Bispo de Nova Friburgo celebra Solenidade do Domingo de Ramos na Catedral

A Comunidade da Catedral Diocesana São João Batista, em Nova Friburgo, se reuniu na manhã do dia 9 de abril para a Solenidade do Domingo de Ramos. Presidida pelo Bispo, Dom Edney Gouvêa Mattoso, e concelebrada pelo Vigário Geral e Pároco, Pe. Marcus Vinicius Macedo, a cerimônia religiosa teve início na Praça Getúlio Vargas. Após a primeira parte litúrgica, os fiéis saíram em procissão até o templo.

Na Praça, o Epíscopo abençoou os ramos dos fiéis e se dirigiu aos presentes.

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– A celebração da Páscoa do Senhor está começando e seria muito bom que iniciássemos, depois dos exercícios quaresmais, esta celebração com um sentimento no nosso coração que bem poderia representar estes ramos que trazemos em nossas mãos como no passado o povo hebreu foi ao encontro do Senhor. ‘Bendito é aquele que vem em Nome do Senhor’. E por que digo isso? Porque graças a Sua Paixão, Morte e Ressurreição assumidas por amor a nós, hoje podemos ficar tranquilos, sossegar em nossos corações, pois a salvação já nos foi dada em Cristo. Não precisamos esperar outro.

E continuou.

– Cabe a cada um de nós reconhecer cada vez mais na própria vida a eficácia desse momento salvífico conquistado por Cristo para cada um de nós. Sem o reconhecimento, toda a torrente de graças que Deus nos oferece em Seu Filho Jesus corre o risco de não produzir seus frutos. O nosso esforço para superarmos as dificuldades que trazemos está justamente aí: ‘Que eu possa Senhor, ao longo da minha existência, ser cada vez mais consciente da grandeza da Tua entrega por nós!’.

O Bispo exortou: “A procissão é sempre um sinal, é uma caminhada que vamos fazendo ao longo da vida até a Casa do Pai. Que cada um procure ver nesta pequena procissão um sinal desta caminhada e ao mesmo tempo agitando os nossos ramos estamos proclamando: ‘Bendito o que vem e traz para nós a salvação que sacrifício algum do Antigo Testamento foi capaz de alcançar’”.

Em procissão, o povo de Deus seguiu até a Catedral, onde foi proclamada a liturgia da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. No início da pregação, Dom Edney recordou a frase utilizada ao final da proclamação do Evangelho nas Santas Missas – “Palavra da Salvação” – fazendo um paralelo com a procissão de ramos.

– Agitamos os nossos ramos para confessarmos que Jesus é o Bendito que vem em Nome do Senhor. A nossa vida e a nossa salvação consistem justamente em acolher com amor esta Salvação. Se meditamos os mistérios da Paixão e Morte de Jesus, é justamente para avaliarmos o preço que a humanidade inteira custou ao Filho de Deus. E na medida em que os anos avançam, vamos tomando consciência de que muitas vezes não correspondemos à grandiosidade desse amor. Por isso, sempre confessamos os nossos pecados, as nossas faltas, as nossas omissões. Confessamos muito mais do que os nossos pecados, confessamos o Amor de Deus por nós, que apesar disso tudo que somos capazes de cometer, Jesus nos dá a Sua Salvação.

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O Epíscopo lembrou o momento da condenação de Cristo quando a multidão disse ‘que o sangue Dele caia sobre nós e nossos filhos’, frisando que aquele contexto era de ódio, mas que “de fato o Sangue de Jesus caiu sobre toda a humanidade, porém, como grande bênção, que lavou o pecado dos nossos primeiros pais”, afirmou o Bispo.

“Todos os anos, lembro quantos personagens passaram nesta longa narrativa da Paixão do Senhor: é Pedro, é Judas, a multidão, Pilatos, são tantos. Cada um deles de certa forma põem em realce fragilidades da condição humana”, disse o Bispo recordando o papel de cada um na história.

Sobre a omissão, Dom Edney lembrou que é um pecado grave. “A omissão é um pecado grave e pouco confessado. Vemos um personagem que foi o grande omisso da história: Pilatos, que por interesse, talvez para salvar a própria pele, não quis se envolver com a salvação de um justo, com um julgamento justo, pois sabia que Jesus não tinha feito nada de mau. Por isso, lavou as mãos”.

– Quando chegarmos à consciência de que o Amor de Deus sempre tem o primeiro movimento e não nós, a conversão certamente chegou a nossa vida. Até lá, vivemos nas sombras, entre a luz da graça que nunca falta a cada um de nós e as sombras do pecado, da dúvida, de tantas coisas que muitas vezes nos impedem de uma profissão de fé que brota do íntimo daquele que se percebe salvo e reconciliado com Deus.

Concluindo, Dom Edney exortou a comunidade a meditar e rezar com os momentos da Paixão do Senhor, fazendo um exame de consciência sobre as atitudes do dia a dia e frisou para que os fiéis não perdessem a consciência de que apesar de tudo a salvação é oferecida e que ela depende de cada um.

Ao final, Pe. Marcus Vinicius deixou uma mensagem de agradecimento ao Bispo e aos fiéis pela presença e o desejo de uma próspera Semana Santa. Também convidou a todos para a programação da Catedral.

Texto e fotos: Monara Teixeira