Não se esquecer dos pobres

novembro 17, 2019 / no comments

É conhecido de todos o episódio acontecido durante a eleição para Papa, do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio. Ele mesmo conta que, ao se tornar certa a sua escolha, um cardeal brasileiro aproximou-se dele e disse: “não se esqueça dos pobres”. Bergoglio assumiu esse convite quase como um programa do seu pontificado. Ele mesmo tem procurado recordar os pobres não apenas à Igreja, mas ao mundo todo, pois “o grito dos pobres se torna mais forte a cada dia. E a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos que são sempre menos e sempre mais ricos” (Papa Francisco).

A escolha dos pobres é primeiramente divina. É sempre surpreendente o fato de que Deus, ao se tornar homem, tenha escolhido o estilo de vida dos pobres; e que Jesus, durante a sua vida pública, vivesse cercado de pessoas que representavam o rosto da pobreza em seu tempo. Que Deus ame os pobres, é um fato que as Sagradas Escrituras demonstram desde o início até o fim. São Paulo testemunha que a única recomendação que recebeu dos Apóstolos Pedro e João, no início de sua caminhada evangelizadora, foi a de que não se esquecesse dos pobres (Gl 2, 10). A própria “qualidade” de Deus por excelência, junto com o seu poder, é a misericórdiaque traduz a atitude concreta de Deus para com os mais necessitados, os mais pobres entre os pobres.

No domingo, 17 de novembro, celebramos o 3º Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco como fruto da experiência do Ano Extraordinário da Misericórdia, em 2016. Neste ano, como de costume, o Santo Padre enviou uma mensagem para este dia cujo tema é “a esperança dos pobres jamais se frustrará”.

Este dia oferece a lembrança necessária dos pobres em nossas Igrejas e o convite a uma ação que signifique mãos estendidas para eles. Em nossa Diocese indicamos que cada paróquia tenha iniciativas que sirvam também para motivar ainda mais o nosso compromisso com aqueles que Jesus quis identificar-se de maneira muito concreta. São tão variadas as pobrezas do nosso tempo que temos de realizar muitas iniciativas, que não se restrinjam apenas ao Dia Mundial dos Pobres, mas que nos comprometam ainda mais com a vida desses irmãos  que “se tornam invisíveis, e cuja voz já não tem força nem consistência na sociedade” (Papa Francisco).

A Sagrada Escritura vê o pobre como “aquele que ‘confia no Senhor’ (cf. Sl 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado”, assim recorda o Papa Francisco na sua mensagem. Deus “é Aquele que ‘escuta’, ‘intervém’, ‘protege’, ‘defende’, ‘resgata’, ‘salva’… Em suma, um pobre não poderá jamais encontrar Deus indiferente ou silencioso perante a sua oração.” Por isso, recorda o Papa, “a opção pelos últimos, por aqueles que a sociedade descarta e lança fora, é uma escolha prioritária que os discípulos de Cristo são chamados a abraçar”.

Assim, nós somos chamados a manter viva, diante dos nossos contemporâneos, a lembrança desse Deus que cuida dos pobres e lhes dedica toda a sua atenção. Por isso, o Papa Francisco recorda na sua mensagem que “os pobres precisam de Deus, do seu amor tornado visível por pessoas santas que vivem ao lado deles e que, na simplicidade da sua vida, exprimem e fazem emergir a força do amor cristão”.

Que cada um de nós possa somar-se às inúmeras iniciativas planejadas em nossas comunidades paroquiais, e em outros setores da vida da Igreja, para que a esperança dos pobres se renove e não se frustre.

 

Artigo de Dom Gilson Andrade da Silva, bispo de Nova Iguaçu (RJ)

Bispo Emérito de Campos lança livro ‘A Voz do Pastor’

novembro 13, 2019 / no comments

Missa e Noite de Autógrafos no lançamento do livro A Voz do Pastor

O Bispo Emérito de Campos, Dom Roberto Gomes Guimarães lança no dia 3 de dezembro as 18h30 no Colégio Eucarístico em Campos o livro A Voz do Pastor. A obra reúne os artigos publicados na imprensa campista e a programação começa com a celebração da Missa e logo após a noite de autógrafos.

A obra resgata as publicações no jornal Folha da Manhã durante os 15 anos de episcopado de Dom Roberto Gomes Guimarães. As compilações foram organizadas por Décio Guimarães e representam um legado espiritual. Padre Rogério Cabral Caetano, ordenado por Dom Roberto Guimarães destaca a importância do resgate dos textos, verdadeiras lições de vida e de espiritualidade.

– Dom Roberto Guimarães foi um grande bispo, pastor que em sua vida reflete a missão de reunir as suas ovelhas e tive a grande alegria de acompanhá-lo. Homem simples e de grandes virtudes que nos deixa como legado os artigos publicados aos domingos no Jornal Folha da Manhã de Campos. Certamente nos transmite a loção de pastor que a exemplo de Cristo deu sua vida para salvar a todos. – disse Pe. Rogério.

Pe. Rogério Cabral Caetano recorda o dia de sua ordenação no dia 26 de abril de 2003 na Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador em Campos e manifesta a gratidão a Dom Roberto Gomes Guimarães, exemplo de bispo e fala das lições que aprendeu desde o seminário e que o ajudaram na sua vocação.

Dom Roberto Gomes Guimarães foi o sexto bispo de Campos. Iniciou seu governo em 1996 e em 8 de junho  2011 teve sua renuncia aceita pelo Papa Bento XVI se tornando Bispo Emérito. Dom Roberto nasceu em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, no dia 03 de janeiro de 1936. Cursou o ensino fundamental em sua cidade natal e o ensino médio no Seminário Menor de Mariana em Minas Gerais, onde também estudou e concluiu as faculdades de Filosofia (1955-1957) e de Teologia (1958-1961).Foi ordenado presbítero no dia 08 de dezembro de 1961, Solenidade da Imaculada Conceição, em Campos. No dia 22 de novembro de 1995 foi nomeado bispo de Campos dos Goytacazes pelo Papa São João Paulo II, tendo recebido a ordenação episcopal em 07 de janeiro de 1996.