Centenário das Aparições de Fátima 1917-2017

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Amados irmãos(a), uma alegria celebrar o Centenário das Aparições  Fátima aos três pastorzinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco no dia 13 de maio de 2017. Momento de muita alegria por uma data tão significativa para a Igreja Católica no qual já estamos praticamente celebrando! A devoção de Fátima não diverge da Revelação da Sagrada Escritura, quando Jesus no Evangelho disse: “Se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo”(Lc 13,3) e “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação” (Mt 26, 41). Deus não abandona as pessoas, desde que elas se convertam à vontade de Deus.

Em primeiro lugar, a oração como o grande meio e contato de intimidade com Deus, vivendo com Ele unindo a Ele. Viver em Cristo e no Pai, como dizia Jesus na Última Ceia: “Como tu, ó Pai, estás em mim e eu em Ti, assim também eles estejam em nós”( Jo 17,21). A recitação do Santo Terço e outras nos envolvem no abandono naquilo que Deus quer, “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos”(Rm 8, 26-27).

Em segundo lugar, Penitência – Conversão. Penitência significa conversão, mudança de vida. É para o pecador, alterar a maneira de viver, par conhecer e servir a Deus e para amar e servir o próximo por amor de Deus. Assim a Penitência torna-nos amigos de Deus. Na dimensão Penitência – Obras significa praticar obras de penitência, aceitando os sacrifícios da vida cotidiana, aceitar o sofrimento para alcançar o perdão dos pecados, oferecendo as próprias penas pela conversão do mundo. Imbuídos no Ano santo da Misericórdia, eis a proposta de aplicação para sermos misericordiosos como o Pai, como disse Jesus.

Em terceiro lugar, a Vida Sacramental, pois os Sacramentos são canais da graça para chegarmos a Deus, desenvolvendo a vida divina em nós para consolidar a unidade entre os membros do Corpo Místico de Cristo. Uma necessidade, quando o Anjo e Nossa Senhora insistiram na necessidade de conversão, indicando-nos os meios para o abandono da vida de pecado e renascer para uma vida nova. Aqui, ressaltando a Confissão/Penitência/Unção dos Enfermos e a Eucaristia (participação nas Santas Missas de Domingos e Festas de preceito).

O perfil mariano da Igreja leva-nos a compreender, em toda a sua grandeza e dignidade, a natureza e missão dos cristãos leigos, podemos dirigir o nosso olhar para Maria. Nela encontramos a máxima realização da existência cristã. Por sua fé e obediência à vontade de Deus e por sua constante meditação e prática da Palavra, ela é a discípula mais perfeita do Senhor. Mulher livre, forte e discípula de Jesus, Maria foi o verdadeiro sujeito na comunidade cristã. Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito, Maria cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano e maternal, que identifica profundamente a Igreja de Cristo. Maria é a figura da Igreja. Ela precede todos os caminhos rumo à santidade. Na sua pessoa a Igreja já atingiu a perfeição. Em Maria, mulher leiga, santa, Mãe de Deus, os fiéis leigos encontram razões teológicas para a compreensão de sua identidade e dignidade no povo de Deus. Maria é membro supereminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e na caridade.  Confirmamos o apelo de Nossa Senhora de Fátima, por fim “O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus”. Sejamos fortalecidos no empenho das festividades as quais já estamos vivendo em alguns momentos celebrativos na Comunidade! Unidos nas orações sob a intercessão de Nossa Senhora de Fátima, Rainha da Paz!

Com minha bênção sacerdotal!

Pe. Crimário Tavares Verdan

Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Diocese de Campos)