Dom Gilson é apresentado na Diocese de Nova Iguaçu como bispo coadjutor

40568582_1780924068643298_5427979647209963520_oQuis a Divina Providência que no Centenário de Dom Adriano Hipólito, o emblemático Bispo da Diocese de Nova Iguaçu, falecido em 1996, que a diocese da Baixada Fluminense recebesse o seu futuro bispo diocesano que assim como Dom Adriano era bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia.

Dom Gilson Andrade da Silva chega como bispo coadjutor e terá a missão de auxiliar Dom Luciano Bergamin até que complete 75 anos e o Santo Padre aceite a sua renúncia. A diferença entre bispo auxiliar e bispo coadjutor está justamente nisso, ambos auxiliam o bispo diocesano, mas o bispo coadjutor tem direito a sucessão automática no governo pastoral da diocese para o qual é o nomeado.

Com bispos de diversas dioceses do Estado do Rio de Janeiro e da Bahia, entre eles o Cardeal Orani Tempesta, presidente do Regional Leste 1 – CNBB e Dom Murilo Krieger, Primaz do Brasil e vice-presidente da CNBB, a Catedral de Santo Antônio de Jacutinga no centro de Nova Iguaçu (RJ) ficou pequena para tanta gente que queria colher o novo pastor. Entre as diversas autoridades que prestigiavam a solenidade, uma presença emocionou a todos, a Sra. Wanda Carames, catequista de Dom Gilson.

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Presidindo a celebração eucarística, Dom Luciano em sua homilia dirigiu palavras de gratidão aquele que o sucederá. “Obrigado, pelo seu sim. Longe de mim dizer-lhe ‘o quê’ e ‘como’ fazer, pois você já está muito bem preparado para esta missão. Eu lhe asseguro que é muito bem-vindo; nossa diocese o acolhe de braços e coração abertos. Peço a Deus, que tenhamos um relacionamento fraterno e amável, entre nós, com os padres, com os diáconos, os consagrados e consagradas e todos os fiéis, no diálogo ecumênico e inter-religioso; conservando-nos, sempre, em comunhão com o nosso Papa Francisco, com a nossa Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e com nosso Regional Leste 1˜, disse.

Já Dom Gilson, falando pela primeira vez aos seus diocesanos, mostrou conhecer a característica da sua nova Igreja Particular, ele que é “carioca da gema”- nascido no bairro do Méier na capital fluminense – e foi membro do clero da Diocese de Petrópolis, na região serrana do Estado Rio de Janeiro, “esta diocese tem, também, a missão de acolher e enfrentar os desafios da Igreja. Só na fidelidade a Jesus Cristo e ao Seu Evangelho, que é a missão própria da Igreja, é possível promover a cultura da reconciliação, aproximar as pessoas, desafiando e superando a cultura da indiferença”,  e continuou “pelo anúncio jubiloso de Cristo. E não apascentar a si mesmo, mas esconder-se, diminuir-se, para alimentar o rebanho. E o seu protagonismo deve ser o da unidade, ajudando os detentores dos vários carismas a cooperarem na vinha do Senhor”. E finalizou, dizendo que a “minha única pretensão é ser sinal da presença do Bom Pastor, dando minha vida, segundo o meu lema: in Verbo Tuo (Por causa de Tua Palavra)”.

Fotos: Diocese de Nova Iguaçu