Bispo preside Domingo de Ramos e abre oficialmente Semana Santa na Diocese de Nova Friburgo

“Hosana Hey. Hosana Há. Hosana Hey. Hosana Hey. Hosana Há”. Esse cântico foi entoado por milhares de fiéis católicos no Domingo de Ramos (25/03), Solenidade que abre oficialmente a vivência da Semana das Semanas: a Celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Na Catedral São João Batista, em Nova Friburgo, os paroquianos e visitantes participaram da cerimônia presidida pelo Bispo, Dom Edney Gouvêa Mattoso.

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O coreto da Praça Getúlio Vargas recebeu a primeira parte da Santa Missa, local em que o Bispo abençoou os ramos e realizou o rito inicial. Após a Proclamação do Evangelho segundo São João, Dom Edney dirigiu breves palavras ao Povo de Deus presente, recordando que a Semana Santa deveria ser vivenciada com piedade.

– Estamos iniciando aquela que é a grande semana da nossa fé. O que nos reúne, o que nos faz celebrar, voltar o nosso olhar, o nosso coração e a nossa mente para Jesus na Sua Paixão, Morte e Ressureição, que se atualiza em cada tempo em inúmeras situações e circunstâncias, o que nos faz estar aqui é a nossa fé – e complementou referindo-se a procissão até a Catedral – Por isso, vamos fazer essa caminhada até a Catedral em estado bastante meditativo, procurando refletir a nossa própria caminhada no mundo. Vamos fazer não só a procissão, mas esta Semana neste clima reflexivo, meditativo.

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Logo após, uma grande procissão se formou em direção a Igreja Mãe da Diocese, momento em que os fiéis, com seus ramos nas mãos, louvaram ao Senhor. Já no templo, aconteceu a continuação do rito deste dia. Depois da narração da Paixão do Senhor segundo São Marcos, Dom Edney fez sua homilia. Recordando a primeira leitura, disse.

– Costumo dizer que amamos a verdade, mas não gostamos dos verdadeiros. Pois, aquele que diz a verdade muitas vezes me lembra o que eu deveria fazer ou ser, e não faço e não sou. O lamento de Isaias na primeira leitura, nós o encontramos de uma forma muito dolorida em Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o justo, o verdadeiro, Aquele que passou pelo mundo fazendo o bem, e, no entanto, desde o início de sua vida pública não faltaram aqueles que ficavam a espreita para ver o momento adequado para entrega-Lo. E por quê? Porque Jesus mexia em algumas pilastras que eram constitutivas de todo um modo de viver, de conceber a sociedade.

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O Epíscopo recordou em sua pregação diversos pontos da narrativa da Paixão e seus personagens. Frisando o momento em que uma mulher com um vaso de alabastro cheio de perfume de nardo quebrou o vaso e derramou o perfume na cabeça de Jesus e a reação dos que estavam à volta, o Bispo disse.

– O sentido espiritual que Cristo dá a essa ação da mulher: “ela ungiu o meu corpo para a sepultura”, ali Ele já tinha bem claro que a Sua opção, que a Sua Vida, O levaria fatalmente a um desfecho trágico, porém, assumido com amor. Isso não isenta Nosso Senhor dos temores interiores que certamente sentiu em Sua humanidade. Por muitas ocasiões vemos o Coração do Senhor estremecer de pavor diante de tudo o que Ele já antevia que fosse acontecer. Mas, tenho certeza que entre esses temores o que mais causou horror a Jesus foi que do meio deles, de um dos doze, sairia o golpe mortal. Isso foi o que mais O fez sofrer, tenho certeza – disse o Epíscopo.

As Fakes News, tema da Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano, também foram abordadas na homilia. “Fake News não é nem uma verdade, nem uma mentira, é uma meia verdade”. E complementou. “Uma vez um Bispo me disse uma coisa muito certa: pior que do que uma mentira é uma meia verdade. A meia verdade confunde, divide. A mentira é fácil, você desmascara. E, a verdade, é inconfundível. Agora, a meia verdade, esta sim causa muito estrago!”.

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“Antes de emitir um comentário, vamos procurar ter a certeza dos fatos”, exortou o Sucessor dos Apóstolos. “É muito triste a história do Fake News, que está gerando uma verdadeira onda de violência no mundo. Notícias equivocadas, notícias deslavadamente falsas, e as pessoas vão postando e multiplicando. Como pode isso, uma ferramenta maravilhosa da genialidade do ser humano ser usada para provocar guerras, divisões, separações e até mortes”.

Antes de concluir, fez um pedido.

– Que esta Semana Santa, meus irmãos, nos leve a uma reflexão muito séria, muito profunda, sobre, principalmente, a utilização que fazemos desses veículos de comunicação. O Papa Francisco vem dizendo repetidas vezes que a pedra mais violenta que se pode atirar contra alguém é a língua, que não pensa duas vezes quando se trata de condenar. Por isso, convido a todos há vivermos essa Semana Santa com esse espírito de cuidar para não jogar fora, não arrancar, ao mesmo tempo o joio e o trigo.

Ao final da cerimônia, o Vigário Geral da Diocese e Pároco da Catedral, Pe. Marcus Vinicius Macedo, desejou uma Feliz e Santa Páscoa ao Bispo e a comunidade paroquial. Concelebraram a Eucaristia, o Pe. Marcus Vinicius; o Reitor do Seminário Diocesano, Pe. José Ruy Corrêa Junior; e, o Vigário Paroquial da Catedral, Pe. Cláudio Menezes. Estiveram presentes o Mestre de Cerimônias da Diocese, Pe. Lourenço Ferronato, EP; e os Diáconos Transitórios Aurecir Junior, Luiz Antônio Fernandes e Pablo Guimarães.

Texto e fotos: Monara Teixeira

Do site da Diocese de Nova Friburgo