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Cinco novos Santos foram canonizados no domingo, na Basílica de São Pedro, pelo Papa Bento XVI. Entre os novos Santos está o Padre Damião de Veuster, conhecido como Apóstolo dos leprosos. Ele foi fundador da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, por isso, no Rio, a Paróquia dos Sagrados Corações, na Tijuca, comemorou com várias Missas a canonização de seu Padroeiro.
O Santo Padre lembrou que ele não teve receio e nem repugnância, e que escolheu viver na Ilha de Molokai para servir aos leprosos que se encontravam abandonados, e com isso acabou se expondo à doença. “O servidor da Palavra tornou-se assim um servo sofredor, leproso com os leprosos, durante os últimos quatro anos da sua vida.”
A religiosa francesa Maria da Cruz Jugan, fundadora da Congregação das Irmãzinhas dos Pobres, também canonizada no domingo, foi destacada por Bento XVI por sua admirável obra ao serviço das pessoas idosas mais desfavorecidas, dando origem à Congregação das Irmãzinhas dos Pobres. “Maria da Cruz Jugan sentiu a preocupação pela dignidade dos seus irmãos e irmãs em humanidade que a idade torna vulneráveis, reconhecendo neles a própria pessoa de Jesus”. Este olhar de compaixão com as pessoas idosas, continuou o Papa, brotando da sua profunda comunhão com Deus, fez a religiosa levar através de seu serviço feliz e desinteressado, exercido com doçura e humildade de coração, se sentir pobre entre os pobres.
Os outros novos Santos são: o espanhol Francisco Coll y Guitart, Sacerdote dominicano, fundador da Congregação das Dominicanas da Anunciação da Bem-aventurada Virgem Maria; o polaco Zygmunt Szczesny Felinski, Arcebispo, fundador da Congregação das Religiosas Franciscanas da Família de Maria; e o espanhol Rafael Arnáiz Baron, Monge da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (Trapista).
Ao evocar o serviço do polaco Zygmunt Szczesny Felinski, o Pontífice disse que ele foi grande testemunha da fé e da caridade pastoral em tempos muito difíceis para a nação e para a Igreja na Polônia. “Por ordem do czar russo, passou 20 anos exilado, e nunca mais pôde regressar à sua Diocese.
Logo depois, foi a vez de São Francisco Coll, Padre da Catalunha. De acordo com o Papa, sua paixão era a pregação, em grande parte de maneira itinerante e seguindo a forma de missões populares. O Santo viveu para ajudar as pessoas a um profundo encontro com Deus.
E por fim, Bento XVI destacou as virtudes do monge da Ordem Cisterciense de Estrita Observância, Rafael Arnáiz Baron. “Ele continua a oferecer com o seu exemplo e as suas obras um percurso atraente, especialmente para os jovens que não se conformam com pouco, aspirando à plena verdade, a mais indizível alegria, que se alcançam pelo amor de Deus”.
Encerrando sua homilia, o Papa Bento XVI pediu que os novos sejam sempre intercessores de cada um de nós junto a Deus Pai.
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