Desafios da Saúde Pública no Brasil em debate na Diocese de Campos

Debate sobre saúde pública no Brasil é tema de encontro promovido pela Diocese de Campos.

Pe. Christian - foto de divulgação Adh 2012

Palestra e noite de autógrafos na programação na segunda feira em Itaperuna

A Pastoral da Comunicação da Diocese de Campos em parceria com a Pastoral da Saúde está promovendo no dia 25, na Paróquia Nossa Senhora das Graças (Rua Casemiro de Abreu, 117 – AB. Ministro Sá Tinoco – Aeroporto Fone (22)3824-8998) em Itaperuna a conferencia Tratamento Humanizado e Desafios da Saúde Publica no Brasil. O conferencista será o Pe. Christian de Paul de Barchifontaine é Assessor Internacional dos Camilianos na Área da Saúde e Relações Públicas das Organizações Camilianas.

Para o Coordenador da Pastoral da Comunicação, Pe. Maxiliano Barreto o projeto visa oferecer formação para agentes das pastorais sociais e dar visibilidade ao trabalho realizado pela comunicação em sintonia e dialogo com a sociedade.

– A Pastoral da Comunicação tem como objetivo promover esse dialogo com a sociedade e favorecer a formação de cidadãos comprometidos com a busca de uma nova sociedade. E sobre a questão do tratamento humanizado e os desafios da saúde publica destaca a situação do Brasil com tantas desigualdades sociais que refletem diretamente na saúde. E saúde é o completo bem-estar físico, psíquico, social e espiritual e não somente a ausência de doenças ou enfermidades (Organização Mundial da Saúde – OMS, 1948). – informa Pe. Maxiliano.

A definição adotada pela OMS, tem sido alvo de inúmeras críticas. Definir a saúde como um estado de completo bem-estar, faz que esta seja algo ideal, inatingível, que não pode ser usado como meta pelos serviços. Se fosse levada ao pé da letra, poderia culminar na medicalização da existência humana, assim como em abusos por parte do Estado a título de “promoção de saúde”.

– O direito à saúde é um dos direitos fundamentais do ser humanos, sancionado por todas as Constituições dos países mais desenvolvidos e em todas as Cartas de Declaração dos Direitos Humanos. A saúde é um bem primário, porquanto corresponde à uma exigência fundamental da pessoa e constitui o pressuposto para a obtenção de outros bens. As diversas legislações de países avançados socialmente, definem o conteúdo desse direito sublinhando a responsabilidade das instituições públicas no que diz respeito à promoção, prevenção, ao cuidado às necessidades de saúde. O SUS é um sistema de saúde fundado na justiça e solidariedade, uma ótima concepção filosófica.  Infelizmente, resta muito ainda para fazê-lo funcionar a contento e após trinta anos de sua criação, urge resgatá-lo da teoria e torná-lo funcional e operacional na prática, pois as vidas de mais de180 milhões de brasileiros dependem exclusivamente dele! – informa Pe Christian.

A conferencia vai ressaltar a questão do tratamento humanizado no serviço de saúde e chama a atenção para uma verdadeira “crise de cuidados” cujos sintomas mais evidentes se manifestam na absolutização ingênua do tecnicismo sem coração, no descuido, descaso, indiferença e abandono da vida dos mais vulneráveis que clamam aos céus!  Para citar apenas alguns exemplos: crianças famintas perambulando nos cruzamentos das cidades, aumento do número dos excluídos das benesses do progresso, descaso para com os idosos, utilitarismo depredatório em relação ao meio ambiente e instituições de saúde tecnicamente impecáveis, mas frias, sem calor e alma humana!

– Considerar a pessoa não simplesmente como um corpo, não reduzindo-a à biologia, pura e simplesmente é um grande desafio. Uma visão holística, multi, inter e transdiciplinar, é imperiosa. O ser humano é um todo uno, um nó de relações. Ser gente é possuir corpo, é ter um psiquismo e coração, é conviver com os outros, cultivar uma esperança e crescer na perspectiva de fé em valores humanos. – salienta.

Noite de Autógrafos – Ao final da conferencia Pe. Christian vai autografar seu ultimo livro Bioética, Frankenstein e a aposta em um futuro sustentável, que está sendo lançado por Edições Loyola. Bioética, Frankenstein e a aposta em um futuro sustentável: desafios, temores e esperanças se apresenta como uma reflexão bioética provocadora em busca de sinergia com todos os homens e mulheres de boa vontade, em vista da construção de outro mundo possível. Os mais pessimistas se perguntam se haverá um futuro, enquanto os mais otimistas vão apostar e jogar todas as suas energias em fazer acontecer a saúde planetária e a possibilidade de um futuro sustentável. Entre promessas, inquietações e esperanças, os autores apontam para a responsabilidade ética de se construir um futuro sustentável para todos.

Informações

Assessoria da Diocese de Campos