CNBB lança novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período 2026-2032

junho 17, 2026 / no comments

CNBB lança novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período 2026-2032

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, na próxima quarta-feira, 17 de junho, às 18h30, durante a reunião de seu Conselho Permanente, o lançamento oficial das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032, aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril deste ano, em Aparecida (SP). 

O Documento, de número 114 da CNBB, apresenta as orientações que irão inspirar e nortear a ação evangelizadora da Igreja no Brasil nos próximos seis anos, oferecendo referências pastorais para dioceses, paróquias, comunidades, movimentos e organismos eclesiais em todo o país. 

A cerimônia de lançamento ocorrerá no Auditório Dom Hélder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília (DF), e contará com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CNBB (@cnbbnacional) e das Edições CNBB (@cnbbedicoes). 

Acompanhe no link da transmissão abaixo:

 

Participantes do lançamento

Participam do evento o presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS); o arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin, responsável pela coordenação da redação das novas Diretrizes; o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers; e o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil Alves de Souza. 

Durante a cerimônia, os participantes apresentarão o processo de elaboração do documento, suas principais inspirações e perspectivas pastorais, além de indicarem os próximos passos para sua implementação nas diversas realidades eclesiais do país.  

As DGAE e seu processo de construção

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil constituem um importante instrumento de comunhão, planejamento e animação pastoral, contribuindo para que a missão evangelizadora da Igreja responda aos desafios do tempo presente à luz do Evangelho e da caminhada sinodal. Com validade até 2032, o documento orientará a ação pastoral da Igreja no Brasil a partir de compromissos missionários, formativos e sinodais assumidos pelo episcopado brasileiro. 

As novas Diretrizes são fruto de um amplo processo de escuta, participação e discernimento iniciado em 2022. Ao longo de quatro anos, bispos, dioceses, organismos eclesiais e agentes de pastoral contribuíram para a construção do texto, em sintonia com o caminho da sinodalidade vivido pela Igreja. O processo incluiu consultas às Igrejas particulares, estudos pastorais, debates em âmbito regional e nacional e a análise de mais de 1.500 emendas apresentadas pelos bispos durante a Assembleia Geral da CNBB. O texto aprovado propõe a imagem da “tenda do encontro” como inspiração para a missão evangelizadora, expressando uma Igreja acolhedora, missionária e aberta à participação de todos. 

Papa escreve aos sacerdotes: o Coração de Cristo é o coração dos santos

junho 12, 2026 / no comments

Papa escreve aos sacerdotes: o Coração de Cristo é o coração dos santos

 

“Queridos irmãos sacerdotes…”: mesmo na Espanha, em viagem, o Papa Leão não deixou de demonstrar seu carinho e, sobretudo, sua gratidão aos padres do mundo inteiro por ocasião da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, “do qual brota uma fonte inesgotável de paz e unidade para todo o gênero humano”. A eles, o Pontífice dirigiu as palavras que Deus disse ao povo de Israel: «Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo» (Lv 19, 2; cf. 1 Pt 1, 16).

“Este chamamento divino percorre os séculos, ressoando também hoje com força para todos os fiéis e, de forma particularmente exigente, para nós, sacerdotes. A santidade não é uma opção entre tantas outras, nem um ideal abstrato: ela interpela a própria identidade de toda pessoa que deseja participar na vida do Ressuscitado.”

Leia a mensagem do Santo Padre em português

A santidade é participação no mistério de Cristo

Quando Deus chama a ser santo, prossegue o Papa, Ele indica o caminho: deixar-se moldar segundo o seu Coração. Um chamamento que Leão XIV define “particularmente radical” e, ao mesmo tempo, paradoxal: “Somos chamados a participar na própria santidade de Deus, mas trazemos este tesouro em vasos de barro, somos limitados e imperfeitos, muitas vezes marcados por fraquezas e cansaços e, não raro, por feridas. Como pode um coração humano, tão vulnerável, responder a um chamamento tão elevado? O sacerdote vive esta tensão, mas sabe onde encontrar a paz: no peito aberto do Senhor Jesus”.

Um caminho de união

A união com o Coração de Cristo, escreve ainda o Pontífice, não é uma experiência reservada a poucos eleitos, mas um caminho sacramental, eucarístico, que se concretiza no dia a dia através da celebração diária da Eucaristia, da oração, da meditação da Palavra de Deus e do serviço humilde aos irmãos. Não existem compartimentos separados na nossa humanidade, afirma o Papa. Tudo se torna um lugar privilegiado para a revelação de Deus e do seu amor infinito, inclusive o cansaço e os fracassos.

“O mundo tem uma grande necessidade de pastores que não ofereçam apenas palavras ou programas, mas o testemunho vivo dum coração reconciliado, espalhando o bom perfume da santidade de Cristo. Uma vida sacerdotal firme e configurada com o Coração de Jesus é sinal credível de unidade, paz e misericórdia. Assim, num tempo marcado por divisões e medos, podemos ser construtores de paz, testemunhas da ternura do Bom Pastor, que sabe reunir os dispersos e cuidar dos feridos, e o nosso zelo não é agitação, mas o transbordar dum amor que «é êxtase, é saída, é dom, é encontro» (Francisco, Carta enc. Dilexit nos, 28).”

O Coração de Cristo é o coração dos santos

Deste modo, a resposta à vocação para ser santos não está tanto no esforço de ascetismo e perfeição, embora necessário, mas na adesão confiante ao amor revelado no Coração trespassado de Jesus. “O Sagrado Coração de Jesus é o ícone por excelência do amor de Deus: um amor todo-poderoso precisamente porque capaz de se fazer vulnerável, de transformar a dor em graça e o sofrimento em esperança.”

Esse Coração abençoado é, portanto, o “lugar” onde a santidade se mostra como proximidade e ternura. A santidade do sacerdote pode, assim, manifestar-se na proximidade humilde e corajosa, no ser de todos e para todos, mantendo aberta a porta do redil para que muitos possam entrar e encontrar pastagem e descanso.

Por isso, acrescenta o Papa, pede-se uma relação com Deus que não afaste os sacerdotes dos homens, mas os torne próximos de todos. “Uma santidade não se vive a sós”, escreve. A exortação é para que os sacerdotes zelem pela fraternidade presbiteral, ajudando-se uns aos outros. “O sacerdote que se isola, apaga-se lentamente; o sacerdote que caminha com os irmãos cresce.”

Eis então o convite final do Santo Padre:

“Caríssimos sacerdotes, renovai todos os dias o vosso “eis-me aqui” perante o Coração trespassado de Cristo. Entregai-vos totalmente a Ele, para que possais amar o seu povo com o mesmo amor com que Ele o ama. E lembrai-vos com alegria, como gostava de repetir o Santo Cura d’Ars, que «o sacerdócio é o amor do Coração de Jesus». Este amor é penhor e garantia de que nada de nós se perderá, se tudo for entregue e oferecido. Confio todos e cada um à Virgem Maria, Mãe dos Sacerdotes. Ela, que guardou no seu coração o mistério do Filho, nos ensine a conservar e a deixar pulsar em nós o Coração de Cristo, Salvador do mundo.”

Fonte: Vatican News