Bispo de Campos recebe homenagens na Academia Campista de Letras

dezembro 16, 2019 / no comments

 

Homenagem na Academia Campista de Letras e Missa em Ação de Graças na Catedral de Campos

 

Nesta segunda feira (16/12). O Bispo de Campos, Dom Roberto Francisco será homenageado com uma placa de prata na Academia Campista de Letras em Campos. Um momento de gratidão pela presença na entidade, e pelos 8 anos na Diocese de Campos e 30 anos de ordenação sacerdotal. Dedicação e presença nos diversos seguimentos da sociedade. – destaca o Presidente Herbson Freitas.

– Dom Roberto já faz parte da família da Academia Campista de Letras por sua presença em nossa entidade, nos enriquecendo com sua sabedoria. Nestes 8 anos tem demonstrado um cuidado em apresentar a sociedade uma igreja que caminha e esta ao lado dos pobres. Um profeta que luta por uma sociedade justa e fraterna. – disse Herbson.

Dom Roberto Francisco expressa sua alegria em estar nas diferentes representações da sociedade campista. Presença profética de uma igreja em saída e para levar a todos a Boa Nova de Cristo. Nestes anos conquistou a confiança e respeito em todos meios, desde a política, representações acadêmicas, meios de comunicação social e demais seguimentos sociais de Campos e região.

– No dia que celebro 30 anos de sacerdócio expresso minha gratidão e meu louvor a esta instituição testemunhal e luminosa no mundo da cultura. Minha caminhada como religioso iniciou-se no meio universitário, logo acompanhei  os profissionais  católicos de Porto Alegre, empresários, juristas, artistas, médicos constituindo o Vicariato da Cultura . Por isso considero uma grande honra e distinção em participar das elevadas e substanciosas sessões da Academia. É para mim um momento de raro deleite e sem duvida de muito crescimento. Muito obrigado a todos (as). Deus os abençoe e ilumine sempre. – expressa Dom Roberto.

A Presidenta eleita da Academia Campista de Letras a médica Vanda Terezinha Vasconcelos fala da alegria em receber Dom Roberto Francisco na entidade.

– Será um dia de dupla felicidade para mim, já que estarei sendo empossada na presidência da Academia Campista de Letras, que nesse ano completou 80 anos, e nesse evento o nosso queridíssimo Bispo de Campos, Dom Roberto Francisco Ferreria Paz será homenageado pelos 8 anos na Diocese de Campos e seus 30 anos de sacerdócio.Uma vida dedicada a pregar o bem e a paz entre todos. Parabéns Dom Roberto. – reflete Vanda Terezinha.

 

Sacerdócio – Dom Roberto Francisco celebra 30 anos de ordenação sacerdotal e às 19h celebra missa em ação de graças na Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador em Campos. Gratidão a Deus pela doação e sim ao chamado a ser profeta na defesa da Vida e da Dignidade Humana na luta por Justiça Social. Presença e presente para a cidade de Campos.

– Dom Roberto da um  testemunho de uma dinâmica evangelizadora que nos convida permanentemente a assumir novos desafios. Em, suas ações há um grande comprometimento com uma igreja viva sempre em Missão para levar a Palavra de Deus a todas as pessoas. É um bispo que demonstra coragem para seguir Cristo falando com desembaraço, confiança e autoridade a ponto de despertar o cristão adormecido e fazer brotar em nossos corações a necessidade de receber o amor de Deus. – pontua Normete Galdino – Coordenadora da Pascom do Santuário N S Perpétuo Socorro.

Montar presépios

dezembro 15, 2019 / no comments

 

Recordo-me, no primeiro Natal que passei em Salvador, recém-chegado como bispo auxiliar à Sé Primacial do Brasil, a prefeitura da cidade havia assumido uma ideia do arcebispo de colocar, numa das vias principais, a “Avenida Paralela”, um enorme presépio, com personagens bem expressivos. Os transeuntes logo se davam conta daquela realidade diferente e nova que se erguia em plena avenida, movimentadíssima pelo vai e vem dos veículos. Não demorou muito para que virasse atração da capital baiana, naqueles poucos dias de preparação para o Natal e depois da festa também. Lembro-me de ver várias famílias, com seus filhos pequenos, passeando por entre as imagens, como se fossem um personagem a mais.

O presépio, de alguma forma, tem a graça de introduzir as pessoas no acontecimento extraordinário do nascimento do Filho de Deus entre nós. Com muita facilidade nos sentimos bem à vontade ao reunirmos as distintas figuras que compõem o cenário do nascimento de Jesus em Belém.

Recentemente, o Papa Francisco, ofereceu-nos uma bela Carta Apostólica, com o título de “Admirável sinal” (Admirabile signum, em latim – AS), precisamente sobre este símbolo que é um dos mais tocantes desse tempo. Com ela quis o Papa “apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças” (AS, n. 1).

De fato, tenho reparado que ultimamente, embora ainda de forma tímida, o número de presépios tem crescido. Por esses dias, deparei-me com um bem expressivo num dos shoppings da cidade. A reação das pessoas é quase sempre a mesma, deter-se para contemplar a cena, introduzir-se no contexto, convidar as crianças a tomarem parte. Não acabamos de nos acostumar com a maravilha do amor de Deus que manifesta sua presença em meio à simplicidade da vida da família, à pobreza e à indiferença dos seres humanos.

O presépio nos ajuda a resgatar o verdadeiro sentido do Natal e a superar a tendência consumista que tende a reduzi-lo simplesmente à festa do trocar presentes. O Natal é a festa de Deus presente, Deus conosco, Deus feito homem na fragilidade de uma criança nascida em condições de extrema pobreza.

Na Carta acima mencionada, o Papa manifestava o seu desejo de “que esta prática nunca desapareça; mais ainda, espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir e revitalizar” (Ibidem).

Não se trata simplesmente de uma necessidade da memória, mas da tradução de uma mensagem que alcança a humanidade inteira em todas as circunstâncias tão variáveis da história. Montar o presépio “ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais”(AS, n. 3). Não importam de que são feitas as figuras. Por esses dias, numa visita ao DEGASE, deparei-me com um presépio muito expressivo, de origami, sobre uma cartolina, preso à parede. Bastou aquela singela representação para que os bons sentimentos natalinos estivessem presentes.

Que ao montar o presépio, acolhamos de Jesus o “apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e […] ainda a encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados” (Ibidem).

 

Artigo de Dom Gilson Andrade da Silva, bispo de Nova Iguaçu (RJ) e Vice-presidente do Regional Leste 1 – CNBB.