Igreja celebra a memória litúrgica de Sant’Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus

julho 26, 2024 / no comments

Igreja celebra a memória litúrgica de Sant’Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus

A Igreja celebra nesta sexta-feira, 26 de julho, a memória litúrgica de Sant’Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus. Por isso, nesse dia é comemorado o Dia dos Avós, e, essa data ganhou um maior destaque há quatro anos, quando o Papa Francisco transferiu para o último domingo do mês de julho a comemoração do Dia Mundial dos Avós e Idosos.

A intenção do Papa Francisco em transferir o Dia Mundial dos Avós e Idosos para o domingo após o dia 26 é para que essa data ganhasse um maior destaque a exemplo do Dia dos Pais e Dia das Mães.

“Se os seus avós ainda são vivos procure telefonar ou mandar uma mensagem para eles, ou ainda, fazer-lhes uma visita, almoçar com eles, enfim. Já se encontram na morada celeste eleve a Deus uma prece por eles, para que eles possam interceder por todos que aqui ficamos”, incentiva o cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.

Quarto Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Neste ano o Papa enviou a mensagem para o 4º Dia Mundial dos avós e dos idosos com o tema: “Na velhice, não me abandones! (Sl 71, 9)” impulsionando para que diante do descarte e solidão na velhice em não abandonar os idosos. Por ocasião desta data a Penitenciaria Apostólica concedeu indulgência plenária “nas consuetas condições”.

Neste domingo – o quarto Dia Mundial dos Avós e dos Idosos – seria oportuno, segundo o cardeal Orani, que os fiéis marcassem missa em sufrágio das almas dos avós, paternos e maternos, falecidos. “Precisamos reavivar o piedoso costume de aplicar missas nas intenções dos fiéis falecidos!”, disse.

Sant’Ana e São Joaquim

Segundo o cardeal Orani, Sant’Ana e São Joaquim também foram alcançados pela misericórdia, pois eram considerados estéreis e já de idade avançada, e quando já se conformaram e pensavam não ter mais filhos, o Senhor presenteou Ana com a gravidez. “A graça de Deus foi tão grande na vida desse casal que por meio de Sant’Ana nasce Maria, e por meio de Maria nosso Salvador. Podemos observar que Deus faz tudo de maneira correta e a benção que alcançou Sant’Ana também alcançou Maria”, afirmou.

“Maria é a “cheia de graça” conforme o Anjo lhe anunciou, era a “cheia de graça” porque desde a sua concepção a graça de Deus lhe alcançou. O Espírito Santo já havia trabalhado em Nossa Senhora desde a sua concepção e depois ela teve a missão de trazer ao mundo o Salvador que, quando da visita Santa Izabel, João Batista, no seu ventre, reconheceu o novo tempo que havia chegado”, explica.

Sant’ Ana e São Joaquim eram muito piedosos e tementes a Deus, por isso sempre confiaram em Deus e nunca se desesperaram ou reclamaram pelo fato de ainda não terem sido abençoados com filhos. “Mas, quem espera em Deus sempre alcança coisas maravilhosas, eles esperaram e conceberam a Mãe do Filho de Deus”, salienta o cardeal Orani.

Os dois frequentavam sempre o templo e cumpriam os preceitos da religião judaica e ensinaram a Nossa Senhora as orações comuns dos judeus, recitavam e cantavam salmos. Esses ensinamentos foram passando de geração em geração. “Nossa Senhora ensinou ao menino Jesus e depois Jesus ensinou aos seus discípulos”, disse o cardeal Orani.

Não há referência na bíblia e nem notícias sobre Sant’Ana e São Joaquim. As informações que têm sobre eles foram tiradas dos evangelhos “apócrifos”, ou seja, textos que não foram aprovados canonicamente pela Igreja. O Protoevangelho de Tiago e o Evangelho pseudoMateus trazem informações sobre Sant’Ana e São Joaquim. Sabe-se que ambos moravam em Jerusalém.

“Celebremos com alegria a memória litúrgica de Sant’ Ana e São Joaquim, sejamos gratos aos nossos avós e rezemos por eles. Que nesse dia dedicado aos avós e idosos possamos visitá-los ou ao menos fazer uma ligação para eles. Se já são falecidos lembre-se nesse dia de algum momento que teve com seus avós e reze uma Ave-Maria por eles. E ainda, ensinemos as novas gerações a respeitarem os avós e idosos e dizer a eles que a vida passa muitos rápido e tem que aproveitar todos os momentos”, exorta o cardeal.

Oração a Sant’Ana e São Joaquim:

“São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus, exemplos de perseverança na fé e na criação da mãe do Salvador, interceda a Jesus por todos os avós neste dia. Amém.”

Leia o artigo do cardeal Orani na íntegra.

Fonte: CNBB

Missa celebrará abertura do Mês Vocacional no Brasil

julho 23, 2024 / no comments

Missa celebrará abertura do Mês Vocacional no Brasil

 

 

A celebração de abertura nacional do Mês Vocacional acontecerá no dia 1º de agosto, às 19h, na Basílica São Francisco de Assis, em Brasília (DF). A missa será presidida pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers. A iniciativa será transmitida também, ao vivo, pelas redes sociais da Conferência (@cnbbnacional).

O mês vocacional, celebrado em agosto, é uma tradição na Igreja do Brasil, ocasião em que todo o povo de Deus é chamado a rezar pelas vocações e a promover todas as vocações. Em 2024, a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada da CNBB, principal articuladora do mês, convida a refletir a temática “Igreja como uma sinfonia vocacional” e o lema “Pedi, pois, ao Senhor da Messe”.

“Por isso, para ajudar nesse mês vocacional, nós temos um lema – Pedi, pois, ao Senhor da Messe -, nesse ano da oração que nos prepara também para o jubileu de 2025. Portanto, vamos e somos todos convidados a rezar pelas vocações, a promover as vocações nas nossas igrejas particulares, dioceses, paróquias e comunidades e ao mesmo tempo ajudar os vocacionados e as vocacionadas, destaca o presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Ângelo Ademir Mezzari.

Assista, abaixo, o depoimento de dom Ademir sobre o Mês Vocacional:

Subsídio

Para ajudar as comunidades a refletirem, sobretudo no tempo de oração e reflexão, foi organizado um subsídio, no qual são apresentadas reflexões e orações para os momentos da vida da comunidade, dedicadas ao Ministério Ordenado, à vida familiar matrimonial, à vida religiosa consagrada e aos ministérios leigos.

Dom Ângelo Ademir Mezzari, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, salienta que o subsídio “Hora Vocacional” oferece a oportunidade de refletir e rezar pelas vocações.

“O grande convite que nós fazemos é que nessa Igreja, que é uma sinfonia vocacional, isso é, onde todas as vocações e ministérios têm o seu lugar, desde o bispo, o sacerdote, o diácono permanente, os religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, a vida, a família, os diversos serviços e ministérios na Igreja, formem essa sinfonia e essa polifonia, onde todas as vocações podem exercer a sua missão, mas podem se expressar de acordo com a sua especificidade”.

ACESSE AQUI O SUBSÍDIO DO MÊS VOCACIONAL 

Identidade Visual

O cartaz do mês vocacional é inspirado no convite do Papa Francisco para sermos, enquanto Igreja, uma Sinfonia Vocacional, que evoca movimento e leveza, a música e a dança, inspirados pelo próprio Cristo.  Irmão Luiz Carlos Lima, autor da identidade visual, destaca os elementos da obra:

Jesus, é aquele que rege essa grande sinfonia de vocações, dons e carismas. Ele, com seu grande coração, se move a convidar, animar e acompanhar os vocacionados e as vocacionadas em seus mais diferentes chamados. Ao mesmo tempo esse movimento parte da Igreja, mas sai dela, como nos convida o Papa Francisco: para que sejamos uma “Igreja em saída”. Dessa forma, a pauta, utilizada para escrever as partituras musicais, traz em si os vocacionados e vocacionadas como notas musicais, “com todas as vocações unidas e distintas em harmonia e juntas em saída para irradiar no mundo a vida nova no Reino de Deus”. (Papa Francisco)  

A circularidade e os círculos que compõem a imagem, falam da fraternidade e da saída de modelos até então “enquadrados” por diversas leis, passando para as possibilidades de movimentos mais circulares, horizontais, sem dobras, mas inteiro e partindo de um único ponto: Jesus Cristo e o Reino.  

O coração exposto de Jesus faz menção ao recente Ano Vocacional que a Igreja no Brasil vivenciou. Este coração que arde e que faz os nossos pés se colocarem a caminho, em uma Igreja em que a cultura vocacional seja cada vez mais cultivada. 

O telhado abaixo da torre quer simbolizar a casa, lugar da família, igreja doméstica, pois “na Igreja, somos todos servos e servas, segundo diversas vocações, carismas e ministérios. A vocação ao dom de si próprio no amor, comum a todos, desenvolve-se e concretiza-se na vida dos cristãos leigos e leigas, empenhados a construir a família como uma pequena igreja doméstica”. (Papa Francisco) 

O relógio evoca a hora dedicada a Nossa Senhora (18h). Ela que é a vocacionada por excelência, também nos convida a entrar nessa sinfonia. As pessoas, apresentadas na partitura, traz representações das mais diversas expressões de vocações: laical, ministérios ordenados e vida consagrada.  

A arte convida o leitor a entrar nessa melodia, a sentir e a confirmar que sua vocação não é apenas uma nota ou um tom isolado, mas sim, parte de uma grande Sinfonia. Uma só canção, um só coração, um só corpo em Cristo (cf. I Cor 12,12). 

BAIXE AQUI O CARTAZ DO MÊS VOCACIONAL

Fonte: CNBB