Encontro na Filadélfia não como ideologia, mas como famílias concreta

No Encontro Mundial das Famílias, o Papa oferecerá 200 mil cópias do Evangelho para Havana, Marselha, Hanói, Sidney e Kinshasa

encontro

O Encontro Mundial das Famílias, na Filadélfia, que se realizará de 22 a 25 de setembro e contará com a presença do Papa Francisco, foi apresentado nesta quinta-feira (25) na Sala de Imprensa da Santa Sé, pelo presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, pelo arcebispo da Filadélfia, Dom Charles Joseph Chaput, e pelo bispo John McIntyre, além de um casal de idosos da cidade da Filadélfia.

Esperar-se entre um e dois milhões de pessoas nos grandes momentos como a Missa com o Papa e cerca de 15 mil pessoas no congresso.

“Faltam apenas três meses para o Encontro Mundial das Famílias, na Filadélfia”, lembrou Mons. Paglia.

“Na Filadélfia, cidade da independência americana – prosseguiu o arcebispo italiano- os sinos soarão em nome da família”. Vai ser a “capital da família”, não como “ideologia”, mas como famílias falando de si próprias, de forma concreta, com delegações de todo o mundo.

Durante o evento – prosseguiu o arcebispo- mostraremos que “a família é, na verdade, o recurso mais importante da nossa sociedade” e por isso “apresentaremos algumas pesquisas científicas realizadas no mundo”. A família continua a ser um recurso fundamental, “embora não se fale tanto sobre ela e, ao invés, é agredida”.

O arcebispo de Terni disse que “a família é um bem da humanidade, que não pertence a uma ou outra religião”. Por isso, a iniciativa estará aberta “ao mundo”.

Na ocasião 200 000 exemplares do Evangelho de Lucas serão distribuídos para as “famílias das periferias” de cinco “grandes cidades”, uma de cada continente: Havana (Cuba), Marselha (França), Hanói (Vietname), Sidney (Austrália) e Kinshasa (Quénia).

No mesmo período, “os bispos estarão reunidos em Roma para o sínodo e milhares de famílias reunidas na Filadélfia”.

Mons. Paglia acrescentou que o Instrumentum laboris será um instrumento de aprofundamento e a ideia de uma Igreja sinodal encontrará na Filadélfia uma expressão válida. “Qualquer família poderá participar do evento, nenhuma deve se sentir excluída”, disse o arcebispo italiano, acrescentando: “se alguma se sentir excluída, eu deixo as 99 e eu vou busca-la”.

O bispo da Filadélfia, Dom Chaput, disse que “será um grande evento para a cidade”, e agradeceu ao prefeito. “Estamos organizando o evento há três anos”.

Dom Chaput disse que o congresso dedicado às famílias, de 22 a 27 de setembro, contará com a participação de cerca de 15 000 pessoas de todo o mundo. “Uma oportunidade para entender que a família é o ponto focal da sociedade”.

Nos últimos dois dias, o Encontro Mundial das Famílias contará com a participação do Papa Francisco e haverá um “festival intercultural”, com a presença confirmada do cantor colombiano Juanes e do tenor italiano Andrea Bocelli, com participação da Orquestra Filarmônica da Filadélfia.

Na tarde de domingo o Papa Francisco celebrará a Santa Missa e participará em outros momentos do evento.

Também participarão do congresso um mórmon e um rabino, que palestrarão sobre a importância da família entre seus fiéis.

O evento contará com mais de 10 000 voluntários e está sendo preparado um plano específico de transporte, segurança e saúde pública. Sobre a hospedagem, o bispo disse que a cidade possui uma grade capacidade hoteleira, bem como as cidades próximas. Além disso, haverá famílias que hospedarão peregrinos em suas casas.

Respondendo a perguntas, ele indicou que cerca de 2 mil milhões de dólares serão gastos em segurança, além disso, foram oferecidas bolsas para permitir a participação das dioceses mais pobres.