão XIV, que, após a oração do Angelus, manifestou preocupação com os desdobramentos da situação na Venezuela. Em sua fala, o Pontífice afirmou: “O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer acima de qualquer outra consideração”, destacando a necessidade de superar a violência e de buscar caminhos de justiça e paz.

O Papa também fez um apelo explícito ao respeito às instituições e aos direitos fundamentais, ao afirmar que é necessário “assegurar o Estado de direito estabelecido na Constituição, respeitando os direitos humanos e civis de cada um e de todos”. Segundo o Santo Padre, esse caminho é essencial para a construção de “um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia”, com atenção especial aos mais pobres, duramente afetados pela prolongada crise econômica no país.

Por fim, o Pontífice convidou os fiéis à oração pela Venezuela, confiando o país à intercessão de Nossa Senhora de Coromoto e dos Santos José Gregorio Hernández e Irmã Carmen Rendiles.

Diante do atual cenário de incertezas, a Igreja Católica reafirma seu chamado a ser voz profética em defesa da vida e da dignidade humana, promovendo o diálogo, a reconciliação e a paz como caminhos para a superação dos conflitos e para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

 

Leão XIV: os cristãos que vivem em meio às guerras sejam sementes de paz 

dezembro 5, 2025 / no comments

Leão XIV: os cristãos que vivem em meio às guerras sejam sementes de paz

(Cidade do Vaticano, 26 novembro 2025). – Às vésperas da partida do Papa Leão XIV para a sua primeira viagem apostólica, na Turquia e no Líbano, foi publicado o O Vídeo do Papa de dezembro, dedicado às minorias cristãs que vivem em contextos de guerras. Na última intenção de oração do ano, de fato, o Santo Padre convida a rezar “para que os cristãos que vivem em meio às guerras e violências, especialmente no Oriente Médio, possam ser sementes de reconciliação e de esperança”. Ele mesmo o faz por primeiro, recitando uma oração ao “Deus da paz”, no vídeo produzido e divulgado pela Rede Mundial de Oração do Papa, com a colaboração de Vatican Media.

Construtores de esperança, instrumentos de paz

Os cristãos “que vivem em meio às guerras e violências” não se sintam nunca abandonados: “mesmo envolvidos em dores”, diz o Papa, “não se esqueçam nunca de experimentar a gentil bondade” da presença de Deus “e as orações dos seus irmãos e irmãs na fé”. “Fortalecidos pelos laços fraternos”, prossegue, “possam ser sementes de reconciliação, construtores de esperança nos pequenos e grandes gestos, capazes de perdoar e de seguir adiante, de superar as divisões e de buscar a justiça com misericórdia”.

Mesmo naquelas partes do mundo aonde a guerra parece ser única lei, “onde a harmonia é quase impossível”, os cristãos são chamados a ser “instrumentos de paz”. E não somente os que vivem aí, mas todos nós, porque Jesus “chamou bem-aventurados os que trabalham pela paz”: ao Espírito Santo, portanto, o Papa pede não somente para sustentar “a fé dos que sofrem” e “reforçar sua esperanza”, mas também de “não deixá-los cair na indiferença” e de serem “construtores de unidade”.

A fé em meio aos escombros

A intenção de oração deste mês e a primeira viagem apostólica do Papa Leão XIV, se concentram sobre uma das áreas mais instáveis do mundo do ponto de vista político, econômico e da segurança. Segundo o Relatório 2025 sobre a liberdade religiosa da Ajuda à Igreja que Sofre, o número dos conflitos nas regiões médio-orientais e as condições socioeconômicas expõem as minorias religiosas, particularmente os cristãos, a uma condição de extrema vulnerabilidade. na Palestina, a população está exaurida após dois anos de guerra e muitas igreja se tornaram refúgios para as famílias sem casa; no Líbano, a grave crise econômica obrigou uma enorme quantidade de pessoas a fugirem, esvaziando paróquias e escolas; no Iraque e na Síria, a reconstrução acontece em meio ao cansaço entre instabilidade política, insegurança e falta de perspectiva para os jovens. Mas, apesar de tudo isso, pequenas comunidade continuam a resistir, guardando a fé, servindo aos pobres e construindo pontes de convivência com seus vizinhos de outras religiões.

As imagens que acompanham a oração feita pelo Papa nos apresentam exatamente isso, mostrando exemplos de uma fé firme e inquebrantável em meio aos escombros e destroços. São celebrações nos vilarejos iraquianos que voltaram a reunir-se depois da guerra, a força extraordinária da comunidade paroquial de Gaza mesmo nos dias das bombas, o trabalho indispensável da Cáritas do Líbano entre os pobres e os refugiados dos Países vizinhos, o oásis de espiritualidade oferecido pelos mosteiros sirianos: todos sinais da presença daquele Espírito Santo que – como diz a oração feita pelo Papa – é “fonte de esperança nas horas mais sombrias”.

De Francisco a Leão

“As condições dos cristiãos nos contextos de conflito é uma preocupação constante no coração do sucessor de Pedro”, afirma Pe. Cristóbal Fones, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa. “Nos últimos anos, o Papa Francisco havia confiado muitas vezes à oração da Igreja universal o sofrimento e o tesmunho dos cristãos que vivem em situações e contextos difíceis. Pediu para rezar, por exemplo, pelos cristãos perseguidos (março 2017), pelo diálogo e a reconciliação no Oriente Médio (novembro 2019), pelas comunidades religiosas discriminadas e perseguidas (janeiro 2022), pelos novos mártires, testemunhas de Cristo (março 2024).

O Papa Leão XIV retoma esta herança, coincidindo com sua primeira viagem apostólica à Turquia e ao Líbano. O seu convite de oração é um gesto de proximidade e de esperança: um modo para dizer aos cristãos da Palestina, Líbano, Síria, Iraque e de tantos outros Países que não estão esquecidos, que a Igreja universal caminha com eles; mas também para recordar a todos nós que a fé cresce mesmo em meio às provações e dificuldades, e que das comunidades feridas podem nascer sementes de reconciliação e de paz. Por isto, como Rede Mundial de Oração do Papa, desejamos unir-nos ao Santo Padre para pedir ao Espírito Santo que sustente estes irmãos e irmãs, e os fortaleça na esperança e na solidariedade”.

Recordamos também que, no contexto do Ano Santo 2025O Vídeo do Papa adquire uma particular importância, porque nos dá a conhecer as intenções de oração que o Santo Padre traz no coração. Para obter a graça da indulgência jubilar, é preciso rezar por estas intenções.

O Vídeo do Papa é um projeto é realizado graças a donativos, possíveis através do site.

Onde você pode ver O Vídeo do Papa?

O Vídeo do Papa

O Vídeo do Papa é uma iniciativa oficial de alcance global que visa divulgar as intenções de oração mensais do Santo Padre. É desenvolvido pela Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração). Desde 2016, O Vídeo do Papa teve mais de 255 milhões de visualizações em todas as redes sociais do Vaticano, está traduzido em mais de 23 idiomas e tem cobertura da imprensa em 114 países. Este vídeo é produzido e dirigido pela equipa de O Vídeo do Papa da Rede de Oração, coordenado por Andrea Sarubbi, com a colaboração da Vatican Media. É distribuído também com a ajuda da agência La Machi. Mais informações em: ovídeodopapa.org.

A Rede Mundial de Oração do Papa

A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia que tem a missão de mobilizar os católicos, pela oração e ação, perante os desafios da humanidade e da missão da Igreja. Esses desafios apresentam-se na forma de intenções de oração confiadas pelo Papa a toda a Igreja. A sua missão inscreve-se na dinâmica do Coração de Jesus, uma missão de compaixão pelo mundo. Foi fundada em 1844 como Apostolado da Oração. Está presente em 92 países e dela fazem parte mais de 22 milhões de católicos. Inclui uma secção juvenil, o MEJ – Movimento Eucarístico Juvenil. Em julho de 2024 o Papa aprovou os estatutos definitivos desta Obra Pontifícia (entidade jurídica canónica e vaticana). O seu diretor internacional é o P. Cristóbal Fones, sj. Para mais informações: oracaodopapa.va.

Assista O Vídeo do Papa de dezembro de 2025: