Por uma cultura do trabalho decente, justa e solidária

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo  de Campos (RJ)

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 O tema central da 55ª Assembléia Geral da CNBB, escolhido para este ano, foi: “Iniciação à vida cristã; um processo formativo do discípulo missionário de Jesus Cristo”. No capítulo I,  do  documento de trabalho, se faz uma retomada de um texto que foi trabalhado no Sínodo sobre a Nova Evangelização, o ícone da samaritana, introduzindo, assim, a proposta do processo de iniciação cristã de inspiração catecumenal como um itinerário espiritual integral que conjuga a participação comunitária, a liturgia e a Palavra, impulsionando o testemunho e a missão. No segundo capítulo, se desenvolve a perspectiva do ver, pinçando as nuances do processo de iniciação à vida cristã  ao longo da história, apresentando a necessidade de um novo percurso que atenda os desafios atuais e emergentes. O terceiro capítulo nos posiciona diante do discernimento como Igreja, iluminando e buscando critérios de juízo para as nossas práticas. Considera-se o processo de iniciação como um mergulho no mistério de Cristo mediante a Igreja, descobrindo esta como uma comunidade mistagógica e materna que nos conduz à plena vivência da fé. No quarto e último capítulo, se enunciam  as linhas de ação, propondo caminhos. Trata-se de articular um projeto diocesano de iniciação à vida cristã, com características e metas definidas. Procura-se um alinhamento e integração com a liturgia, o diálogo com os interlocutores dos diversos ambientes com a apresentação cordial e eficaz do querigma, levando à sua vivência, interiorização e compromisso eclesial e social. O catecumenato que aprofunda a fé, a Purificação e iluminação como preparação imediata aos sacramentos. A mistagogia como um saboreio e penetração no mistério. Propõem-se elementos integradores para uma formação inicial e continuada. Finalmente,  se identificam as instâncias formativas e os sujeitos da iniciação à vida cristã. Certamente, este tema vai exigir a conversão pastoral tornando as paróquias comunidade de comunidades, iniciadoras e formadoras de cristãos, e nos colocará como uma Igreja em saída, que dialoga, anuncia e vai ao encontro, na perspectiva do Reino e da decorrente ação preferencial pelos pobres. Deus seja louvado!