Centro Dom Vital no Rio de Janeiro promoveu Ciclo do Diálogo Inter-religioso

No dia 7 de março, foi realizado pelo Centro Dom Vital, no Centro, a segunda edição do Ciclo do Diálogo Inter-religioso.
“Esta edição visa levar adiante a missão da Igreja, estabelecendo uma relação de fraternidade entre todos aqueles que professam uma fé. Não se trata de um sincretismo, e sim de mostrar que existem pessoas que pretendem mudar a realidade e a sociedade com a fé, manifestando a sua esperança numa vida melhor”, destacou o diretor do Centro Dom Vital, Carlos Frederico Gurjel Calvet.
Segundo a diretora e coordenadora do evento, Cristina Sá, a ideia é fortalecer as relações de colaboração, e que o mundo precisa de vida religiosa para curar a humanidade dos males que o afligem. “Um dos desafios mais importantes no mundo de hoje é a construção da paz, e o Papa Francisco segue incansável na busca de diálogo inter-religioso em todas as culturas”, destacou.
No início do evento, o padre Jesus Hortal foi homenageado com uma medalha pelo Centro Dom Vital pelos seus 90 anos de vida e pela sua dedicação ao diálogo inter-religioso.

Representantes religiosos
O encontro contou com a presença de diversos representantes religiosos. Entre eles, o Cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio, o rabino Dario Bialer, da Federação Israelita do Estado do Rio, o sheikh Adam Muhammad, da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio, o padre Marcelo Torres, da Igreja Ortodoxa, Patriarcado de Antioquia, o babalawo Ivanir dos Santos, do Culto de Ifá e Orixás, do Candomblé, Adriano Barros de Almeida, do Conselho Espírita do Estado do Rio, Pedro Paulo da Silva Amaral, consultor da Brasil Soka Gakkai Internacional, o pastor Daniel Rangel, da Igreja Anglicana, e o pastor Daniel de Athayde, da Igreja Batista.

Promoção da paz
O encontro realizado pelo Centro Dom Vital contou com o apoio da Comissão Arquidiocesana para Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, que foi criada para garantir o diálogo entre a Arquidiocese do Rio de Janeiro com as demais denominações cristãs e inter-religiosas, e busca cumprir a principal missão da Igreja: promover o bem e a paz.
“O encontro tem a finalidade de despertar na sociedade que entre nós não há conflitos, guerras ou distinções. Nossa unidade é um testemunho em favor da paz, do bem comum. As religiões nos fazem despertar que a paz brota do coração. Esse é o diferencial. Todos nós, religiosos, de todos os credos, estamos unidos para pedir a paz”, disse o secretário da Comissão Arquidiocesana para Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, diácono Nelson Águia.

Respeito e unidade
Em seu discurso, o Cardeal Tempesta enfatizou a importância do encontro, para uma convivência de paz e o respeito simultâneo entre as diversas religiões.
“Vivemos em uma cidade que se faz necessário dialogar, respeitar e valorizar o outro. Este encontro é uma boa ocasião para conhecer e dialogar com as diversas vertentes religiosas, cada uma com a sua denominação, espiritualidade e história. A unidade tem o objetivo de construir um mundo mais justo, humano e fraterno. E tudo isso pode ser possível através do diálogo, da fraternidade, do desejo e da construção pela paz. Também de relembrar a todos os cariocas que é no diálogo fraterno que se constrói uma cidade mais justa e em paz. Desejo que o objetivo desse encontro alcance uma maior proporção. O diálogo é a solução para uma unidade sem fanatismos, de respeito, de paz. Em uma sociedade de muitos muros e intolerância religiosa, devemos amar o próximo como a nós mesmos, independentemente de etnia, história, ideologia ou religião”, disse o cardeal.

Leonan Nicolas

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Fotos: Nilton Ferreira de Oliveira