Dom Edney celebra 30 anos de sacerdócio em Santa Missa

A Igreja Particular de Nova Friburgo esteve unida no dia 27 de agosto para a celebração dos 30 anos de sacerdócio de seu Bispo, Dom Edney Gouvêa Mattoso. Seja na Catedral Diocesana São João Batista, em Nova Friburgo, ou nas Paróquias deste território, o aniversário do Epíscopo foi recordado. Na Igreja Mãe, estiveram reunidos Bispos, Monsenhores, Sacerdotes, Seminaristas, Religiosos e Religiosas, autoridades civis e militares, e representantes de pastorais e movimentos.

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Visivelmente emocionado, logo no início da cerimônia o Prelado agradeceu a presença de todos.

– Meus queridos irmãos e irmãs, nos reunimos nesta manhã de domingo para a ação de graças por tantos benefícios que Deus nos concedeu e nos concede. Entre eles, agradeço pelos 30 anos de ministério sacerdotal. Fui ordenado em um Ano Mariano, 1987, e ao completar 30 anos, celebramos outro Ano Mariano. Também por isso, agradeço essa delicadeza da bondade de Deus em estar unindo o meu ministério de forma tão intima com a Virgem Santíssima.

Concelebrantes

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Entre os concelebrantes estavam: o Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney, Dom Fernando Rifan; o Secretário Emérito do Pontifício Conselho para a Família e pregador da Santa Missa, Dom Karl Josef Romer; o Bispo Emérito de Barra do Piraí – Volta Redonda, Dom Frei João Maria Messi; o Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Niterói, Dom Luiz Ricci; o Pároco de Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, ordenado sacerdote com Dom Edney, Monsenhor Aroldo da Silva Ribeiro; da Prelazia da Santa Cruz e Opus Dei, Monsenhor Pedro Barreto; o Vigário Geral da Opus Dei, Monsenhor Fabio Henrique Carvalheiro, o Vigário Geral da Diocese de Nova Friburgo e Pároco da Catedral, Pe. Marcus Vinicius Macedo, os Vigários Episcopais da Diocese e demais sacerdotes.

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Homilia

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A homilia foi feita por Dom Romer, Bispo que acolheu Dom Edney no seminário e acompanhou sua vocação. Em sua pregação, o Bispo frisou o significado do Episcopado, o serviço na Igreja de Jesus Cristo, a importância de Maria e destacou a vida do aniversariante do dia. – Olhando para Maria, oramos por nosso tão venerado Bispo Dom Edney, e oramos pela sua querida Diocese, e pelo tão venerado Clero, portador de tantos méritos, e pelo amado povo. Em Maria está prefigurada a vitória definitiva de Deus. Digamos com ela: “Eis aqui a serva, o servo do Senhor, faça-se em mim segundo o plano de Deus”. Dom Edney, como Bispo novo, eu apoiei, com sincera confiança, a sua admissão ao seminário. E mais tarde, com profunda estima pude ver o seu trabalho inteligente e abnegado, em situações pastorais também assaz difíceis. Hoje, é com gratidão e júbilo que vim a Friburgo para pregar para este povo nobre e magnânimo.

Confira a homilia na íntegra no tópico homenagens.

Ritos finais

Ao final da Santa Missa, o Epíscopo recebeu diversas homenagens: do Pe. Marcus Vinicius representando a Diocese; do Coordenador Diocesano da Renovação Carismática Católica, Flávio Dias, representando as Pastorais e Movimentos; do Sr. José, representando a Paróquia Imaculada Conceição, no Recreio dos Bandeirantes, onde Dom Edney foi Pároco; e, da Pastoral Catequética da Catedral. As crianças adentraram a Catedral com flores e balões, que foram soltos posteriormente, ao som da canção ‘Como é grande o meu amor por você’. Um bolo também foi ofertado ao Bispo em celebração aos seus 30 anos de sacerdócio.

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Dom Edney também prestou homenagem ao seu amigo, Monsenhor Aroldo, ordenado sacerdote no mesmo dia. “Não poderia me sentir totalmente feliz se não estendesse essas homenagens a um dos meus outros sete irmãos que foram ordenados comigo. Os outros não puderam estar por razões diversas, mas esse um veio representando. Quero fazer com que ele também participe dessas homenagens pelos 30 anos do nosso ministério sacerdotal, vividos com intenso júbilo, alegria e fervor”. Monsenhor Aroldo também deixou uma mensagem ao Bispo.

ANIVERSARIO 30 ANOS DE SACERDOCIO DE DOM EDNEY - 2017 20

Posteriormente, Dom Edney se dirigiu ao povo de Deus.

– Hoje, depois de 30 anos de sacerdócio verifico a possibilidade de tocar verdadeiramente as palavras de Jesus que se concretizam em nossa vida. São Pedro certa ocasião disse: “Nós deixamos tudo para te seguir. O que receberemos?” Jesus disse: “Todo aquele que deixar pai, mãe, irmãos, irmãs, casa, emprego, esposa, filhos, terá o cêntuplo nesta vida com perseguições e a vida eterna”. É verdade o que Jesus diz. Recebi de Deus muito mais do que merecia, se é que eu merecia. Ele sabe! Recebi muito mais, com perseguições, calunias, uma série de coisas, mas como diz São Paulo ‘em tudo isso somos mais que vencedores graças Àquele que nos amou”.

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E complementou.

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– No dia de hoje, diante de Bispos já com o dobro dos anos de sacerdócio que tenho, para quem curvo minha cabeça, quero me unir a eles, pois tenho certeza que eles também já tocaram a concretude das palavras do Senhor. Uno-me a eles na Ação de Graças pelo dom da vida, pelo sacerdócio que o Pai nos confiou. A nós que somos vasos de barro que trazemos um grande tesouro, um tesouro que queremos partilhar ao longo da nossa vida com todos aqueles que Ele, Deus Nosso Pai, nos confiou. Por isso, agradeço muito todas as manifestações de carinho, de afeto, de amor, somos humanos e isso também nos ajuda a frutificar neste mundo tão árido, tão cheio de turbações. É um grande alívio para o nosso espírito saber que não caminhamos sozinhos, mas que muitos estão caminhando conosco. Agradeço a todos ! – disse o Epíscopo destacando aqueles que colaboraram para que a cerimônia acontecesse.

Antes da bênção final, o aniversariante se dirigiu a Dom Romer, agradecendo-o por ter acreditado em sua vocação e por ter o acolhido e acompanhado. O Bispo pregador também foi presenteado.

Depois da Celebração Eucarística, foi servido um almoço festivo aos Bispos, Monsenhores, Sacerdotes, Diáconos, Seminaristas, Religiosos e Religiosas, Autoridades Civis e Militares, familiares e amigos de Dom Edney.

HOMENAGENS

Confira as homenagens feitas ao Bispo Diocesano, Dom Edney Gouvêa Mattoso, por ocasião da celebração de seus 30 anos de sacerdócio. – Dom Karl Josef Romer – Secretário Emérito do Pontifício Conselho para a Família e pregador da Santa Missa Excelência Revma. Sr. Bispo D. Edney Gouvêa Mattoso, caríssimos sacerdotes e diáconos, veneradas Irmãs Religiosas, povo estimado de Nova Friburgo. – Para esta solene festa que o clero e o povo oferecem ao seu Bispo, cabe-me dizer uma palavra de fé, de alegria e de responsabilidade.

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1) A origem divina e o significado escatológico do Episcopado

Como os santos, assim também nós devemos estremecer diante da santa realidade de toda pessoa batizada que vive com fé e dignidade na Igreja, e isto vale de modo muito singular para os que, ordenados sacramentalmente, são sucessores dos apóstolos e por isso proximamente ligados a Jesus. A carta aos Hebreus fala com divina sabedoria que a vinda de Jesus não é só uma continuação dos profetas, mas Ele é a última palavra, é evento escatológico no plano de Deus (Hb 1,2). Sua palavra é a última e, transmitida, em diálogo com culturas em transformação e com a história em evolução, nunca será ultrapassada no seu significado divino.

Aqui começamos a entender o mais belo da Igreja. O Senhor Jesus deu continuidade ininterrupta à sua divina missão, constituindo os apóstolos, e após eles os Bispos (e por estes o Clero), como autênticos continuadores desta sua divina missão: Em Jo 20,21: declara o Ressuscitado: “Como o Pai me enviou, assim eu vos envio a vós”. E o Evangelho de Lucas enfatiza de modo estupendo tal identidade, divinamente garantida, entre Cristo e o pregador autorizado: “Quem vos ouve, a mim ouve, e ouve Aquele que me enviou” (Lc 10,16ss). Assim no ministério episcopal e no serviço presbiteral, [este intimamente ligado ao Bispo,] perpetua-se a real presença de Jesus Cristo em sua Igreja.

É assim que a apostolicidade da Igreja não se perde; é garantida pela união dos Bispos com o Papa. É pelo Bispo fiel que a Diocese é realmente apostólica. O penúltimo capítulo do NT (Ap 21,9-14) diz a solene constatação da infalibilidade da Igreja por ser até o fim “apostólica”: Ao entrar na Glória de Deus, a Igreja trará “inscritos em seus fundamentos os nomes dos 12 apóstolos do Cordeiro Divino”. O Bispo é, com o Papa, o garante desta identidade da Igreja.

A Igreja de Friburgo alegra-se hoje com seu Bispo e reza por ele, porque seu sacerdócio, recebido trinta anos atrás, foi plenificado no sacramento do episcopado.

2) Servir com Jesus Cristo, para com Ele reinar

Com toda a autoridade divina que o Bispo tem, ele imita o Cristo que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10,45). Isto não diminui a sua autoridade, mas a torna plena.

Através do serviço da Igreja, Cristo continua imprimindo a tudo uma dimensão divina, trinitária: “Tudo foi feito por Ele, e sem Ele, nada foi feito” (Jo 1,3). E São Paulo exalta este pensamento na carta aos Colossenses: “Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra… Tudo foi criado por ele e para Ele” (Cl 1,16).

O Bispo, e com ele os sacerdotes são na Igreja constituídos com autoridade de Cristo, para pregar a inalterada palavra de Cristo, para santificar o povo de governa-lo na unidade.

O reinado de Jesus, já vivido em seus milagres e em sua santa doutrina, alcançou sua plena expressão sobre Cruz, onde, cruelmente pregado, ele pronunciou a inefável palavra: “Pai, perdoa a eles” (Lc 23,24). Na ressurreição, essa plenitude alcança o caráter definitivo, para Jesus e para a Igreja: “Pai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória, que Tu me destes” (Jo, 17,24). – O serviço é o caminho, é a estrada para a glória definitiva.

O Concílio Vaticano II encontrou solenes palavras ao descrever a divina autoridade que o Bispo e seu Clero – através da tradição dos Apóstolos – receberam de Jesus Cristo (cf. LG 25-27; CD 11ss).

O Bispo é o primeiro pregador, e ele é critério de autenticidade da pregação de todo o seu amado Clero. – Ele é santificador do Povo de Deus pelos sacramentos e por sua sábia vigilância. – Ele é o Pastor de toda a Diocese, e nisto, de modo singular, imagem de Jesus Cristo supremo Pastor que veio para ser holocausto redentor do Povo de Deus.

3) Um olhar para Maria, a mãe da Igreja

Maria é “tipo e modelo excelente” da Igreja e seu membro “supereminente” (LG 53). De modo genial, a Sagrada Escritura, em duas frases, nos oferece duas grandiosas imagens de Maria. – Ela, “na porta do céu, é a mulher vestida com o sol, isto é, com o esplendor da glória de Deus” (Ap 12,1). Mas esta mesma “Mulher, divinamente vestida” vive também na Igreja. A Igreja deve tornar-se, aos poucos e através de tantas aflições e adversidades como que imagem de Maria imaculada. Mas esta Igreja, para chegar à santidade de Maria, ainda está perseguida pelo adversário, satanás, que lhe quer destruir seu sublime destino. Maria, o supremo ideal da história a caminho da salvação, sofre nas dores da Igreja. Por isso, o segundo versículo mostr a a Igreja-Maria, diz a bíblia, em gravíssimas aflições. Esta mulher na terra, a Igreja-Maria, “grita de dor”, sentindo “as angústias de dar à luz, diante do grande dragão vermelho, que varre a terceira parte das estrelas do céu” (Ap 12-2,4). A imagem bíblica deixa-nos todos estarrecidos. Cada um de nós deve-se examinar e identificar sua exata posição neste drama. Satanás e seus colaboradores, enganados e enganadores, ainda agem contra o plano divino.

Olhando para Maria, oramos por nosso tão venerado Bispo Dom Edney, e oramos pela sua querida Diocese, e pelo tão venerado Clero, portador de tantos méritos, e pelo amado povo. Em Maria está prefigurada a vitória definitiva de Deus. Digamos com ela: “Eis aqui a serva, o servo do Senhor, faça-se em mim segundo o plano de Deus”.

Dom Edney, como Bispo novo, eu apoiei, com sincera confiança, a sua admissão ao seminário. E mais tarde, com profunda estima pude ver o seu trabalho inteligente e abnegado, em situações pastorais também assaz difíceis. Hoje, é com gratidão e júbilo que vim a Friburgo para pregar para este povo nobre e magnânimo.

Deixarei para o senhor, caríssimo Dom Edney, para sacerdotes e o querido povo este convite bíblico: “A alegria do Senhor será a vossa força!” (Neemias 8,10).

– Vigário Geral e Pároco da Catedral Diocesana, Pe. Marcus Vinicius Macedo

Excelência Reverendíssima, querido Dom Edney, Excelências, Reverendos Sacerdotes, prezados amigos no Senhor, Permita-me Dom Edney apresentar umas palavras de homenagem em nome da Diocese de Nova Friburgo, de maneira especial em nome de seus colaboradores mais próximos, os sacerdotes. Muitas considerações a cerca do ministério sacerdotal nos acompanharam como motivação de nossa Ação de Graças neste dia tão especial. Gostaríamos de destacar, porém, a sua paternidade, cuja inspiração divina faz-nos compreender a missão com a qual hoje congratulamo-nos.

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Ser sacerdote, querido Bispo, é ser também pai. Embora tenha abdicado deste direito natural em prol do Reino dos Céus, o sacerdote alegra-se com as alegrias dos muitos filhos na fé, recebidos de Deus. Nós, fomos entregues ao senhor pelas Mãos de Deus. O sacerdote rejubilasse pelo progresso daqueles que se lançam com afinco e perseverança nas veredas rumo aos céus. Espera, numa esperança orante, o retorno dos filhos pródigos. Quantas vezes somos filhos pródigos! Acolhe, cura, cuida, chama para alguma repreensão, mas sempre com o abraço de pai. Tantas manifestações de carinho que só um verdadeiro pai pode aplicar com a sabedoria de Deus.

Mas, acima de tudo caríssimo Dom Edney, através de seus 30 anos sacerdotais constatamos que ser pai é indicar o caminho dos céus. E nisto, o sacerdote tem especial vantagem: a cada Santa Missa, Deus se torna presente sacramentalmente em suas mãos. Mãos estas que não somente apontarão o caminho, elas o erguerão após a queda, sustentarão nos momentos de tibieza e de modo muitíssimo especial nos entregarão a razão de nossa esperança: Jesus Cristo nas Espécies Eucarísticas.

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Dom Edney, neste clima de grande alegria espiritual e intensa fraternidade, queremos celebrar o sim definitivo de sua ordenação sacerdotal, chamado por Dom Eugênio a Santa Igreja, renovando também nossa filiação em Deus. Com isso, a Diocese de Nova Friburgo gostaria de presenteá-lo com um cálice, que representa três pedidos de seu rebanho: o primeiro, que a eucaristia seja o centro de sua vida e o critério de sua entrega com o vigor do primeiro amor; o segundo, que o altar do seu coração nos alimente diariamente para servir a Igreja com alegria; e, o terceiro, que toda a sua vida, querido Dom Edney, seja um culto espiritual para sempre encontramos no Dom Edney o tão querido e nunca esquecido Padre Edney.

Muitas felicidades, querido Bispo! Que Deus o guarde feliz, sereno e disposto. Sabemos que não falta disposição e garra, assumir o altar de Deus que alegra o frescor da sua juventude. Gratidão Excelência. Seja um portador da luz de Deus e do amor de Deus como um íntimo amigo de Cristo para todos nós seu rebanho.

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– Sr. José, representando a Paróquia Imaculada Conceição, no Recreio dos Bandeirantes, onde Dom Edney foi Pároco Dom Edney, o senhor me conhece bem, pois sou paroquiano da Paróquia Imaculada Conceição, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Vou falar para vocês, não desse mundo de hoje de redes sociais, vou falar do face a face, do olho no olho, e essencialmente da amizade que construímos ao longo do tempo. Quando Dom Edney chegou ao Recreio, lá não tinha nada. Dom Eugênio nomeou para a Paróquia e ela era virtual.

Nós começamos a construir, a partir de um templo virtual, uma igreja física e espiritual, pois não existia nenhuma das duas. E num trabalho lento, ele é muito perfeccionista e queria tudo direito. Então, começou com o estudo bíblico e foi criando as diversas pastorais e construindo a nossa igreja física. A igreja espiritual andava mais rápido. Durante este tempo construímos nossa amizade, pois durante as obras aconteceram diversos incidentes. Tivemos o cuidado na construção. Para o sagrado, Dom Edney é muito exigente e com o tempo fomos aprendendo isso. Ele teve que quebrar tabus, teve que ser muito rigoroso para doutrinar as pessoas, ensinar a não conversar na Igreja, para fazer silêncio e oração enquanto aguardávamos a Missa… E isso custava muito a ele, pois todos nós éramos muito resistentes a todas essas p ráticas.

Ele foi mostrando o longo do tempo o carinho, a atenção e o rigor que ele tem com o sagrado. Acho que isso é um grande dom que Dom Edney nos transmite, o respeito pelo sagrado. Ao longo do tempo, ele foi perdendo a sua família, a mãe, o pai, depois o irmão… Dom Edney mora aqui em Nova Friburgo e eu diria para vocês: abracem-no como filho, pois ele merece!

– Pastorais e Movimentos da Diocese de Nova Friburgo

Excelência Reverendíssima Sr. Bispo Dom Edney,

A Igreja de Nova Friburgo louva a Deus primeiramente pelo dom de sua vida, que conforme a Palavra de Deus em Jeremias 1,5 afirma: “antes de forma-lo no ventre o escolhi, antes de nasceres o designei profeta das nações”.

Louvamos a Deus pelo vosso chamado: “não fostes vós que me escolhestes, mas Eu vos escolhi para que vades e produzais frutos e o vosso fruto permaneça” (Jo 15,16). Louvamos a Deus pelo vosso 30º aniversário presbiteral. Conforme nos diz o Salmo 109 “serás sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedeque”.

Desejamos que o Espírito Santo o sustente sempre em vossa vida e missão e o conduza nas veredas do Senhor, para que as ovelhas deste aprisco a ti confiadas, sigam-no sempre, como bom pastor, na construção do Reino de Deus aqui nesta Diocese amada de Nova Friburgo. Deus o abençoe sempre. Que o “faça- se vossa vontade” exclamado pela Santa Mãe de Deus e da Igreja, seja o cantar perfeito em vossos lábios. Receba nosso abraço fraterno e nossas orações.

– Pastoral Catequética da Catedral Diocesana de São João Batista

Querido Dom Edney, nosso Bispo e pai, hoje é um dia muito especial para todos nós que integramos a Diocese de Nova Friburgo. Temos a alegria de estar ao seu lado em uma data muito importante: a data em que o senhor celebra 30 anos de sacerdócio. São 30 anos que se traduzem em um sim amoroso ao chamado de Deus, um sim generoso no cuidado com os seus padres e mais um sim muito fraterno que é o de pastorear a cada um de nós, seus filhos…

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E é por este sim, que se traduz em 30 anos de várias belas ações realizadas pelo Reino de Deus que, com nossas crianças, que são a riqueza, a esperança e o futuro de um amanhã melhor, que desejamos realizar nossa singela homenagem.

Ao cantarmos, com toda a igreja aqui presente, o quanto é grande o nosso amor por você, receberemos em procissão 30 crianças. Elas representam cada ano de sua vida sacerdotal, cada luta, cada vitória, cada momento que, em sua memória, não temos dúvidas, é um filme inesquecível e só seu. Afinal de contas, a vida e a história de cada um de nós é extremamente singular aos Olhos do Senhor!

Na mão direita, as crianças trazem uma flor, um copo de leite que representa a pureza, a castidade e a santidade, uma flor perene e que pode florir por vários anos… Por que a flor? Porque a flor é a forma mais doce de dizer a alguém o quanto ele significa para nós. E o senhor significa a esperança do brotar, do florir e do encantar.

Não mão esquerda, as crianças trazem um lindo balão. O balão lembra festa, alegria, vivacidade, entusiasmo, celebração. E, nesta manhã, o que estamos fazendo? Estamos celebrando, com o coração em festa, o dom do seu sim ao sacerdócio.

Então, que o senhor possa sentir a letra desta música, que será entoada por tantas vozes nesta Catedral e perceber, profundamente, na melodia e na entrada de nossas crianças da catequese e seus catequistas, o quanto é grande o nosso amor por você. (Após este momento foi entoada a canção ‘Como é grande o meu amor por você’).

– Pároco de Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, ordenado sacerdote com Dom Edney, Monsenhor Aroldo da Silva Ribeiro Há cinco anos, nos 25 de sacerdócio, Dom Edney foi celebrar comigo na Catedral. E eu disse que nos 30 retribuiria, e estou fazendo, não apenas por sermos irmãos de sacerdócio, mas porque na vida nós encontramos amigos e Edney é um desses. É o amigo, aquele que está sempre conosco, mesmo que a distância nos separe, ele nunca deixa de me convidar para estar aqui. Hoje não poderia deixar de estar.

Todas as homenagens feitas a Dom Edney são sempre um pouco daquilo que ele muito faz pela Igreja. No tempo de incertezas, em todos os matizes, Dom Edney é uma referência de integridade, de ortodoxia, alguém que aprendeu com uma pessoa muito importante para a Igreja e para todos nós, que foi Dom Eugênio de Araújo Salles.

Dom Edney traduz o que a Igreja pensa, ele não é de meias palavras. Como dizia um santo que ainda não foi reconhecido pela Igreja, mas sabemos que é, Dom Estevão Bitencourt: “pão pão, queijo queijo”. Esse é Dom Edney, é entrega! Como vocês puderam ver por ocasião das enchentes que ainda hoje se sente consequências, ele é envolvimento, presença, só não é onisciência, mas no coração ele acompanha. Ele acompanha cada parte desta Diocese, cada cantinho, tenho certeza que ele conhece e conhece muito bem, cada pessoa, às vezes até mais que o próprio pároco.

Tudo aquilo que realiza, mesmo aquilo que não aceitamos muito, ele o faz com muito amor, querendo o melhor. E o melhor para Dom Edney é o melhor para a Igreja, pois ele traduz o pensamento daquilo que a Igreja deseja, essa Igreja perita em humanidade, que é mãe, que anuncia como nos diz o Papa Francisco, o rosto da misericórdia do Pai. Participar desta alegria é uma grande honra! Obrigada pela amizade!

Do Site da Diocese de Nova Friburgo – RJ
Texto: Monara Teixeira
Fotos: Grasiele Guimarães e Jorge Ronald