Presidência do Regional saúda Dom Joel Portella Amado, nomeado bispo diocesano de Petrópolis (RJ)

janeiro 31, 2024 / no comments

Presidência do Regional saúda Dom Joel Portella Amado, nomeado bispo diocesano de Petrópolis (RJ)

 

O Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem a felicidade de celebrar a nomeação de Dom Joel Portella Amado como bispo diocesano de Petrópolis, anunciada pelo Papa Francisco na manhã desta quarta-feira, 31 de janeiro de 2024, memória de São João Bosco. Dom Joel é atualmente bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A posse de Dom Joel Portella na Diocese de Petrópolis acontecerá no dia 09 de março de 2024, sábado, às 8h30 na Catedral São Pedro de Alcântara.

A presidência do Regional Leste 1 – CNBB manifesta sua alegria pela nomeação de Dom Joel e envia a sua saudação.

 

 



Saudação da Presidência do Regional Leste 1 – CNBB a Dom Joel Portella Amado, pela nomeação como bispo diocesano de Petrópolis (RJ)

 

Prezado irmão, Dom Joel Portella Amado,

 

O Conselho Episcopal do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de sua presidência, expressa alegria com a sua nomeação, pelo Papa Francisco, como 6º bispo diocesano de Petrópolis (RJ), anunciada na manhã desta quarta-feira, 31 de janeiro de 2024.

Homem de rara inteligência e capacidade de liderança, suas qualidades foram reconhecidas pela Igreja no Brasil quando o episcopado brasileiro o elegeu como Secretário-Geral da CNBB e posteriormente como Presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da entidade.

O período dedicado à nossa conferência episcopal reforçou em nós a sua importância para a ação evangelizadora em nosso país, sendo um exemplo de pastor dedicado nos longos anos vividos na metrópole carioca, além de sua sabedoria evidenciada no empenho acadêmico, especialmente no magistério teológico na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Esses atributos nos asseguram que o reverendíssimo irmão desempenhará com amor e zelo a missão confiada pelo Santo Padre, a quem saudamos carinhosamente.

Cumprimentamos também o Em.mo. Sr. Cardeal Orani João Tempesta, que, por meio da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, oferece à Igreja no Brasil e ao nosso Regional Leste 1 mais um de seus dedicados colaboradores e aproveitamos para adiantar os cumprimentos pela comemoração dos seus 55 anos de vida consagrada que celebraremos no próximo dia 02 de fevereiro.

Estendemos nossas saudações ao querido Monsenhor José Maria Pereira, que assumiu com amor e responsabilidade a administração pastoral desde a vacância da Diocese de Petrópolis. Saudamos todo o clero e o povo santo de Deus desta amada Igreja Particular.

Rogamos a intercessão materna de Nossa Senhora do Amor Divino, padroeira diocesana e a São Pedro de Alcântara, patrono da cidade imperial, para que o ministério de Dom Joel seja fecundo e fonte das alegrias celestes para o rebanho que lhe foi confiado. Neste dia em que celebramos a memória de São João Bosco, que aprendamos com ele a recorrer sempre mais à Mãe do Divino Amor, pois “Quem confia em Maria Santíssima jamais se sentirá desiludido.”

 

Em unidade e fraternidade,

 

 

DOM GILSON ANDRADE DA SILVA

Bispo de Nova Iguaçu (RJ)
Presidente do Regional Leste 1 – CNBB

DOM LUIZ HENRIQUE DA SILVA BRITO

Bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ)
Vice-presidente do Regional Leste 1 – CNBB

DOM ANTÔNIO LUIZ CATELAN FERREIRA

Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário do Regional Leste 1 – CNBB

 


 

Um pároco planetário: Francisco reflete sobre a necessidade de unidade em entrevista ao La Stampa

janeiro 30, 2024 / no comments

Um pároco planetário: Francisco reflete sobre a necessidade de unidade em entrevista ao La Stampa

Entrevista de Francisco ao jornal italiano La Stampa: “é urgente um cessar-fogo global, estamos à beira do abismo”. Sobre a declaração Fiducia supplicans: “Confio que todos se tranquilizem, visa incluir, não dividir”. “Sinto-me um pároco. De uma paróquia planetária”

“Havia o acordo de Oslo, muito claro, com a solução de dois Estados. Enquanto esse acordo não for aplicado, a verdadeira paz permanece distante.” Esta é a consideração sobre o que está acontecendo na Terra Santa, depois dos ataques do Hamas e da guerra que destrói as cidades da Faixa de Gaza, que o Papa Francisco confia a Domenico Agasso, vaticanista do jornal La Stampa, na entrevista hoje nas bancas. Francisco, falando dos numerosos conflitos em curso, convida a rezar pela paz, indica o diálogo como único caminho e pede para “parar imediatamente as bombas e os mísseis, pôr fim às atitudes hostis. Em todos os lugares”, um “cessar-fogo global” porque “estamos à beira do abismo”.

Esperanças para a Terra Santa e a Ucrânia

O Papa explica a sua contrariedade em definir uma guerra como “justa”, preferindo dizer que é legítimo defender-se, mas evitando “justificar as guerras, que são sempre erradas”. Afirma temer uma escalada militar mas que cultiva alguma esperança “porque estão sendo realizadas reuniões reservadas para tentar chegar a um acordo. Uma trégua já seria um bom resultado.” Francisco define o cardeal Pizzaballa como “uma figura crucial”, que “se movimenta bem” e procura fazer uma mediação, recorda de diariamente fazer uma videochamada para a paróquia de Gaza e afirma também que “a libertação dos reféns israelenses” é uma prioridade. No que diz respeito à Ucrânia, na entrevista o Sucessor de Pedro recorda a missão ao cardeal Zuppi: “A Santa Sé está tentando mediar a troca de prisioneiros e o retorno dos civis ucranianos. Em particular, estamos trabalhando com a Sra. Maria Lvova-Belova, a comissária russa para os direitos da infância, para o repatriamento de crianças ucranianas levadas à força para a Rússia. Alguma já voltou para sua família”.

Fiducia supplicans deseja incluir

Na entrevista, Francisco recorda que “Cristo chama todos para dentro” e referindo-se à declaração que permite bênçãos para casais irregulares e do mesmo sexo, explica: “O Evangelho é para santificar a todos. Claro, desde que exista boa vontade. E é necessário dar instruções precisas sobre a vida cristã (sublinho que não se abençoa a união, mas as pessoas). Mas pecadores somos todos: por que então fazer uma lista de pecadores que podem entrar na Igreja e uma lista de pecadores que não podem estar na Igreja? Este não é o Evangelho.”

No que diz respeito às críticas ao documento, o Papa observa que ” aqueles que protestam veementemente pertencem a pequenos grupos ideológicos”, enquanto define o dos africanos como “um caso à parte”, dado que “para eles, a homossexualidade é algo ‘ruim’ do ponto de vista cultural, não a toleram”. Mas no geral, “confio que gradualmente todos se tranquilizem em relação ao espírito da declaração” que “visa incluir, não dividir. Convida a acolher e depois confiar as pessoas e confiar-nos a Deus”. Francisco admite que às vezes se sente sozinho, “mas de qualquer forma sigo em frente, dia após dia” e diz não temer cismas: “Na Igreja sempre houve pequenos grupos que manifestavam reflexões de nuances cismáticas… devemos deixá-los fazer e passar… e olhe em frente”.

Inteligência artificial, oportunidades e perigos

O Papa aborda então o tema de sua recente mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, dedicado à inteligência artificial, que ele define como “um belo passo à frente que pode resolver muitos problemas, mas que potencialmente, se administrado sem ética, também pode provocar muitos danos ao homem”. O objetivo é que ela “esteja sempre em harmonia com a dignidade da pessoa”, caso contrário “será um suicídio”.

Próximas viagens

Francisco diz que se sente bem, apesar de algumas dores, e não está pensando neste momento em renunciar. Ele recorda as próximas viagens à Bélgica, Timor Leste, Papua Nova Guiné e Indonésia em agosto. Define “entre parênteses” a hipótese de uma viagem à Argentina, dizendo que não se sentiu ofendido com as palavras de Milei durante a campanha eleitoral e confirma que se encontrará com o novo presidente nos próximos dias, logo após a canonização da santa argentina “Mama Antula”, prevista para 11 de fevereiro. Pronto para dialogar com ele.

A Igreja que virá e o Conclave de 11 anos atrás

Depois de recordar o Dia Mundial das Crianças, que “elas são mestras de vida” e devem ser escutadas, o Papa reitera seu sonho de uma “Igreja em saída” e lembra o que aconteceu depois de suas palavras durante as congregações gerais que precederam o Conclave de 2013: “depois de meu discurso houve aplausos, inéditos em tal contexto. Mas eu absolutamente não havia intuído o que muitos me revelariam mais tarde: aquele discurso foi minha ‘condenação’ (sorri, nda). Quando eu estava saindo da “Sala do Sínodo”, um cardeal que falava inglês me viu e exclamou: “Muito bom o que você disse! Belo. Belo. Precisamos de um Papa como o senhor!” Mas eu não havia percebido a campanha que estava se formando para me eleger. Até o almoço de 13 de março, aqui na Casa Santa Marta, poucas horas antes da votação decisiva. Enquanto comíamos, fizeram-me duas ou três perguntas “suspeitas”… Então, na minha cabeça, comecei a dizer a mim mesmo: “Algo estranho está acontecendo aqui…”. Mas ainda consegui tirar uma soneca. E quando me elegeram, tive uma surpreendente sensação de paz dentro de mim”. Enfim, Francisco confidenciou à “La Stampa” que se sente como “um pároco. De uma paróquia muito grande, planetária, é claro, mas gosto de manter o espírito de um pároco. E estar entre as pessoas. Onde eu sempre encontro Deus”.

Fonte: Vatican News