PRESENÇA MONÁSTICA

Monges Beneditinos chegaram a Campos e região em 1648 e construíram um legado de fé.

Fotos: Antônio Leudo

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 No ano que vem completa 370 anos de presença dos monges beneditinos em Campos. Em 1648, Frei Fernando de São Bento veio do Rio de Janeiro para administrar as terras recebidas por doação. Nestes anos os religiosos construíram uma história de fé e foram os grandes missionários que implantaram a fé católica na região.

Um legado que permanece até os dias de hoje com o trabalho realizado e com a construção de todas as igrejas nas cidades de Campos e São João da Barra. Destacaram nesse processo de implantação da fé alguns monges vindos da Alemanha. Foram guerreiros que lutaram. A falta de recursos iam para as comunidades montados a cavalo. Ainda na lembrança o grande educador Dom Bonifácio Plum, que deixou grandes obras. Em Baixa Grande a atual Escola Municipal Santa Terezinha, onde foi diretor e professor.

– Dom Bonifácio foi um grande apostolo da fé e da educação. Em seu tempo na direção do Colégio ajudou a muitas gerações a conseguirem estudar. Maria Helena Inácio Rodrigues, professora recorda este tempo que sem recursos para custear os estudos recebeu uma bolsa integral, se formando professora. – destaca o Historiador Ricardo Gomes.

Dom Bonifácio conseguiu ainda realizou obras na igreja de Santo Amaro. Adquiriu no Rio de Janeiro os sinos que eram receberam motor e as 18h a comunidade era despertada com os toques da Ave Maria. Deu grande incentivo aos festejos de Santo Amaro, organizando o coral que cantava nas missas e ladainhas. A Igreja Nossa Senhora das Graças, hoje sede da paróquia em Baixa Grande foi um dos legados de Dom Bonifácio Plum.

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Segundo Ricardo Gomes muitos foram os monges que deram a sua vida pela igreja. Dom Fidelis Widmer, alemão foi um grande construtor de igrejas. Construiu as igrejas de Nossa Senhora de Fátima em Mussurepe e na Boa Vista a dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Recordamos que em suas viagens a terra natal, de lá conseguia os recursos para as obras. Um verdadeiro missionário, que mesmo já na idade avançada visitava as escolas para dar as aulas de catecismo e preparar as crianças para a Primeira Comunhão.

– Saudades desse tempo que ainda crianças recebíamos na Escola Estadual Coronel Antônio Batista as aulas de catecismo, com nosso inesquecível Dom Bento Martins. Voz calma, um sorriso no rosto e nunca deixava de nos dar de presente nos aniversários as medalhinhas de Nossa Senhora das Graças. – disse Ricardo Gomes.