Assembleia dos Diáconos Permanentes do Leste 1 promove formação e reflexão sobre a vocação diaconal
Encontro reuniu diáconos permanentes e esposas na Diocese de Duque de Caxias e destacou a importância da comunhão, do testemunho e da missão
A Comissão Regional dos Diáconos Permanentes (CRD) do Regional Leste 1 da CNBB realizou a Assembleia Regional dos Diáconos Permanentes e Esposas – 2026, na Diocese de Duque de Caxias. O encontro reuniu diáconos, esposas e representantes da Igreja no Regional para um dia de formação, oração, partilha e convivência fraterna.
A programação teve início com a acolhida e o café. Ao longo do dia, os participantes participaram da Hora Média, momentos de formação, celebração do Ângelus, prestação de contas, avisos e, ao final, da Santa Missa.
Estiveram presentes o bispo da Diocese de Duque de Caxias, Dom Tarcísio Nascentes, o vice-presidente do Regional Leste 1 e assessor da CRD, Dom Luiz Henrique da Silva Brito, e o presidente da CRD Leste 1, Diácono Anselmo Andrade, da Diocese de Nova Iguaçu.
Vocação diaconal em destaque
Um dos principais momentos da Assembleia foi a formação conduzida pelo Padre Alexandre Mothé, assessor nacional do Serviço de Animação Vocacional. A reflexão teve como referência o 5º Congresso Vocacional Nacional, realizado com o tema “Comunidades vocacionais: encontro, testemunho e missão”, e voltou-se de modo particular para a vocação ao diaconato permanente.
Durante a formação, foram apresentados também alguns riscos que podem enfraquecer o testemunho cristão e a vivência da vocação. A reflexão destacou quatro deles: clericalização, funcionalismo, ativismo e isolamento.
A clericalização foi apresentada como o risco de tratar o diaconato como uma espécie de “degrau” que concede prestígio. Já o funcionalismo aparece quando a identidade do diácono é reduzida à realização de tarefas e funções. O ativismo pode levar a uma dedicação excessiva ao serviço pastoral, deixando em segundo plano a própria vocação e a vida familiar. O isolamento, por sua vez, ocorre quando o diácono age sem comunhão com a Igreja e seus diversos sujeitos pastorais.
A reflexão ressaltou que esses quatro aspectos também podem se tornar riscos antievangelizadores, quando afastam o ministério de sua finalidade de serviço, testemunho e comunhão.
A vocação vivida também em família
A Assembleia contou ainda com um momento específico de formação para as esposas, conduzido por Carmelita, reconhecendo a importância da família na vivência da vocação diaconal.

A presença das esposas reforçou uma característica própria do diaconato permanente: a vocação do diácono é vivida também no cotidiano familiar, profissional e comunitário. Por isso, o acompanhamento e a participação da esposa fazem parte do caminho de discernimento e de serviço assumido pelo casal.
Ao longo da Assembleia, os participantes também puderam visitar a exposição “Santos Diáconos”, organizada pelo Diácono Luciano Rocha, que apresentou testemunhos de homens que viveram o ministério diaconal ao longo da história da Igreja.
“Vamos caminhar juntos, firmes na fé”
Ao final do encontro, Dom Luiz Henrique agradeceu à Diocese de Duque de Caxias pela acolhida e destacou o espírito de comunhão vivido durante a Assembleia.
“Foi um dia muito especial de comunhão, de unidade, de participação. E quero saudar também aqueles diáconos que, de uma forma ou de outra, estavam unidos a nós na oração e, por algumas circunstâncias, não puderam estar aqui conosco.”
O bispo também recordou a importância de manter a unidade entre os diáconos do Regional.
“Nossa gratidão pela comunhão, pela unidade de vocês. Vamos caminhar juntos, firmes na fé. Que Deus abençoe a todos. Brava!”
A Assembleia foi concluída com a celebração da Santa Missa, encerrando um dia dedicado à formação e à espiritualidade dos diáconos permanentes e de suas famílias.
O encontro reafirmou a importância de uma vivência do diaconato marcada pelo serviço, pela comunhão com a Igreja, pelo testemunho e pela missão, tendo a família e a comunidade como espaços fundamentais para o exercício da vocação.
