Saudação do Regional Leste 1 – CNBB a Dom Giovanni d’Aniello eleito Núncio Apostólico para a Federação Russa

junho 1, 2020 / no comments


Saudação do Regional Leste 1 – CNBB a Dom Giovanni d’Aniello eleito Núncio Apostólico para a Federação Russa

 

Rio de Janeiro, 01 de junho de 2020.

 

Exmo. e Revmo.

Dom Giovanni d’Aniello,

 

O Conselho Episcopal Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cumprimenta e agradece à Vossa Excelência, Dom Giovanni d’Aniello, pelos serviços prestados à Igreja no Brasil, como Núncio Apostólico, ao mesmo tempo em que se congratula pela sua nomeação para a mesma função na Rússia, ocorrida nesta segunda-feira, 01 de junho, feita pelo Papa Francisco.

Durante os oito anos como o responsável pelo serviço diplomático da Santa Sé no Brasil, com muito esmero, Vossa Excelência procurou ser próximo aos bispos e às diversas realidades diocesanas, sem deixar de ser presença da Igreja junto às esferas governamentais.

Pela intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e de Santo André, invocamos sobre Vossa Excelência as bênçãos para que esse seu novo serviço junto à Igreja e ao Governo da Rússia seja fecundo, feliz e abençoado.

 

Em unidade e fraternidade,

 

DOM JOSÉ FRANCISCO REZENDE DIAS

Arcebispo Metropolitano de Niterói (RJ)
Presidente do Regional Leste 1 – CNBB

DOM GILSON ANDRADE DA SILVA

Bispo de Nova Iguaçu (RJ)
Vice-presidente do Regional Leste 1 – CNBB

DOM TARCISIO NASCENTES DOS SANTOS

Bispo de Duque de Caxias (RJ)
Secretário do Regional Leste 1 – CNBB

 


 

A alma da festa

junho 1, 2020 / no comments

A alma da festa

 

É comum ouvir que certas pessoas são a alma da festa: transbordam alegria contagiante por onde passam.

Mas, também é comum ouvir que essas pessoas transbordantes fazem esforços descomunais para não dar mostras dos vários lados que a vida lhes cobra, sobretudo, o lado da dor. É que também elas têm problemas, embora, jurem que não os tenham. Apresentam sempre um rosto alegre, descontraído, descuidado, jovial. Mas isso pode esconder necessidades profundas.

Sabemos que a vida não é fácil, e há um lado dela do qual queremos escapar. Nem sempre, porém, a solução das angústias se encontra num rosto bem cuidado, que não permite revelar o quanto estejamos interiormente perturbados por ansiedades e medos avassaladores, preocupações relativas a doenças, finanças, problemas de trabalho, discussões familiares…

O melhor de ser a alma da festa é continuar sendo a alma da própria festa, mesmo estando sozinho.

Evitar qualquer forma de solidão indica o medo de que, nessa situação, os problemas reprimidos venham à tona. Se o meio de evitar a solidão for se atirar a atividades, empreendimentos, sociedades, trabalhos paroquiais, organizações de caridade… OK. Tudo isso é bom, também. Mas, só isso, cansa e esgota, a si mesmo e aos outros.

Algumas euforias lembram um potente farol aceso na estrada escura: à frente, toda luz; atrás, toda treva. Esconder ansiedades torturantes por detrás da fachada de “alma-da-festa” pode levar ao desânimo e à desistência, bem no meio de projetos que não chegaram a termo.

Há quem prefira a amplidão à profundidade.

Pode ser bom. A menos que não passe a vida toda voando feito borboleta, de flor em flor, num voo trêmulo, que nunca se decide onde irá se sentar. Sem mais nem menos, pode levantar voo, e ir atrás de outra flor.

 

Artigo de Dom José Francisco Rezende Dias, Arcebispo de Niterói e Presidente do Regional Leste 1 – CNBB