Aconteceu ontem, dia 23, ás 9:00 horas, Missa em memória dos oito menores (Paulo Roberto de Oliveira, 11 anos, Anderson de Oliveira Pereira, 13 anos, Marcelo Cândido de Jesus, 14 anos, Valdevino Miguel de Almeida, 14 anos,"Gambazinho", 17 anos, Leandro Santos da Conceição, 17 anos, Paulo José da Silva, 18 anos, Marcos Antônio Alves da Silva, 19 anos) assassinados na frente da Igreja da Candelária há 15 anos, o ato criminoso é conhecido até hoje como a “ Chacina da Candelária ”. A Missa foi organizada pela Pastoral no Menor do Regional Leste 1 da CNBB, e a celebração foi presidida por Dom Roberto, Abade do Mosteiro de São Bento, que na ocasião falou sobre a comemoração dos 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo Dom Roberto mesmo após ter o ECA completado 18 anos de vigência, continua a ser desconhecido, ou quando não, ignorado pelas autoridades publicas, se percebendo quando se vê na sociedade, a exploração do trabalho infantil, a não disponibilidade por parte do Poder Público de uma educação de qualidade, e ainda, a própria violência provocada por aqueles que tinham o dever de proteger, se referindo ao assassinato dos três menores no morro da providência, e a própria chacina da Candelária.
A Celebração contou com a presença de autoridades publicas, tais como o Desembargador Siro Darlan, o Deputado Estadual Alessandro Molon e o Deputado Federal Chico Alencar. Estiveram presentes também as mães dos três menores assassinados no Morro da Providência, que oportunamente em nome da Igreja Dom Roberto dirigiu o seu pedido de perdão pela violência provocada pelo ainda desrespeito ao direito a vida, antes da benção final Dom Abade convidou a frente representantes de grupos religiosos, e juntos de forma ecumênica abençoaram a todos os presentes.
Por fim, Maria de Fátima, Vice- Coordenadora da Pastoral do Menor do Regional Leste1, durante a leitura da vivência, lembrou que é inconstitucional a redução da maioridade penal, revelando ser tal sistema ineficaz para a problemática dos adolescecentes em conflito com a lei, sendo necessário a valorização da cultura da vida, que se desdobra em investimentos na área da Educação, para que sejam formados valores nos Adultos de Amanhã.